Aqui também tem palmeiras, mas esqueceram de importar o sabiá, as unicas aves que gorgeiam são os galos quando no sol a raiar (o resto do dia também, penso que eles são levemente desregulados), tudo bem, tem mais pássaros por aqui (estranho seria se não tivesse), mas o que mais me impressiona é o tamanho dos pássaros, pois são bem pequenos comparados aos nossos, acredito já ter visto um pardal, mas devido ao tamanho não tenho certeza.
Nesta terra tem bananas, muito estranha elas são, tem umas que são com a cor rosa e outras amarelas, todas são parecidas com bananas maçã, mas o doce da fruta não é tão doce assim, da mesma forma que o açúcar não é doce e o sal não é salgado, estranho isso, é como se não colocasse ‘nada’ para salgar a comida. Os alimentos mais consumidos pelos timorenses são arroz ou batatas e vegetais, os vegetais normalmente são cozidos e o arroz tem um cheiro estanho, tem também um bolinho frito, não sei como chama, e tem um gosto estranho e horrível.
Já pude perceber que feriados tem de sobra aqui, finados são dois dias (1 e 2), mas tem mais 2 dias (3 e 4) que são pontos facultativos, dia 12 de novembro é feriado do massacre de santa cruz, 27 de novembro e 08 de dezembro são feriados também, mas não sei do que.
Sobre o massacre, ficaram dois dias falando que não era pra ir, porque era perigoso, porque eles não gostavam de malaes (= a gringo), e que iam jogar pedras, ignoramos todos estes comentários coloquei meu boné da seleção brasileira e formos ao cemitério ver as homenagens, os discursos politicos (Xanana e Ramos Horta), as manifestações, e não tivemos problema algum, muito pelo contrario, conforme passavamos ouviamos "malae brasileiro" e sorrisos, mas o que me deixou impressionada foi a noite, os timorenses enfeitam as ruas com velas, formando frases, desenhos, caminhos, enfim, mas fiquei muito apavorada neste dias, estavamos caminhando rumo ao motion (lugar da balada na quinta feira), quando nos deparamos com um grupo que bebia e festejava em volta de um latão de metal com fogo, quando de repente, atiram uma lata de aluminio, 5 segundos depois arremessaram uma pedra no portão ao nosso lado, que susto, vi aquela pedra passando no meu nariz, não podiamos correr, pois se correr demonstriamos medo, o que fazer? Continuar andando. Ufa acabou o sufoco … finalmente saimos daquela rua, ninguem nos seguiu, mas isso foi o suficiente para acabar com a noite.
Na sexta fui jantar na praia, em um restaurante tailandes, muito bom por sinal, depois da janta fomos a praia areia branca, pois a mare estava alta, praticamente tocando os nossos pés que relaxavam na areia fina e branca daquele maravilhoso lugar. Sentados a quase 5 minutos e discutindo sobre mares, chegam uns policiais com as lanternas nos nossos rostos, engraçado foi meu comentário – estou sem o passaporte, fudeu!! – Os policiais, muito simpáticos, sem pedir documento algum, perguntou há quanto tempo estavamos ali, e se não tinhamos visto nenhum crocodilo. Caralho!!!! Estava tirando foto e imagine se na minha foto sai um croco ao meu lado! Eu chapo!!!! Mas voltando, os policiais pediram para que nos retirassemos do lugar, fui embora, triste, sem ver o crocodilo!!!
Legal, Fresqui! Mas coloca umas fotos aí, pô!
ResponderExcluirSamuel.