Refletindo Timor Leste
domingo, 15 de maio de 2011
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Pátria
Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação.
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.
Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação.
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.
Vencemos o colonialismo, gritamos:
Abaixo o imperialismo.
Terra livre, povo livre,
Não, não, não à exploração.
Avante unidos firmes e decididos.
Na luta contra o imperialismo
O inimigo dos povos, até à vitória final.
Pelo caminho da revolução.
Pátria é o hino nacional da República Democrática de Timor-Leste. Com letra de Francisco Borja da Costa e música de Afonso Redentor Araújo, foi composto em 1975 e usado pela primeira vez no dia 28 de dezembro do mesmo ano, quando Timor Leste declarou-se unilateralmente independente de Portugal. O país foi invadido pela Indonésia em 7 de dezembro de 1976 e Francisco Borja da Costa foi morto no mesmo dia. Foi declarado hino nacional no dia independência da Indonésia (20 de maio de 2002).
A letra é somente em português, pois ainda não há uma versão em tétum, a língua nacional e co-oficial do país.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1tria_(hino)
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.
Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação.
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.
Vencemos o colonialismo, gritamos:
Abaixo o imperialismo.
Terra livre, povo livre,
Não, não, não à exploração.
Avante unidos firmes e decididos.
Na luta contra o imperialismo
O inimigo dos povos, até à vitória final.
Pelo caminho da revolução.
Pátria é o hino nacional da República Democrática de Timor-Leste. Com letra de Francisco Borja da Costa e música de Afonso Redentor Araújo, foi composto em 1975 e usado pela primeira vez no dia 28 de dezembro do mesmo ano, quando Timor Leste declarou-se unilateralmente independente de Portugal. O país foi invadido pela Indonésia em 7 de dezembro de 1976 e Francisco Borja da Costa foi morto no mesmo dia. Foi declarado hino nacional no dia independência da Indonésia (20 de maio de 2002).
A letra é somente em português, pois ainda não há uma versão em tétum, a língua nacional e co-oficial do país.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1tria_(hino)
domingo, 9 de maio de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Labuan bajo – Os dragões de Comodo
Na narrativa anterior, agradeci a Gladcya pelo número do Richard, pois é, retiro os agradecimentos!!!!
O Richard foi só conversa, nas trocas de mensagens que tive com ele, afirmava que estava tudo certo, que o hotel já estava reservado e que já tinha alugado um carro para ir nos pegar no aeroporto, estavamos até preocupados com o quanto que iamos ter que pagar por tanta atenção, essa preocupação durou até o momento que desembarcamos em Labuan, nada de Richard, nada de carro, nada de nada e até a lanchonete estava fechando, já que este era o último voo do dia.
Sentamos, esperamos, liguei, liguei, liguei e finalmente atendeu, disse que já estavamos lá e esperando por ele, finalmente a criatura chegou, de moto, nada de carro, e pedindo mil desculpas pelo atraso e dizendo também que o hotel que ele tinha feito a reserva para nós estava FULL (como assim? Se foi feita a reserva não tinha motivo para não termos os quartos!!), resumindo ele não fez porra nenhuma. Mas arrumou uma mikrolet para nos levar até um hotel que tinha quarto, otimo, nos instalamos e fomos conversar com ele sobre o grande passeio, a Ilha de Comodo, pedi para ele falar mais devagar, pois não estava entendendo toda a conversa devido a velocidade da fala, nos também não estavamos com pressa, afinal estavamos de férias.
Em um determinado ponto da conversa o senhor funcionário ou dono do hotel interferiu (em ingles), falando que estava muito caro este passeio, o Richard para que nós não entendessemos a discussão começou a “brigar”com o senhor em língua indonesia, esse foi o fim para o Richard, nada de passeio, nada de nada e nem pagamento pela atenção dada, já que não tinha feito muita coisa ou nada.
O dono ou funcionário do hotel ligou para um colega que veio conversar conosco e oferecer o barco, alugamos o barco por USD 50,00 p/p = 150,00, sim, pagamos em dólar, não tinhamos rupias e a casa de cambio estava fechada devido ao feriado católico. Neste valor estava incluso, água, café da manhã e almoço. Marcamos para sair de Labuan as 6h da madruga, e lá estava senhor Peter a nossa espera as 6h da madruga.
Embarcamos (meu vocabulário maritimo é pouco) e lá fomos nós ... uhuuu, Ilha de Comodo!!!, mais paisagem, mais ilha, mais água, água, água ... 3 ou 4 horas depois chegamos na Ilha dos Dragões, formidávelll, nosssaaaa, estou em Comodoooo ... um desejo realizado, os dragões podem medir até 4metros, pesar até 150kl, correr até 18km/h, mergulhar até 4metros, seu hálito deve ser medonho devido a quantidade de bactérias em sua saliva, três noites antes deste momento importante na minha vida, sonhei que um dragão mordia o meu dedinho e eu achava o máximooo a mordida.
Continuando ...
Entrada ao parque de Comodo, USD 15,00 p/p, mas como assim? Estou na Indonesia e a moeda é Rupias, como devo pagar em dólar? Pois é, o valor é em dólar, isso mais um valor de 40.000,00rp que não entendi para que era. Tudo bem estava na Ilha dos dragões, vamo que vamo ...
Escolhemos o tamanho da nossa caminhada pela mata e óbvio que eu escolhi a menor com duração de 60 minutos, os primeiros 20 minutos o guia só falava das plantas, das árvores e nada de dragão, estava frustada já e só perguntava aonde estavam os dragões e reclamava em português (para ele não entender) que morava num país que tinha tudo aquilo e muito mais e que estava lá apenas para ver os dragões, que não queria andar e queria apenas sentar e ficar apreciando um dragão, finalmente apareceu o primeiro, nosssaaaa, mas ele nem mexeu, nem correu atras de ninguém, ficou lá panguando, fala sério!!!
O guia mostrando o yellow bird foi demais para mim. Na minha terra tem palmeira, tem sabiá, arara, tucano, periquito, papagaio, e mais uma infinidade de passaros, só não tem dragão, eu lá ia querer saber de um pássaro amarelo.
Continuamos a caminhada, vimos um filhote de dragão subindo na árvore, quando são filhotes ainda possuem esta capacidade, e continuamos a caminhada, quase no final avistamos outro e este estava bem na trilha que tinhamos que passar, era eu ou ele naquela trilha, sim ele continuou lá e eu desviei o meu percurso depois de tirar muitas fotos.
Antes de voltar para o barco vimos outro embaixo da escada, nossaaa, subi a escada para ficar mais pertinho dele, queria ter colocado meu pé para ele morder, mas o guia só sabia chamar a minha atenção, droga.
Fim do passeio, de volta para o barco, hora do almoço, fizeram nosso almoço no barco, nem quero saber como foi feita a comida, estava boa e nem deu dor de barriga. Próximo a cidade já o barco parou em uma outra ilha para que eu pudesse usar o snorkle, foi bom, mas a água em Timor Leste é mais cristalina, no entanto, havia muita variedade de peixe, adorei. Agora tenho um pé de pato.
A nossa espera estava uma mikrolet, o rapaz que dirigia era mais novo que os meus alunos no Brasil, quando viu a policia, fez uma exclamação e mudou de rua, perguntei a ele se tinha habilitação, respondeu que não, isso é muito comum, crianças pilotando motos, dirigindo carros como adultos.
Enfim, nos deixou no hotel e descansei o resto do dia ... não tinha mais nada naquela cidade para fazer.
No outro dia pela manhã fomos até a empresa área comprar os tickets para Bali, afinal já estava cansada de ver tanta natureza, conseguimos os tickets para o mesmo o dia, no período da tarde. Voltamos para o hotel, descansamos mais um pouco e fomos para o aeroporto. Espera, espera, espera.
No aeroporto passamos por mais um episódio inédito, todas as pessoas eram pesadas e os quilos anotados em um papel para o cálculo final.
Chegamos em Bali no final da tarde, obaaa, mc donald`s, pizza hut, shopping, compras, compras, compras.
O Richard foi só conversa, nas trocas de mensagens que tive com ele, afirmava que estava tudo certo, que o hotel já estava reservado e que já tinha alugado um carro para ir nos pegar no aeroporto, estavamos até preocupados com o quanto que iamos ter que pagar por tanta atenção, essa preocupação durou até o momento que desembarcamos em Labuan, nada de Richard, nada de carro, nada de nada e até a lanchonete estava fechando, já que este era o último voo do dia.
Sentamos, esperamos, liguei, liguei, liguei e finalmente atendeu, disse que já estavamos lá e esperando por ele, finalmente a criatura chegou, de moto, nada de carro, e pedindo mil desculpas pelo atraso e dizendo também que o hotel que ele tinha feito a reserva para nós estava FULL (como assim? Se foi feita a reserva não tinha motivo para não termos os quartos!!), resumindo ele não fez porra nenhuma. Mas arrumou uma mikrolet para nos levar até um hotel que tinha quarto, otimo, nos instalamos e fomos conversar com ele sobre o grande passeio, a Ilha de Comodo, pedi para ele falar mais devagar, pois não estava entendendo toda a conversa devido a velocidade da fala, nos também não estavamos com pressa, afinal estavamos de férias.
Em um determinado ponto da conversa o senhor funcionário ou dono do hotel interferiu (em ingles), falando que estava muito caro este passeio, o Richard para que nós não entendessemos a discussão começou a “brigar”com o senhor em língua indonesia, esse foi o fim para o Richard, nada de passeio, nada de nada e nem pagamento pela atenção dada, já que não tinha feito muita coisa ou nada.
O dono ou funcionário do hotel ligou para um colega que veio conversar conosco e oferecer o barco, alugamos o barco por USD 50,00 p/p = 150,00, sim, pagamos em dólar, não tinhamos rupias e a casa de cambio estava fechada devido ao feriado católico. Neste valor estava incluso, água, café da manhã e almoço. Marcamos para sair de Labuan as 6h da madruga, e lá estava senhor Peter a nossa espera as 6h da madruga.
Embarcamos (meu vocabulário maritimo é pouco) e lá fomos nós ... uhuuu, Ilha de Comodo!!!, mais paisagem, mais ilha, mais água, água, água ... 3 ou 4 horas depois chegamos na Ilha dos Dragões, formidávelll, nosssaaaa, estou em Comodoooo ... um desejo realizado, os dragões podem medir até 4metros, pesar até 150kl, correr até 18km/h, mergulhar até 4metros, seu hálito deve ser medonho devido a quantidade de bactérias em sua saliva, três noites antes deste momento importante na minha vida, sonhei que um dragão mordia o meu dedinho e eu achava o máximooo a mordida.
Continuando ...
Entrada ao parque de Comodo, USD 15,00 p/p, mas como assim? Estou na Indonesia e a moeda é Rupias, como devo pagar em dólar? Pois é, o valor é em dólar, isso mais um valor de 40.000,00rp que não entendi para que era. Tudo bem estava na Ilha dos dragões, vamo que vamo ...
Escolhemos o tamanho da nossa caminhada pela mata e óbvio que eu escolhi a menor com duração de 60 minutos, os primeiros 20 minutos o guia só falava das plantas, das árvores e nada de dragão, estava frustada já e só perguntava aonde estavam os dragões e reclamava em português (para ele não entender) que morava num país que tinha tudo aquilo e muito mais e que estava lá apenas para ver os dragões, que não queria andar e queria apenas sentar e ficar apreciando um dragão, finalmente apareceu o primeiro, nosssaaaa, mas ele nem mexeu, nem correu atras de ninguém, ficou lá panguando, fala sério!!!
O guia mostrando o yellow bird foi demais para mim. Na minha terra tem palmeira, tem sabiá, arara, tucano, periquito, papagaio, e mais uma infinidade de passaros, só não tem dragão, eu lá ia querer saber de um pássaro amarelo.
Continuamos a caminhada, vimos um filhote de dragão subindo na árvore, quando são filhotes ainda possuem esta capacidade, e continuamos a caminhada, quase no final avistamos outro e este estava bem na trilha que tinhamos que passar, era eu ou ele naquela trilha, sim ele continuou lá e eu desviei o meu percurso depois de tirar muitas fotos.
Antes de voltar para o barco vimos outro embaixo da escada, nossaaa, subi a escada para ficar mais pertinho dele, queria ter colocado meu pé para ele morder, mas o guia só sabia chamar a minha atenção, droga.
Fim do passeio, de volta para o barco, hora do almoço, fizeram nosso almoço no barco, nem quero saber como foi feita a comida, estava boa e nem deu dor de barriga. Próximo a cidade já o barco parou em uma outra ilha para que eu pudesse usar o snorkle, foi bom, mas a água em Timor Leste é mais cristalina, no entanto, havia muita variedade de peixe, adorei. Agora tenho um pé de pato.
A nossa espera estava uma mikrolet, o rapaz que dirigia era mais novo que os meus alunos no Brasil, quando viu a policia, fez uma exclamação e mudou de rua, perguntei a ele se tinha habilitação, respondeu que não, isso é muito comum, crianças pilotando motos, dirigindo carros como adultos.
Enfim, nos deixou no hotel e descansei o resto do dia ... não tinha mais nada naquela cidade para fazer.
No outro dia pela manhã fomos até a empresa área comprar os tickets para Bali, afinal já estava cansada de ver tanta natureza, conseguimos os tickets para o mesmo o dia, no período da tarde. Voltamos para o hotel, descansamos mais um pouco e fomos para o aeroporto. Espera, espera, espera.
No aeroporto passamos por mais um episódio inédito, todas as pessoas eram pesadas e os quilos anotados em um papel para o cálculo final.
Chegamos em Bali no final da tarde, obaaa, mc donald`s, pizza hut, shopping, compras, compras, compras.
Ende – O Vulcão Kelimutu
Logo quando chegamos um rapaz, funcionário do hotel, veio nos oferecer o passeio ao Kelimutu, o vulcão, por 600.000,00rp, o cara estava louco que iamos pagar esse valor para ir a um vulcão, saimos a procura de comida (na captura), pegamos uma mikrolet e conversei com o cobrar para nos levar ao vulcão, ele aceitou o valor oferecido, nos levou para o restaurante e estava tudo certo, às 6 da madruga ele passaria no hotel para nos pegar.
Terminamos o almoço e resolvemos que iamos para Labuan bajo de ponte area, pois não aguentavamos mais viajar, perguntamos no restaurante aonde ficava a Merpati, otimo, era perto e fomos caminhando, chegamos na Merpati, fechada devido ao feriado religioso, sim, aquela cidade também era católica, neste momento, um senhor gente parou para perguntar o que queriamos, coisa de indonesio e leste timorense perguntar o que esta fazendo e para onde vai, explicamos para ele o que queriamos, e o senhor nos passou as informações necessárias, não era a Merpati que fazia o trecho até Labuan bajo, era a Trans Nusa, por fim o senhor era moto taxi e nos levou até a Trans Nusa.
Durante o tempo de espera na empresa, pois o sistema estava fora do ar e realmente foi um longo tempo de espera, este senhor chamado Rian ficou nos acompanhando e conversando conosco, ofereceu a nós a ida ao Kelimutu de moto, achamos perigoso e recusamos, mas fizemos a proposta para ele alugar um carro e nos levar até lá.
Tudo resolvido, horário marcado, e valor acertado, 3horas da madruga, 100.000,00rp p/p = 600.000,00 (um valor respectivamente alto, mas fomos num carro com tração), e ainda estavamos esperando o sistema voltar ...
Minutos que pareceram uma eternidade o sistema finalmente resolve aparecer e os nossos tickets deram certo o horário do voo para as 15h 05min. com isso daria tempo de ir ao Vulcão, voltar para o hotel, tomar café da manhã, dormir um pouco e ir para o aeroporto sentar e esperar e foi o que fizemos, havia combinado com o Senhor Rian de nos pegar no hotel depois e nos levar ao aeroporto, no horário marcado lá estava ele novamente de prontidão.
Espera, espera, espera, finalmente fomos embarcar, fiquei surpresa com a surpresa, senhor Rian estava do lado de fora do aeroporto gritando para a nós nos desejando uma boa viagem, depois que chegamos em Labuan bajo senhor rian mandou várias mensagens perguntando como estavamos e se estavamos gostando de flores ... Pessoa impar, para quem for a Ende posso passar o número do senhor Rian.
A Madre, Nelson, Rian ... pessoas maravilhosas que só nos ajudaram ...
Terminamos o almoço e resolvemos que iamos para Labuan bajo de ponte area, pois não aguentavamos mais viajar, perguntamos no restaurante aonde ficava a Merpati, otimo, era perto e fomos caminhando, chegamos na Merpati, fechada devido ao feriado religioso, sim, aquela cidade também era católica, neste momento, um senhor gente parou para perguntar o que queriamos, coisa de indonesio e leste timorense perguntar o que esta fazendo e para onde vai, explicamos para ele o que queriamos, e o senhor nos passou as informações necessárias, não era a Merpati que fazia o trecho até Labuan bajo, era a Trans Nusa, por fim o senhor era moto taxi e nos levou até a Trans Nusa.
Durante o tempo de espera na empresa, pois o sistema estava fora do ar e realmente foi um longo tempo de espera, este senhor chamado Rian ficou nos acompanhando e conversando conosco, ofereceu a nós a ida ao Kelimutu de moto, achamos perigoso e recusamos, mas fizemos a proposta para ele alugar um carro e nos levar até lá.
Tudo resolvido, horário marcado, e valor acertado, 3horas da madruga, 100.000,00rp p/p = 600.000,00 (um valor respectivamente alto, mas fomos num carro com tração), e ainda estavamos esperando o sistema voltar ...
Minutos que pareceram uma eternidade o sistema finalmente resolve aparecer e os nossos tickets deram certo o horário do voo para as 15h 05min. com isso daria tempo de ir ao Vulcão, voltar para o hotel, tomar café da manhã, dormir um pouco e ir para o aeroporto sentar e esperar e foi o que fizemos, havia combinado com o Senhor Rian de nos pegar no hotel depois e nos levar ao aeroporto, no horário marcado lá estava ele novamente de prontidão.
Espera, espera, espera, finalmente fomos embarcar, fiquei surpresa com a surpresa, senhor Rian estava do lado de fora do aeroporto gritando para a nós nos desejando uma boa viagem, depois que chegamos em Labuan bajo senhor rian mandou várias mensagens perguntando como estavamos e se estavamos gostando de flores ... Pessoa impar, para quem for a Ende posso passar o número do senhor Rian.
A Madre, Nelson, Rian ... pessoas maravilhosas que só nos ajudaram ...
sábado, 3 de abril de 2010
Já choveu, já saiu o sol e ainda estamos aqui. (kupang rumo a Larantuka – Ilha de Flores)
Já choveu, já saiu o sol e ainda estamos aqui. (kupang rumo a Larantuka – Ilha de Flores)
Será que vamos sair hoje ainda?
Chegamos aqui as 11horas da manhã, agora são 15horas e 50 minutos, compramos os tickets para área VIP, ou seja, cadeiras almofadas e ar condicionado, pobres criaturas despovidas de informações, as cadeiras sim tinham almofadas, no entanto de tanto serem sentadas, as almofadas já estavam finas e o ar gelado do A. C. de tão quente que estava o ambiente mal ventilava o calor infernal.
O Narkoba (nome do navio) é maior que o irmão Nakroma (este vai para Atauro e fica em Timor Leste), neste navio há as divisões entre primeira classe quente, primeira classe não tão quante, segunda classe e as pessoas ficam amontoadas no convés, no entanto é o lugar mais ventilado.
Apel, apel, apel, o vendedor de maça grita, aqua, aqua, aqua, a venderora de água e nos continuamos aqui, sentados esperando. O tédio já passou, o mau humor já foi, já ouvi música e ainda estamos aqui...
A Rosiete já fez mil e uma proposta para sairmos correndo deste navio e pegarmos a primeira ponte área, no entanto, isso vai contra a minha moral, uma vez que já tinha decidido fazer esta viagem não poderia desistir. O Umberto Doisberto, encarou muito bem este desespero, acho que este navio não é nada perto das experiencias que já deve ter passado.
Dia 26 de março, em torno das 21horas chegamos em kupang, eu, Rosiete e Umberto, fomos para o hotel Maliana, ja conhecia este hotel e sabia das condições, mas pelo menos quando fiquei da outra vez o quarto tinha ar condicionado e, desta esta FULL, e novamente o FULL me persegue em viagens. Mudamos de hotel, fomos para o hotel vizinho, hotel Maia, mas continuei frequentando a internet do Maliana.
Acabamos ficando em Kupang um dia (27/03), no dia seguinte, em torno das 10horas a madre, que conhecemos na viagem de Dili para Kupang, passou no hotel de taxi para nos pegar, viemos para o porto, compramos o tickt, entramos no navio, poltronas escolhidas, ótimo, já podemos viajar? Chega o meio dia, passa uma, da duas, tres horas, quatro horas da tarde, já estava de saco cheio de esperar.
A Rosiete em torno das 15horas cogitou a possibilidade de irmos de avião, mas eu não podia fazer isso, afinal ja tinha reelaborado meu roteiro, mas chegou um momento da tarde, por volta das 16h e 30, que fui obrigada a dizer a ela que se me chamasse pra ir de ponte área naquele momento eu ia. Foi o que ela fez, mas as pessoas que conhecemos no navio naquele momento disse que não ia ter voo, e não deu outra, eles ligaram para a companhia área e estava FULL (de novo o full), sentei, refleti e decidi continuar. A Rosiete continuou com a possibilidade de desistir da viagem e voltar para Dili, por fim resolveu ficar conosco.
Aqui o calor é insuportável, como estamos na Ásia, dilarong merokok é a mesma coisa que pode fumar, naquele momento estava passando um pouco mal, percebi que a minha pressão ia cair, sai da primeira classe do navio e fui para o convés, lá a ventilação é bem melhor, pois é aberto.
Chega cinco, cinco e meia e nada, no hotel nos informaram que o navio saia às 16h, outros disseram que saia as 14h, mas na verdade ele sai às 18h, mas realmente tem que chegar cedo para conseguir um lugar.
O navio partiu às 18horas, como sou iniciante nesses assuntos maritimos, tenho certeza que isso vai ser tão longo quanto a noite interminavel no pacífico. Já jantei um delicioso pop mie e não encarei a comida servida no navio, acabei dando o ticket para uma moça que tinha conhecido e que estava nos ensinando algumas palavras em lingua indonesia, nem ela comeu, qual era o problema com a comida? Não consegui descobrir.
Agora observando as pessoas neste ambiente, percebo o quanto somos futeis, não sei quantas pessoas tem aqui, mas não vejo ninguem reclamando do calor, ou da falta de conforto, muito pelo contrário, aqui são pessoas educadas e sorridentes. Fomos muito bem recebidos neste navio, e nos ensinaram muitas palavras em malaio indonesia (eu ja não lembro mais nenhuma).
O navio tem previsão para chegar as 6horas da manhã, mas duvido muito deste horário, pois nem o horário de partida as pessoas sabiam informar, então vamos esperar e aproveitar esta viagem.
Realmente a viagem foi mais longa do que aquela noite interminável no pacífico, dormia uma hora e acordava, olhava para o relógio e pensava “menos uma hora”, dormia novamente e o mesmo pensamento, até que consegui uma posição confortável naquela poltrona e consegui dormir 4horas seguidas, acordei e comemorei o tempo que já tinha passado, ufa, o dia já estava quase amanhecendo.
As primeiras horas da manhã pareciam mais longas do que a noite interminável, começava a avistar algumas ilhas, o sol gritava nas janelas de vidro e o calor da manhã aumentava e nada de chegar em Larantuka. Finalmente em torno das 9horas chegamos a terra prometida “Terra a vista" eu gritei, mas acontece que isso já tinha sido gritado antes, tudo bem nem tudo é inédito mesmo.
Esperamos uns 15 minutos até a muvuca de pessoas saindo diminuir, afinal já tinha esperado tanto tempo que 15 a mais 15 a menos não ia fazer diferença. Saimos do navio, meu Deus!!! que zona, as pessoas de Larantuka estavam todas no porto esperando alguma coisa e oferencendo transporte, eles fazer um corredor e a policia organiza a muvuca, transport, transport, taksi, taksi ... e assim vai até acabar o corredor.
Já estavamos cansados e não tinhamos hotel em Larantuka, após caminharmos uns 5 minutos no meio dos transportes encontramos uma venda e entramos, ótimo, podiamos pensar no que fazer agora, abri o guia e comecei a ligar para os hoteis que o guia indicava, FULL, FULL, até que a atendente da venda percebeu o que queriamos e passou o nome de um hotel – hotel Fortuna – e ainda chamou um taksi para nós, os taxi são como as mikrolets em Dili, você paga e todo mundo entra.
Neste taksi percebemos que havia uma diferença para nós dos nativos, uma diferença de 8.000,00 rupias, pois é, para nós o valor era de 10.000,00 e para os nativos era de 2.000,00. Chegamos no hotel Fortuna loucos por um banho e uma cama, mas só podiamos passar um dia lá, pois o hotel todo estava reservado no dia seguinte, devido a procissão da semana santa. Chegamos no hotel umas 11h e 30min.
Banho tomado, cama ...
Acordamos umas 13 horas e fomos a procura de almoço e, nada de lugar normal para comer, precisavamos comprar as passagens para Maumere a próxima cidade do nosso roteiro, pegamos o taksi que todo mundo entra e fomos para o terminal, terminal vazio. Naquele momento a fome bateu forte, descobrimos que as passagens são vendidas na hora, ou seja, só as 16horas, no horário do onibus.
Pegamos outro taksi e fomos a procura do restaurante que tinham nos indicado, não encarei, continuei no taksi, voltei para o hotel e pedi 3 pop mie, 2 para o almoço e um para a janta caso tivesse fome, o da janta ficou do jeito que deixei e o omeprazol foi necessário.
Café da manhã tomado, bolo gostoso com textura estranha, chá, banana frita e ovo cozido, as 7h e 30 da manhã saimos do hotel, a recepcionista parou o taksi para nós e disse para o motorista aonde deveriamos ir, no meio do caminho o motorista começou a falar, fala do motorista: *&^%$#@!, depois de algum minutos entendemos que ele estava oferecendo para nos levar até Maumere por 400.000,00 rupias, negociamos o valor, seratus ribu, seratus ribu, seratus ribu, apontando um seratus ribu por pessoa, ou seja, 300.000,00, o motorista concordou e começou a nossa viagem até Maumere.
Celular com adaptador para o som do carro e as caixas de som que mais pareciam uma caixa de abelha na minha orelha, não conseguia para de pensar “quando a bateria do celular vai acabar?” mas a paisagem era linda e ele sempre falava alguma coisa para mim e apontava, fala do motorista: !@#$%^&(), para fazer de conta que eu entendia o que ele estava falando eu olhava e repetia a última palavra, não entendia o que era, mas sabia que era para eu olhar para onde ele estava apontando e sempre ficava surpresa com o que ele mostrava.
A viagem teve duração de 4horas, com uma paisagem surpreendente, fascinante, maravilhosa, não tenho palavras para descrever o tamanho de beleza que vi. Vale a pena e nem foi tão cansativa quanto a de barco.
Um amigo em Dili me deu um maço de cigarros LA, e disse que para uma eventualidade, pois foi bem útil o cigarro, dei para o motorista e fiz um amigo, seu nome era Nelson e o ajudante menor de idade era Nardo, como não sabia dizer “para você” em lingua indonesia, coloquei o maço junto com o de gudang dele e ele entendeu o que eu estava fazendo, sorriu e em seguida fumou um.
Este motorista não falava uma palavra em Ingris (Ingles) e nem Portugis (portugues), ele falava as coisas para mim na lingua dele e eu contava histórias em portugues. Disse para ele que já tinha ligado para minha mãe, que tinha falado com meu irmão e que minha mãe tinha mandado lembranças a ele e que estava tudo bem com a minha irmã. Falei também que eramos professores (guru) em lingua indonesia. Ficou todo cheio de ares.
Chegamos em Maumere as 11h e 30 da manhã, viemos para o hotel que o guia indicava e que eu tinha feito a reserva no dia anterior, hotel Maiwuali, agradável e com pessoas simpáticas.
Esqueci de dizer que o turismo feito em Larantuka nesta época do ano é turismo religioso, eramos os únicos no barco, logo todos já sabiam que estavamos ali, também não vimos nenhum outro turista como nós na cidade. Realmente turista é um bicho estranho e engraçado.
O Nelson e seu ajudante nos deixou no hotel e ai eu fui entender que ele era de Maumere, até nos mostrou a sua casa aqui, o mais interessante é que seu nome estava escrito no vidro do carro, ele fez questão de mostrar, fiz a brincadeira que meu nome deveria estar no outro vidro.
Aqui somos chamados de “bule” em Timor Leste de “Malae” e no Brasil de “gringo”, quantos nomes para turista, após o check-in no hotel saimos na captura do almoço, aprendi em Dili que restaurantes indonesios com RM no logo servem carne de cachorro, mas aqui em flores a madre já tinha nos alertado sobre isso, mas todos os restaurantes tinham RM, sim, eu abandonei o pop mie e encarei o bakso. Pedi omelete, sai para comprar um isqueiro, voltei para o restaurante com um pote de sorvete e depois os estranhos são os nativos por comerem cachorro, devorei o sorvete enquanto esperava o omelete, o peixe da Rosiete estava muito bom e o do Umberto não encarei não, no omelete tinha um treco vermelho por cima, como um molho, não sei dizer o que era aquilo, mas foi o meu almoço e estava uma delicia, na sobremesa panqueca de banana.
Estamos de passagem nesta cidade, amanhã cedo vamos para Ende, a cidade dos vulcões “Kalimutu” e depois seguimos para Lambua bajo, para o grande momento ... os dragões de comodo. Em Labuam bajo temos hotel reservado e um guia contratado a nossa espera. Gladcya obrigada por ter passado o contato do Richard estou sendo muito bem tratada por ele.
Aqui em Maumere as casa tipicas são com palha trançada, isso deve ser trabalhoso...
Em Maumere compramos ticket`s, ops, tickets, tinha um carro que ia vir pra Ende, a nossa próxima cidade, pagamos 70.000,00rp cada um e viemos neste carro, a viagem estava tranquila até uma moça que estava no banco de tras começar a vomitar, vomitava e dava risada, não entendi muito bem o riso, mas se ela estava achando engraçado eu não estava!! Na parada para o almoço demos um plazil para tomar, nem isso resolveu, falei pro Umberto que tinha que ser dois, assim ela ia dormir e acordar só em Ende (teria ficado melhor e eu não ouviria o vomito dela).
Chegamos em Ende e para mudar um poquinho não tinhamos hotel, não consegui fazer a reserva. Pedimos para o motorista nos levar a um hotel bagus (hotel bom), ele nos levou para o hotel Safari, e era um Safari mesmo a caçada aos pernilongos havia começado, tinha tanto, mas tanto pernilongo que precisei sair do quarto, pois não cabia o meu corpo lá dentro, se ficasse no quarto ia desalojar os pernilongos. Fui a recepção pedir baygon, antes não tivesse feito isso, o veneno entrou e eu fiquei umas duas horas para fora devido ao cheiro do veneno.
Será que vamos sair hoje ainda?
Chegamos aqui as 11horas da manhã, agora são 15horas e 50 minutos, compramos os tickets para área VIP, ou seja, cadeiras almofadas e ar condicionado, pobres criaturas despovidas de informações, as cadeiras sim tinham almofadas, no entanto de tanto serem sentadas, as almofadas já estavam finas e o ar gelado do A. C. de tão quente que estava o ambiente mal ventilava o calor infernal.
O Narkoba (nome do navio) é maior que o irmão Nakroma (este vai para Atauro e fica em Timor Leste), neste navio há as divisões entre primeira classe quente, primeira classe não tão quante, segunda classe e as pessoas ficam amontoadas no convés, no entanto é o lugar mais ventilado.
Apel, apel, apel, o vendedor de maça grita, aqua, aqua, aqua, a venderora de água e nos continuamos aqui, sentados esperando. O tédio já passou, o mau humor já foi, já ouvi música e ainda estamos aqui...
A Rosiete já fez mil e uma proposta para sairmos correndo deste navio e pegarmos a primeira ponte área, no entanto, isso vai contra a minha moral, uma vez que já tinha decidido fazer esta viagem não poderia desistir. O Umberto Doisberto, encarou muito bem este desespero, acho que este navio não é nada perto das experiencias que já deve ter passado.
Dia 26 de março, em torno das 21horas chegamos em kupang, eu, Rosiete e Umberto, fomos para o hotel Maliana, ja conhecia este hotel e sabia das condições, mas pelo menos quando fiquei da outra vez o quarto tinha ar condicionado e, desta esta FULL, e novamente o FULL me persegue em viagens. Mudamos de hotel, fomos para o hotel vizinho, hotel Maia, mas continuei frequentando a internet do Maliana.
Acabamos ficando em Kupang um dia (27/03), no dia seguinte, em torno das 10horas a madre, que conhecemos na viagem de Dili para Kupang, passou no hotel de taxi para nos pegar, viemos para o porto, compramos o tickt, entramos no navio, poltronas escolhidas, ótimo, já podemos viajar? Chega o meio dia, passa uma, da duas, tres horas, quatro horas da tarde, já estava de saco cheio de esperar.
A Rosiete em torno das 15horas cogitou a possibilidade de irmos de avião, mas eu não podia fazer isso, afinal ja tinha reelaborado meu roteiro, mas chegou um momento da tarde, por volta das 16h e 30, que fui obrigada a dizer a ela que se me chamasse pra ir de ponte área naquele momento eu ia. Foi o que ela fez, mas as pessoas que conhecemos no navio naquele momento disse que não ia ter voo, e não deu outra, eles ligaram para a companhia área e estava FULL (de novo o full), sentei, refleti e decidi continuar. A Rosiete continuou com a possibilidade de desistir da viagem e voltar para Dili, por fim resolveu ficar conosco.
Aqui o calor é insuportável, como estamos na Ásia, dilarong merokok é a mesma coisa que pode fumar, naquele momento estava passando um pouco mal, percebi que a minha pressão ia cair, sai da primeira classe do navio e fui para o convés, lá a ventilação é bem melhor, pois é aberto.
Chega cinco, cinco e meia e nada, no hotel nos informaram que o navio saia às 16h, outros disseram que saia as 14h, mas na verdade ele sai às 18h, mas realmente tem que chegar cedo para conseguir um lugar.
O navio partiu às 18horas, como sou iniciante nesses assuntos maritimos, tenho certeza que isso vai ser tão longo quanto a noite interminavel no pacífico. Já jantei um delicioso pop mie e não encarei a comida servida no navio, acabei dando o ticket para uma moça que tinha conhecido e que estava nos ensinando algumas palavras em lingua indonesia, nem ela comeu, qual era o problema com a comida? Não consegui descobrir.
Agora observando as pessoas neste ambiente, percebo o quanto somos futeis, não sei quantas pessoas tem aqui, mas não vejo ninguem reclamando do calor, ou da falta de conforto, muito pelo contrário, aqui são pessoas educadas e sorridentes. Fomos muito bem recebidos neste navio, e nos ensinaram muitas palavras em malaio indonesia (eu ja não lembro mais nenhuma).
O navio tem previsão para chegar as 6horas da manhã, mas duvido muito deste horário, pois nem o horário de partida as pessoas sabiam informar, então vamos esperar e aproveitar esta viagem.
Realmente a viagem foi mais longa do que aquela noite interminável no pacífico, dormia uma hora e acordava, olhava para o relógio e pensava “menos uma hora”, dormia novamente e o mesmo pensamento, até que consegui uma posição confortável naquela poltrona e consegui dormir 4horas seguidas, acordei e comemorei o tempo que já tinha passado, ufa, o dia já estava quase amanhecendo.
As primeiras horas da manhã pareciam mais longas do que a noite interminável, começava a avistar algumas ilhas, o sol gritava nas janelas de vidro e o calor da manhã aumentava e nada de chegar em Larantuka. Finalmente em torno das 9horas chegamos a terra prometida “Terra a vista" eu gritei, mas acontece que isso já tinha sido gritado antes, tudo bem nem tudo é inédito mesmo.
Esperamos uns 15 minutos até a muvuca de pessoas saindo diminuir, afinal já tinha esperado tanto tempo que 15 a mais 15 a menos não ia fazer diferença. Saimos do navio, meu Deus!!! que zona, as pessoas de Larantuka estavam todas no porto esperando alguma coisa e oferencendo transporte, eles fazer um corredor e a policia organiza a muvuca, transport, transport, taksi, taksi ... e assim vai até acabar o corredor.
Já estavamos cansados e não tinhamos hotel em Larantuka, após caminharmos uns 5 minutos no meio dos transportes encontramos uma venda e entramos, ótimo, podiamos pensar no que fazer agora, abri o guia e comecei a ligar para os hoteis que o guia indicava, FULL, FULL, até que a atendente da venda percebeu o que queriamos e passou o nome de um hotel – hotel Fortuna – e ainda chamou um taksi para nós, os taxi são como as mikrolets em Dili, você paga e todo mundo entra.
Neste taksi percebemos que havia uma diferença para nós dos nativos, uma diferença de 8.000,00 rupias, pois é, para nós o valor era de 10.000,00 e para os nativos era de 2.000,00. Chegamos no hotel Fortuna loucos por um banho e uma cama, mas só podiamos passar um dia lá, pois o hotel todo estava reservado no dia seguinte, devido a procissão da semana santa. Chegamos no hotel umas 11h e 30min.
Banho tomado, cama ...
Acordamos umas 13 horas e fomos a procura de almoço e, nada de lugar normal para comer, precisavamos comprar as passagens para Maumere a próxima cidade do nosso roteiro, pegamos o taksi que todo mundo entra e fomos para o terminal, terminal vazio. Naquele momento a fome bateu forte, descobrimos que as passagens são vendidas na hora, ou seja, só as 16horas, no horário do onibus.
Pegamos outro taksi e fomos a procura do restaurante que tinham nos indicado, não encarei, continuei no taksi, voltei para o hotel e pedi 3 pop mie, 2 para o almoço e um para a janta caso tivesse fome, o da janta ficou do jeito que deixei e o omeprazol foi necessário.
Café da manhã tomado, bolo gostoso com textura estranha, chá, banana frita e ovo cozido, as 7h e 30 da manhã saimos do hotel, a recepcionista parou o taksi para nós e disse para o motorista aonde deveriamos ir, no meio do caminho o motorista começou a falar, fala do motorista: *&^%$#@!, depois de algum minutos entendemos que ele estava oferecendo para nos levar até Maumere por 400.000,00 rupias, negociamos o valor, seratus ribu, seratus ribu, seratus ribu, apontando um seratus ribu por pessoa, ou seja, 300.000,00, o motorista concordou e começou a nossa viagem até Maumere.
Celular com adaptador para o som do carro e as caixas de som que mais pareciam uma caixa de abelha na minha orelha, não conseguia para de pensar “quando a bateria do celular vai acabar?” mas a paisagem era linda e ele sempre falava alguma coisa para mim e apontava, fala do motorista: !@#$%^&(), para fazer de conta que eu entendia o que ele estava falando eu olhava e repetia a última palavra, não entendia o que era, mas sabia que era para eu olhar para onde ele estava apontando e sempre ficava surpresa com o que ele mostrava.
A viagem teve duração de 4horas, com uma paisagem surpreendente, fascinante, maravilhosa, não tenho palavras para descrever o tamanho de beleza que vi. Vale a pena e nem foi tão cansativa quanto a de barco.
Um amigo em Dili me deu um maço de cigarros LA, e disse que para uma eventualidade, pois foi bem útil o cigarro, dei para o motorista e fiz um amigo, seu nome era Nelson e o ajudante menor de idade era Nardo, como não sabia dizer “para você” em lingua indonesia, coloquei o maço junto com o de gudang dele e ele entendeu o que eu estava fazendo, sorriu e em seguida fumou um.
Este motorista não falava uma palavra em Ingris (Ingles) e nem Portugis (portugues), ele falava as coisas para mim na lingua dele e eu contava histórias em portugues. Disse para ele que já tinha ligado para minha mãe, que tinha falado com meu irmão e que minha mãe tinha mandado lembranças a ele e que estava tudo bem com a minha irmã. Falei também que eramos professores (guru) em lingua indonesia. Ficou todo cheio de ares.
Chegamos em Maumere as 11h e 30 da manhã, viemos para o hotel que o guia indicava e que eu tinha feito a reserva no dia anterior, hotel Maiwuali, agradável e com pessoas simpáticas.
Esqueci de dizer que o turismo feito em Larantuka nesta época do ano é turismo religioso, eramos os únicos no barco, logo todos já sabiam que estavamos ali, também não vimos nenhum outro turista como nós na cidade. Realmente turista é um bicho estranho e engraçado.
O Nelson e seu ajudante nos deixou no hotel e ai eu fui entender que ele era de Maumere, até nos mostrou a sua casa aqui, o mais interessante é que seu nome estava escrito no vidro do carro, ele fez questão de mostrar, fiz a brincadeira que meu nome deveria estar no outro vidro.
Aqui somos chamados de “bule” em Timor Leste de “Malae” e no Brasil de “gringo”, quantos nomes para turista, após o check-in no hotel saimos na captura do almoço, aprendi em Dili que restaurantes indonesios com RM no logo servem carne de cachorro, mas aqui em flores a madre já tinha nos alertado sobre isso, mas todos os restaurantes tinham RM, sim, eu abandonei o pop mie e encarei o bakso. Pedi omelete, sai para comprar um isqueiro, voltei para o restaurante com um pote de sorvete e depois os estranhos são os nativos por comerem cachorro, devorei o sorvete enquanto esperava o omelete, o peixe da Rosiete estava muito bom e o do Umberto não encarei não, no omelete tinha um treco vermelho por cima, como um molho, não sei dizer o que era aquilo, mas foi o meu almoço e estava uma delicia, na sobremesa panqueca de banana.
Estamos de passagem nesta cidade, amanhã cedo vamos para Ende, a cidade dos vulcões “Kalimutu” e depois seguimos para Lambua bajo, para o grande momento ... os dragões de comodo. Em Labuam bajo temos hotel reservado e um guia contratado a nossa espera. Gladcya obrigada por ter passado o contato do Richard estou sendo muito bem tratada por ele.
Aqui em Maumere as casa tipicas são com palha trançada, isso deve ser trabalhoso...
Em Maumere compramos ticket`s, ops, tickets, tinha um carro que ia vir pra Ende, a nossa próxima cidade, pagamos 70.000,00rp cada um e viemos neste carro, a viagem estava tranquila até uma moça que estava no banco de tras começar a vomitar, vomitava e dava risada, não entendi muito bem o riso, mas se ela estava achando engraçado eu não estava!! Na parada para o almoço demos um plazil para tomar, nem isso resolveu, falei pro Umberto que tinha que ser dois, assim ela ia dormir e acordar só em Ende (teria ficado melhor e eu não ouviria o vomito dela).
Chegamos em Ende e para mudar um poquinho não tinhamos hotel, não consegui fazer a reserva. Pedimos para o motorista nos levar a um hotel bagus (hotel bom), ele nos levou para o hotel Safari, e era um Safari mesmo a caçada aos pernilongos havia começado, tinha tanto, mas tanto pernilongo que precisei sair do quarto, pois não cabia o meu corpo lá dentro, se ficasse no quarto ia desalojar os pernilongos. Fui a recepção pedir baygon, antes não tivesse feito isso, o veneno entrou e eu fiquei umas duas horas para fora devido ao cheiro do veneno.
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