Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação.
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.
Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação.
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.
Vencemos o colonialismo, gritamos:
Abaixo o imperialismo.
Terra livre, povo livre,
Não, não, não à exploração.
Avante unidos firmes e decididos.
Na luta contra o imperialismo
O inimigo dos povos, até à vitória final.
Pelo caminho da revolução.
Pátria é o hino nacional da República Democrática de Timor-Leste. Com letra de Francisco Borja da Costa e música de Afonso Redentor Araújo, foi composto em 1975 e usado pela primeira vez no dia 28 de dezembro do mesmo ano, quando Timor Leste declarou-se unilateralmente independente de Portugal. O país foi invadido pela Indonésia em 7 de dezembro de 1976 e Francisco Borja da Costa foi morto no mesmo dia. Foi declarado hino nacional no dia independência da Indonésia (20 de maio de 2002).
A letra é somente em português, pois ainda não há uma versão em tétum, a língua nacional e co-oficial do país.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1tria_(hino)
quinta-feira, 29 de julho de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Labuan bajo – Os dragões de Comodo
Na narrativa anterior, agradeci a Gladcya pelo número do Richard, pois é, retiro os agradecimentos!!!!
O Richard foi só conversa, nas trocas de mensagens que tive com ele, afirmava que estava tudo certo, que o hotel já estava reservado e que já tinha alugado um carro para ir nos pegar no aeroporto, estavamos até preocupados com o quanto que iamos ter que pagar por tanta atenção, essa preocupação durou até o momento que desembarcamos em Labuan, nada de Richard, nada de carro, nada de nada e até a lanchonete estava fechando, já que este era o último voo do dia.
Sentamos, esperamos, liguei, liguei, liguei e finalmente atendeu, disse que já estavamos lá e esperando por ele, finalmente a criatura chegou, de moto, nada de carro, e pedindo mil desculpas pelo atraso e dizendo também que o hotel que ele tinha feito a reserva para nós estava FULL (como assim? Se foi feita a reserva não tinha motivo para não termos os quartos!!), resumindo ele não fez porra nenhuma. Mas arrumou uma mikrolet para nos levar até um hotel que tinha quarto, otimo, nos instalamos e fomos conversar com ele sobre o grande passeio, a Ilha de Comodo, pedi para ele falar mais devagar, pois não estava entendendo toda a conversa devido a velocidade da fala, nos também não estavamos com pressa, afinal estavamos de férias.
Em um determinado ponto da conversa o senhor funcionário ou dono do hotel interferiu (em ingles), falando que estava muito caro este passeio, o Richard para que nós não entendessemos a discussão começou a “brigar”com o senhor em língua indonesia, esse foi o fim para o Richard, nada de passeio, nada de nada e nem pagamento pela atenção dada, já que não tinha feito muita coisa ou nada.
O dono ou funcionário do hotel ligou para um colega que veio conversar conosco e oferecer o barco, alugamos o barco por USD 50,00 p/p = 150,00, sim, pagamos em dólar, não tinhamos rupias e a casa de cambio estava fechada devido ao feriado católico. Neste valor estava incluso, água, café da manhã e almoço. Marcamos para sair de Labuan as 6h da madruga, e lá estava senhor Peter a nossa espera as 6h da madruga.
Embarcamos (meu vocabulário maritimo é pouco) e lá fomos nós ... uhuuu, Ilha de Comodo!!!, mais paisagem, mais ilha, mais água, água, água ... 3 ou 4 horas depois chegamos na Ilha dos Dragões, formidávelll, nosssaaaa, estou em Comodoooo ... um desejo realizado, os dragões podem medir até 4metros, pesar até 150kl, correr até 18km/h, mergulhar até 4metros, seu hálito deve ser medonho devido a quantidade de bactérias em sua saliva, três noites antes deste momento importante na minha vida, sonhei que um dragão mordia o meu dedinho e eu achava o máximooo a mordida.
Continuando ...
Entrada ao parque de Comodo, USD 15,00 p/p, mas como assim? Estou na Indonesia e a moeda é Rupias, como devo pagar em dólar? Pois é, o valor é em dólar, isso mais um valor de 40.000,00rp que não entendi para que era. Tudo bem estava na Ilha dos dragões, vamo que vamo ...
Escolhemos o tamanho da nossa caminhada pela mata e óbvio que eu escolhi a menor com duração de 60 minutos, os primeiros 20 minutos o guia só falava das plantas, das árvores e nada de dragão, estava frustada já e só perguntava aonde estavam os dragões e reclamava em português (para ele não entender) que morava num país que tinha tudo aquilo e muito mais e que estava lá apenas para ver os dragões, que não queria andar e queria apenas sentar e ficar apreciando um dragão, finalmente apareceu o primeiro, nosssaaaa, mas ele nem mexeu, nem correu atras de ninguém, ficou lá panguando, fala sério!!!
O guia mostrando o yellow bird foi demais para mim. Na minha terra tem palmeira, tem sabiá, arara, tucano, periquito, papagaio, e mais uma infinidade de passaros, só não tem dragão, eu lá ia querer saber de um pássaro amarelo.
Continuamos a caminhada, vimos um filhote de dragão subindo na árvore, quando são filhotes ainda possuem esta capacidade, e continuamos a caminhada, quase no final avistamos outro e este estava bem na trilha que tinhamos que passar, era eu ou ele naquela trilha, sim ele continuou lá e eu desviei o meu percurso depois de tirar muitas fotos.
Antes de voltar para o barco vimos outro embaixo da escada, nossaaa, subi a escada para ficar mais pertinho dele, queria ter colocado meu pé para ele morder, mas o guia só sabia chamar a minha atenção, droga.
Fim do passeio, de volta para o barco, hora do almoço, fizeram nosso almoço no barco, nem quero saber como foi feita a comida, estava boa e nem deu dor de barriga. Próximo a cidade já o barco parou em uma outra ilha para que eu pudesse usar o snorkle, foi bom, mas a água em Timor Leste é mais cristalina, no entanto, havia muita variedade de peixe, adorei. Agora tenho um pé de pato.
A nossa espera estava uma mikrolet, o rapaz que dirigia era mais novo que os meus alunos no Brasil, quando viu a policia, fez uma exclamação e mudou de rua, perguntei a ele se tinha habilitação, respondeu que não, isso é muito comum, crianças pilotando motos, dirigindo carros como adultos.
Enfim, nos deixou no hotel e descansei o resto do dia ... não tinha mais nada naquela cidade para fazer.
No outro dia pela manhã fomos até a empresa área comprar os tickets para Bali, afinal já estava cansada de ver tanta natureza, conseguimos os tickets para o mesmo o dia, no período da tarde. Voltamos para o hotel, descansamos mais um pouco e fomos para o aeroporto. Espera, espera, espera.
No aeroporto passamos por mais um episódio inédito, todas as pessoas eram pesadas e os quilos anotados em um papel para o cálculo final.
Chegamos em Bali no final da tarde, obaaa, mc donald`s, pizza hut, shopping, compras, compras, compras.
O Richard foi só conversa, nas trocas de mensagens que tive com ele, afirmava que estava tudo certo, que o hotel já estava reservado e que já tinha alugado um carro para ir nos pegar no aeroporto, estavamos até preocupados com o quanto que iamos ter que pagar por tanta atenção, essa preocupação durou até o momento que desembarcamos em Labuan, nada de Richard, nada de carro, nada de nada e até a lanchonete estava fechando, já que este era o último voo do dia.
Sentamos, esperamos, liguei, liguei, liguei e finalmente atendeu, disse que já estavamos lá e esperando por ele, finalmente a criatura chegou, de moto, nada de carro, e pedindo mil desculpas pelo atraso e dizendo também que o hotel que ele tinha feito a reserva para nós estava FULL (como assim? Se foi feita a reserva não tinha motivo para não termos os quartos!!), resumindo ele não fez porra nenhuma. Mas arrumou uma mikrolet para nos levar até um hotel que tinha quarto, otimo, nos instalamos e fomos conversar com ele sobre o grande passeio, a Ilha de Comodo, pedi para ele falar mais devagar, pois não estava entendendo toda a conversa devido a velocidade da fala, nos também não estavamos com pressa, afinal estavamos de férias.
Em um determinado ponto da conversa o senhor funcionário ou dono do hotel interferiu (em ingles), falando que estava muito caro este passeio, o Richard para que nós não entendessemos a discussão começou a “brigar”com o senhor em língua indonesia, esse foi o fim para o Richard, nada de passeio, nada de nada e nem pagamento pela atenção dada, já que não tinha feito muita coisa ou nada.
O dono ou funcionário do hotel ligou para um colega que veio conversar conosco e oferecer o barco, alugamos o barco por USD 50,00 p/p = 150,00, sim, pagamos em dólar, não tinhamos rupias e a casa de cambio estava fechada devido ao feriado católico. Neste valor estava incluso, água, café da manhã e almoço. Marcamos para sair de Labuan as 6h da madruga, e lá estava senhor Peter a nossa espera as 6h da madruga.
Embarcamos (meu vocabulário maritimo é pouco) e lá fomos nós ... uhuuu, Ilha de Comodo!!!, mais paisagem, mais ilha, mais água, água, água ... 3 ou 4 horas depois chegamos na Ilha dos Dragões, formidávelll, nosssaaaa, estou em Comodoooo ... um desejo realizado, os dragões podem medir até 4metros, pesar até 150kl, correr até 18km/h, mergulhar até 4metros, seu hálito deve ser medonho devido a quantidade de bactérias em sua saliva, três noites antes deste momento importante na minha vida, sonhei que um dragão mordia o meu dedinho e eu achava o máximooo a mordida.
Continuando ...
Entrada ao parque de Comodo, USD 15,00 p/p, mas como assim? Estou na Indonesia e a moeda é Rupias, como devo pagar em dólar? Pois é, o valor é em dólar, isso mais um valor de 40.000,00rp que não entendi para que era. Tudo bem estava na Ilha dos dragões, vamo que vamo ...
Escolhemos o tamanho da nossa caminhada pela mata e óbvio que eu escolhi a menor com duração de 60 minutos, os primeiros 20 minutos o guia só falava das plantas, das árvores e nada de dragão, estava frustada já e só perguntava aonde estavam os dragões e reclamava em português (para ele não entender) que morava num país que tinha tudo aquilo e muito mais e que estava lá apenas para ver os dragões, que não queria andar e queria apenas sentar e ficar apreciando um dragão, finalmente apareceu o primeiro, nosssaaaa, mas ele nem mexeu, nem correu atras de ninguém, ficou lá panguando, fala sério!!!
O guia mostrando o yellow bird foi demais para mim. Na minha terra tem palmeira, tem sabiá, arara, tucano, periquito, papagaio, e mais uma infinidade de passaros, só não tem dragão, eu lá ia querer saber de um pássaro amarelo.
Continuamos a caminhada, vimos um filhote de dragão subindo na árvore, quando são filhotes ainda possuem esta capacidade, e continuamos a caminhada, quase no final avistamos outro e este estava bem na trilha que tinhamos que passar, era eu ou ele naquela trilha, sim ele continuou lá e eu desviei o meu percurso depois de tirar muitas fotos.
Antes de voltar para o barco vimos outro embaixo da escada, nossaaa, subi a escada para ficar mais pertinho dele, queria ter colocado meu pé para ele morder, mas o guia só sabia chamar a minha atenção, droga.
Fim do passeio, de volta para o barco, hora do almoço, fizeram nosso almoço no barco, nem quero saber como foi feita a comida, estava boa e nem deu dor de barriga. Próximo a cidade já o barco parou em uma outra ilha para que eu pudesse usar o snorkle, foi bom, mas a água em Timor Leste é mais cristalina, no entanto, havia muita variedade de peixe, adorei. Agora tenho um pé de pato.
A nossa espera estava uma mikrolet, o rapaz que dirigia era mais novo que os meus alunos no Brasil, quando viu a policia, fez uma exclamação e mudou de rua, perguntei a ele se tinha habilitação, respondeu que não, isso é muito comum, crianças pilotando motos, dirigindo carros como adultos.
Enfim, nos deixou no hotel e descansei o resto do dia ... não tinha mais nada naquela cidade para fazer.
No outro dia pela manhã fomos até a empresa área comprar os tickets para Bali, afinal já estava cansada de ver tanta natureza, conseguimos os tickets para o mesmo o dia, no período da tarde. Voltamos para o hotel, descansamos mais um pouco e fomos para o aeroporto. Espera, espera, espera.
No aeroporto passamos por mais um episódio inédito, todas as pessoas eram pesadas e os quilos anotados em um papel para o cálculo final.
Chegamos em Bali no final da tarde, obaaa, mc donald`s, pizza hut, shopping, compras, compras, compras.
Ende – O Vulcão Kelimutu
Logo quando chegamos um rapaz, funcionário do hotel, veio nos oferecer o passeio ao Kelimutu, o vulcão, por 600.000,00rp, o cara estava louco que iamos pagar esse valor para ir a um vulcão, saimos a procura de comida (na captura), pegamos uma mikrolet e conversei com o cobrar para nos levar ao vulcão, ele aceitou o valor oferecido, nos levou para o restaurante e estava tudo certo, às 6 da madruga ele passaria no hotel para nos pegar.
Terminamos o almoço e resolvemos que iamos para Labuan bajo de ponte area, pois não aguentavamos mais viajar, perguntamos no restaurante aonde ficava a Merpati, otimo, era perto e fomos caminhando, chegamos na Merpati, fechada devido ao feriado religioso, sim, aquela cidade também era católica, neste momento, um senhor gente parou para perguntar o que queriamos, coisa de indonesio e leste timorense perguntar o que esta fazendo e para onde vai, explicamos para ele o que queriamos, e o senhor nos passou as informações necessárias, não era a Merpati que fazia o trecho até Labuan bajo, era a Trans Nusa, por fim o senhor era moto taxi e nos levou até a Trans Nusa.
Durante o tempo de espera na empresa, pois o sistema estava fora do ar e realmente foi um longo tempo de espera, este senhor chamado Rian ficou nos acompanhando e conversando conosco, ofereceu a nós a ida ao Kelimutu de moto, achamos perigoso e recusamos, mas fizemos a proposta para ele alugar um carro e nos levar até lá.
Tudo resolvido, horário marcado, e valor acertado, 3horas da madruga, 100.000,00rp p/p = 600.000,00 (um valor respectivamente alto, mas fomos num carro com tração), e ainda estavamos esperando o sistema voltar ...
Minutos que pareceram uma eternidade o sistema finalmente resolve aparecer e os nossos tickets deram certo o horário do voo para as 15h 05min. com isso daria tempo de ir ao Vulcão, voltar para o hotel, tomar café da manhã, dormir um pouco e ir para o aeroporto sentar e esperar e foi o que fizemos, havia combinado com o Senhor Rian de nos pegar no hotel depois e nos levar ao aeroporto, no horário marcado lá estava ele novamente de prontidão.
Espera, espera, espera, finalmente fomos embarcar, fiquei surpresa com a surpresa, senhor Rian estava do lado de fora do aeroporto gritando para a nós nos desejando uma boa viagem, depois que chegamos em Labuan bajo senhor rian mandou várias mensagens perguntando como estavamos e se estavamos gostando de flores ... Pessoa impar, para quem for a Ende posso passar o número do senhor Rian.
A Madre, Nelson, Rian ... pessoas maravilhosas que só nos ajudaram ...
Terminamos o almoço e resolvemos que iamos para Labuan bajo de ponte area, pois não aguentavamos mais viajar, perguntamos no restaurante aonde ficava a Merpati, otimo, era perto e fomos caminhando, chegamos na Merpati, fechada devido ao feriado religioso, sim, aquela cidade também era católica, neste momento, um senhor gente parou para perguntar o que queriamos, coisa de indonesio e leste timorense perguntar o que esta fazendo e para onde vai, explicamos para ele o que queriamos, e o senhor nos passou as informações necessárias, não era a Merpati que fazia o trecho até Labuan bajo, era a Trans Nusa, por fim o senhor era moto taxi e nos levou até a Trans Nusa.
Durante o tempo de espera na empresa, pois o sistema estava fora do ar e realmente foi um longo tempo de espera, este senhor chamado Rian ficou nos acompanhando e conversando conosco, ofereceu a nós a ida ao Kelimutu de moto, achamos perigoso e recusamos, mas fizemos a proposta para ele alugar um carro e nos levar até lá.
Tudo resolvido, horário marcado, e valor acertado, 3horas da madruga, 100.000,00rp p/p = 600.000,00 (um valor respectivamente alto, mas fomos num carro com tração), e ainda estavamos esperando o sistema voltar ...
Minutos que pareceram uma eternidade o sistema finalmente resolve aparecer e os nossos tickets deram certo o horário do voo para as 15h 05min. com isso daria tempo de ir ao Vulcão, voltar para o hotel, tomar café da manhã, dormir um pouco e ir para o aeroporto sentar e esperar e foi o que fizemos, havia combinado com o Senhor Rian de nos pegar no hotel depois e nos levar ao aeroporto, no horário marcado lá estava ele novamente de prontidão.
Espera, espera, espera, finalmente fomos embarcar, fiquei surpresa com a surpresa, senhor Rian estava do lado de fora do aeroporto gritando para a nós nos desejando uma boa viagem, depois que chegamos em Labuan bajo senhor rian mandou várias mensagens perguntando como estavamos e se estavamos gostando de flores ... Pessoa impar, para quem for a Ende posso passar o número do senhor Rian.
A Madre, Nelson, Rian ... pessoas maravilhosas que só nos ajudaram ...
sábado, 3 de abril de 2010
Já choveu, já saiu o sol e ainda estamos aqui. (kupang rumo a Larantuka – Ilha de Flores)
Já choveu, já saiu o sol e ainda estamos aqui. (kupang rumo a Larantuka – Ilha de Flores)
Será que vamos sair hoje ainda?
Chegamos aqui as 11horas da manhã, agora são 15horas e 50 minutos, compramos os tickets para área VIP, ou seja, cadeiras almofadas e ar condicionado, pobres criaturas despovidas de informações, as cadeiras sim tinham almofadas, no entanto de tanto serem sentadas, as almofadas já estavam finas e o ar gelado do A. C. de tão quente que estava o ambiente mal ventilava o calor infernal.
O Narkoba (nome do navio) é maior que o irmão Nakroma (este vai para Atauro e fica em Timor Leste), neste navio há as divisões entre primeira classe quente, primeira classe não tão quante, segunda classe e as pessoas ficam amontoadas no convés, no entanto é o lugar mais ventilado.
Apel, apel, apel, o vendedor de maça grita, aqua, aqua, aqua, a venderora de água e nos continuamos aqui, sentados esperando. O tédio já passou, o mau humor já foi, já ouvi música e ainda estamos aqui...
A Rosiete já fez mil e uma proposta para sairmos correndo deste navio e pegarmos a primeira ponte área, no entanto, isso vai contra a minha moral, uma vez que já tinha decidido fazer esta viagem não poderia desistir. O Umberto Doisberto, encarou muito bem este desespero, acho que este navio não é nada perto das experiencias que já deve ter passado.
Dia 26 de março, em torno das 21horas chegamos em kupang, eu, Rosiete e Umberto, fomos para o hotel Maliana, ja conhecia este hotel e sabia das condições, mas pelo menos quando fiquei da outra vez o quarto tinha ar condicionado e, desta esta FULL, e novamente o FULL me persegue em viagens. Mudamos de hotel, fomos para o hotel vizinho, hotel Maia, mas continuei frequentando a internet do Maliana.
Acabamos ficando em Kupang um dia (27/03), no dia seguinte, em torno das 10horas a madre, que conhecemos na viagem de Dili para Kupang, passou no hotel de taxi para nos pegar, viemos para o porto, compramos o tickt, entramos no navio, poltronas escolhidas, ótimo, já podemos viajar? Chega o meio dia, passa uma, da duas, tres horas, quatro horas da tarde, já estava de saco cheio de esperar.
A Rosiete em torno das 15horas cogitou a possibilidade de irmos de avião, mas eu não podia fazer isso, afinal ja tinha reelaborado meu roteiro, mas chegou um momento da tarde, por volta das 16h e 30, que fui obrigada a dizer a ela que se me chamasse pra ir de ponte área naquele momento eu ia. Foi o que ela fez, mas as pessoas que conhecemos no navio naquele momento disse que não ia ter voo, e não deu outra, eles ligaram para a companhia área e estava FULL (de novo o full), sentei, refleti e decidi continuar. A Rosiete continuou com a possibilidade de desistir da viagem e voltar para Dili, por fim resolveu ficar conosco.
Aqui o calor é insuportável, como estamos na Ásia, dilarong merokok é a mesma coisa que pode fumar, naquele momento estava passando um pouco mal, percebi que a minha pressão ia cair, sai da primeira classe do navio e fui para o convés, lá a ventilação é bem melhor, pois é aberto.
Chega cinco, cinco e meia e nada, no hotel nos informaram que o navio saia às 16h, outros disseram que saia as 14h, mas na verdade ele sai às 18h, mas realmente tem que chegar cedo para conseguir um lugar.
O navio partiu às 18horas, como sou iniciante nesses assuntos maritimos, tenho certeza que isso vai ser tão longo quanto a noite interminavel no pacífico. Já jantei um delicioso pop mie e não encarei a comida servida no navio, acabei dando o ticket para uma moça que tinha conhecido e que estava nos ensinando algumas palavras em lingua indonesia, nem ela comeu, qual era o problema com a comida? Não consegui descobrir.
Agora observando as pessoas neste ambiente, percebo o quanto somos futeis, não sei quantas pessoas tem aqui, mas não vejo ninguem reclamando do calor, ou da falta de conforto, muito pelo contrário, aqui são pessoas educadas e sorridentes. Fomos muito bem recebidos neste navio, e nos ensinaram muitas palavras em malaio indonesia (eu ja não lembro mais nenhuma).
O navio tem previsão para chegar as 6horas da manhã, mas duvido muito deste horário, pois nem o horário de partida as pessoas sabiam informar, então vamos esperar e aproveitar esta viagem.
Realmente a viagem foi mais longa do que aquela noite interminável no pacífico, dormia uma hora e acordava, olhava para o relógio e pensava “menos uma hora”, dormia novamente e o mesmo pensamento, até que consegui uma posição confortável naquela poltrona e consegui dormir 4horas seguidas, acordei e comemorei o tempo que já tinha passado, ufa, o dia já estava quase amanhecendo.
As primeiras horas da manhã pareciam mais longas do que a noite interminável, começava a avistar algumas ilhas, o sol gritava nas janelas de vidro e o calor da manhã aumentava e nada de chegar em Larantuka. Finalmente em torno das 9horas chegamos a terra prometida “Terra a vista" eu gritei, mas acontece que isso já tinha sido gritado antes, tudo bem nem tudo é inédito mesmo.
Esperamos uns 15 minutos até a muvuca de pessoas saindo diminuir, afinal já tinha esperado tanto tempo que 15 a mais 15 a menos não ia fazer diferença. Saimos do navio, meu Deus!!! que zona, as pessoas de Larantuka estavam todas no porto esperando alguma coisa e oferencendo transporte, eles fazer um corredor e a policia organiza a muvuca, transport, transport, taksi, taksi ... e assim vai até acabar o corredor.
Já estavamos cansados e não tinhamos hotel em Larantuka, após caminharmos uns 5 minutos no meio dos transportes encontramos uma venda e entramos, ótimo, podiamos pensar no que fazer agora, abri o guia e comecei a ligar para os hoteis que o guia indicava, FULL, FULL, até que a atendente da venda percebeu o que queriamos e passou o nome de um hotel – hotel Fortuna – e ainda chamou um taksi para nós, os taxi são como as mikrolets em Dili, você paga e todo mundo entra.
Neste taksi percebemos que havia uma diferença para nós dos nativos, uma diferença de 8.000,00 rupias, pois é, para nós o valor era de 10.000,00 e para os nativos era de 2.000,00. Chegamos no hotel Fortuna loucos por um banho e uma cama, mas só podiamos passar um dia lá, pois o hotel todo estava reservado no dia seguinte, devido a procissão da semana santa. Chegamos no hotel umas 11h e 30min.
Banho tomado, cama ...
Acordamos umas 13 horas e fomos a procura de almoço e, nada de lugar normal para comer, precisavamos comprar as passagens para Maumere a próxima cidade do nosso roteiro, pegamos o taksi que todo mundo entra e fomos para o terminal, terminal vazio. Naquele momento a fome bateu forte, descobrimos que as passagens são vendidas na hora, ou seja, só as 16horas, no horário do onibus.
Pegamos outro taksi e fomos a procura do restaurante que tinham nos indicado, não encarei, continuei no taksi, voltei para o hotel e pedi 3 pop mie, 2 para o almoço e um para a janta caso tivesse fome, o da janta ficou do jeito que deixei e o omeprazol foi necessário.
Café da manhã tomado, bolo gostoso com textura estranha, chá, banana frita e ovo cozido, as 7h e 30 da manhã saimos do hotel, a recepcionista parou o taksi para nós e disse para o motorista aonde deveriamos ir, no meio do caminho o motorista começou a falar, fala do motorista: *&^%$#@!, depois de algum minutos entendemos que ele estava oferecendo para nos levar até Maumere por 400.000,00 rupias, negociamos o valor, seratus ribu, seratus ribu, seratus ribu, apontando um seratus ribu por pessoa, ou seja, 300.000,00, o motorista concordou e começou a nossa viagem até Maumere.
Celular com adaptador para o som do carro e as caixas de som que mais pareciam uma caixa de abelha na minha orelha, não conseguia para de pensar “quando a bateria do celular vai acabar?” mas a paisagem era linda e ele sempre falava alguma coisa para mim e apontava, fala do motorista: !@#$%^&(), para fazer de conta que eu entendia o que ele estava falando eu olhava e repetia a última palavra, não entendia o que era, mas sabia que era para eu olhar para onde ele estava apontando e sempre ficava surpresa com o que ele mostrava.
A viagem teve duração de 4horas, com uma paisagem surpreendente, fascinante, maravilhosa, não tenho palavras para descrever o tamanho de beleza que vi. Vale a pena e nem foi tão cansativa quanto a de barco.
Um amigo em Dili me deu um maço de cigarros LA, e disse que para uma eventualidade, pois foi bem útil o cigarro, dei para o motorista e fiz um amigo, seu nome era Nelson e o ajudante menor de idade era Nardo, como não sabia dizer “para você” em lingua indonesia, coloquei o maço junto com o de gudang dele e ele entendeu o que eu estava fazendo, sorriu e em seguida fumou um.
Este motorista não falava uma palavra em Ingris (Ingles) e nem Portugis (portugues), ele falava as coisas para mim na lingua dele e eu contava histórias em portugues. Disse para ele que já tinha ligado para minha mãe, que tinha falado com meu irmão e que minha mãe tinha mandado lembranças a ele e que estava tudo bem com a minha irmã. Falei também que eramos professores (guru) em lingua indonesia. Ficou todo cheio de ares.
Chegamos em Maumere as 11h e 30 da manhã, viemos para o hotel que o guia indicava e que eu tinha feito a reserva no dia anterior, hotel Maiwuali, agradável e com pessoas simpáticas.
Esqueci de dizer que o turismo feito em Larantuka nesta época do ano é turismo religioso, eramos os únicos no barco, logo todos já sabiam que estavamos ali, também não vimos nenhum outro turista como nós na cidade. Realmente turista é um bicho estranho e engraçado.
O Nelson e seu ajudante nos deixou no hotel e ai eu fui entender que ele era de Maumere, até nos mostrou a sua casa aqui, o mais interessante é que seu nome estava escrito no vidro do carro, ele fez questão de mostrar, fiz a brincadeira que meu nome deveria estar no outro vidro.
Aqui somos chamados de “bule” em Timor Leste de “Malae” e no Brasil de “gringo”, quantos nomes para turista, após o check-in no hotel saimos na captura do almoço, aprendi em Dili que restaurantes indonesios com RM no logo servem carne de cachorro, mas aqui em flores a madre já tinha nos alertado sobre isso, mas todos os restaurantes tinham RM, sim, eu abandonei o pop mie e encarei o bakso. Pedi omelete, sai para comprar um isqueiro, voltei para o restaurante com um pote de sorvete e depois os estranhos são os nativos por comerem cachorro, devorei o sorvete enquanto esperava o omelete, o peixe da Rosiete estava muito bom e o do Umberto não encarei não, no omelete tinha um treco vermelho por cima, como um molho, não sei dizer o que era aquilo, mas foi o meu almoço e estava uma delicia, na sobremesa panqueca de banana.
Estamos de passagem nesta cidade, amanhã cedo vamos para Ende, a cidade dos vulcões “Kalimutu” e depois seguimos para Lambua bajo, para o grande momento ... os dragões de comodo. Em Labuam bajo temos hotel reservado e um guia contratado a nossa espera. Gladcya obrigada por ter passado o contato do Richard estou sendo muito bem tratada por ele.
Aqui em Maumere as casa tipicas são com palha trançada, isso deve ser trabalhoso...
Em Maumere compramos ticket`s, ops, tickets, tinha um carro que ia vir pra Ende, a nossa próxima cidade, pagamos 70.000,00rp cada um e viemos neste carro, a viagem estava tranquila até uma moça que estava no banco de tras começar a vomitar, vomitava e dava risada, não entendi muito bem o riso, mas se ela estava achando engraçado eu não estava!! Na parada para o almoço demos um plazil para tomar, nem isso resolveu, falei pro Umberto que tinha que ser dois, assim ela ia dormir e acordar só em Ende (teria ficado melhor e eu não ouviria o vomito dela).
Chegamos em Ende e para mudar um poquinho não tinhamos hotel, não consegui fazer a reserva. Pedimos para o motorista nos levar a um hotel bagus (hotel bom), ele nos levou para o hotel Safari, e era um Safari mesmo a caçada aos pernilongos havia começado, tinha tanto, mas tanto pernilongo que precisei sair do quarto, pois não cabia o meu corpo lá dentro, se ficasse no quarto ia desalojar os pernilongos. Fui a recepção pedir baygon, antes não tivesse feito isso, o veneno entrou e eu fiquei umas duas horas para fora devido ao cheiro do veneno.
Será que vamos sair hoje ainda?
Chegamos aqui as 11horas da manhã, agora são 15horas e 50 minutos, compramos os tickets para área VIP, ou seja, cadeiras almofadas e ar condicionado, pobres criaturas despovidas de informações, as cadeiras sim tinham almofadas, no entanto de tanto serem sentadas, as almofadas já estavam finas e o ar gelado do A. C. de tão quente que estava o ambiente mal ventilava o calor infernal.
O Narkoba (nome do navio) é maior que o irmão Nakroma (este vai para Atauro e fica em Timor Leste), neste navio há as divisões entre primeira classe quente, primeira classe não tão quante, segunda classe e as pessoas ficam amontoadas no convés, no entanto é o lugar mais ventilado.
Apel, apel, apel, o vendedor de maça grita, aqua, aqua, aqua, a venderora de água e nos continuamos aqui, sentados esperando. O tédio já passou, o mau humor já foi, já ouvi música e ainda estamos aqui...
A Rosiete já fez mil e uma proposta para sairmos correndo deste navio e pegarmos a primeira ponte área, no entanto, isso vai contra a minha moral, uma vez que já tinha decidido fazer esta viagem não poderia desistir. O Umberto Doisberto, encarou muito bem este desespero, acho que este navio não é nada perto das experiencias que já deve ter passado.
Dia 26 de março, em torno das 21horas chegamos em kupang, eu, Rosiete e Umberto, fomos para o hotel Maliana, ja conhecia este hotel e sabia das condições, mas pelo menos quando fiquei da outra vez o quarto tinha ar condicionado e, desta esta FULL, e novamente o FULL me persegue em viagens. Mudamos de hotel, fomos para o hotel vizinho, hotel Maia, mas continuei frequentando a internet do Maliana.
Acabamos ficando em Kupang um dia (27/03), no dia seguinte, em torno das 10horas a madre, que conhecemos na viagem de Dili para Kupang, passou no hotel de taxi para nos pegar, viemos para o porto, compramos o tickt, entramos no navio, poltronas escolhidas, ótimo, já podemos viajar? Chega o meio dia, passa uma, da duas, tres horas, quatro horas da tarde, já estava de saco cheio de esperar.
A Rosiete em torno das 15horas cogitou a possibilidade de irmos de avião, mas eu não podia fazer isso, afinal ja tinha reelaborado meu roteiro, mas chegou um momento da tarde, por volta das 16h e 30, que fui obrigada a dizer a ela que se me chamasse pra ir de ponte área naquele momento eu ia. Foi o que ela fez, mas as pessoas que conhecemos no navio naquele momento disse que não ia ter voo, e não deu outra, eles ligaram para a companhia área e estava FULL (de novo o full), sentei, refleti e decidi continuar. A Rosiete continuou com a possibilidade de desistir da viagem e voltar para Dili, por fim resolveu ficar conosco.
Aqui o calor é insuportável, como estamos na Ásia, dilarong merokok é a mesma coisa que pode fumar, naquele momento estava passando um pouco mal, percebi que a minha pressão ia cair, sai da primeira classe do navio e fui para o convés, lá a ventilação é bem melhor, pois é aberto.
Chega cinco, cinco e meia e nada, no hotel nos informaram que o navio saia às 16h, outros disseram que saia as 14h, mas na verdade ele sai às 18h, mas realmente tem que chegar cedo para conseguir um lugar.
O navio partiu às 18horas, como sou iniciante nesses assuntos maritimos, tenho certeza que isso vai ser tão longo quanto a noite interminavel no pacífico. Já jantei um delicioso pop mie e não encarei a comida servida no navio, acabei dando o ticket para uma moça que tinha conhecido e que estava nos ensinando algumas palavras em lingua indonesia, nem ela comeu, qual era o problema com a comida? Não consegui descobrir.
Agora observando as pessoas neste ambiente, percebo o quanto somos futeis, não sei quantas pessoas tem aqui, mas não vejo ninguem reclamando do calor, ou da falta de conforto, muito pelo contrário, aqui são pessoas educadas e sorridentes. Fomos muito bem recebidos neste navio, e nos ensinaram muitas palavras em malaio indonesia (eu ja não lembro mais nenhuma).
O navio tem previsão para chegar as 6horas da manhã, mas duvido muito deste horário, pois nem o horário de partida as pessoas sabiam informar, então vamos esperar e aproveitar esta viagem.
Realmente a viagem foi mais longa do que aquela noite interminável no pacífico, dormia uma hora e acordava, olhava para o relógio e pensava “menos uma hora”, dormia novamente e o mesmo pensamento, até que consegui uma posição confortável naquela poltrona e consegui dormir 4horas seguidas, acordei e comemorei o tempo que já tinha passado, ufa, o dia já estava quase amanhecendo.
As primeiras horas da manhã pareciam mais longas do que a noite interminável, começava a avistar algumas ilhas, o sol gritava nas janelas de vidro e o calor da manhã aumentava e nada de chegar em Larantuka. Finalmente em torno das 9horas chegamos a terra prometida “Terra a vista" eu gritei, mas acontece que isso já tinha sido gritado antes, tudo bem nem tudo é inédito mesmo.
Esperamos uns 15 minutos até a muvuca de pessoas saindo diminuir, afinal já tinha esperado tanto tempo que 15 a mais 15 a menos não ia fazer diferença. Saimos do navio, meu Deus!!! que zona, as pessoas de Larantuka estavam todas no porto esperando alguma coisa e oferencendo transporte, eles fazer um corredor e a policia organiza a muvuca, transport, transport, taksi, taksi ... e assim vai até acabar o corredor.
Já estavamos cansados e não tinhamos hotel em Larantuka, após caminharmos uns 5 minutos no meio dos transportes encontramos uma venda e entramos, ótimo, podiamos pensar no que fazer agora, abri o guia e comecei a ligar para os hoteis que o guia indicava, FULL, FULL, até que a atendente da venda percebeu o que queriamos e passou o nome de um hotel – hotel Fortuna – e ainda chamou um taksi para nós, os taxi são como as mikrolets em Dili, você paga e todo mundo entra.
Neste taksi percebemos que havia uma diferença para nós dos nativos, uma diferença de 8.000,00 rupias, pois é, para nós o valor era de 10.000,00 e para os nativos era de 2.000,00. Chegamos no hotel Fortuna loucos por um banho e uma cama, mas só podiamos passar um dia lá, pois o hotel todo estava reservado no dia seguinte, devido a procissão da semana santa. Chegamos no hotel umas 11h e 30min.
Banho tomado, cama ...
Acordamos umas 13 horas e fomos a procura de almoço e, nada de lugar normal para comer, precisavamos comprar as passagens para Maumere a próxima cidade do nosso roteiro, pegamos o taksi que todo mundo entra e fomos para o terminal, terminal vazio. Naquele momento a fome bateu forte, descobrimos que as passagens são vendidas na hora, ou seja, só as 16horas, no horário do onibus.
Pegamos outro taksi e fomos a procura do restaurante que tinham nos indicado, não encarei, continuei no taksi, voltei para o hotel e pedi 3 pop mie, 2 para o almoço e um para a janta caso tivesse fome, o da janta ficou do jeito que deixei e o omeprazol foi necessário.
Café da manhã tomado, bolo gostoso com textura estranha, chá, banana frita e ovo cozido, as 7h e 30 da manhã saimos do hotel, a recepcionista parou o taksi para nós e disse para o motorista aonde deveriamos ir, no meio do caminho o motorista começou a falar, fala do motorista: *&^%$#@!, depois de algum minutos entendemos que ele estava oferecendo para nos levar até Maumere por 400.000,00 rupias, negociamos o valor, seratus ribu, seratus ribu, seratus ribu, apontando um seratus ribu por pessoa, ou seja, 300.000,00, o motorista concordou e começou a nossa viagem até Maumere.
Celular com adaptador para o som do carro e as caixas de som que mais pareciam uma caixa de abelha na minha orelha, não conseguia para de pensar “quando a bateria do celular vai acabar?” mas a paisagem era linda e ele sempre falava alguma coisa para mim e apontava, fala do motorista: !@#$%^&(), para fazer de conta que eu entendia o que ele estava falando eu olhava e repetia a última palavra, não entendia o que era, mas sabia que era para eu olhar para onde ele estava apontando e sempre ficava surpresa com o que ele mostrava.
A viagem teve duração de 4horas, com uma paisagem surpreendente, fascinante, maravilhosa, não tenho palavras para descrever o tamanho de beleza que vi. Vale a pena e nem foi tão cansativa quanto a de barco.
Um amigo em Dili me deu um maço de cigarros LA, e disse que para uma eventualidade, pois foi bem útil o cigarro, dei para o motorista e fiz um amigo, seu nome era Nelson e o ajudante menor de idade era Nardo, como não sabia dizer “para você” em lingua indonesia, coloquei o maço junto com o de gudang dele e ele entendeu o que eu estava fazendo, sorriu e em seguida fumou um.
Este motorista não falava uma palavra em Ingris (Ingles) e nem Portugis (portugues), ele falava as coisas para mim na lingua dele e eu contava histórias em portugues. Disse para ele que já tinha ligado para minha mãe, que tinha falado com meu irmão e que minha mãe tinha mandado lembranças a ele e que estava tudo bem com a minha irmã. Falei também que eramos professores (guru) em lingua indonesia. Ficou todo cheio de ares.
Chegamos em Maumere as 11h e 30 da manhã, viemos para o hotel que o guia indicava e que eu tinha feito a reserva no dia anterior, hotel Maiwuali, agradável e com pessoas simpáticas.
Esqueci de dizer que o turismo feito em Larantuka nesta época do ano é turismo religioso, eramos os únicos no barco, logo todos já sabiam que estavamos ali, também não vimos nenhum outro turista como nós na cidade. Realmente turista é um bicho estranho e engraçado.
O Nelson e seu ajudante nos deixou no hotel e ai eu fui entender que ele era de Maumere, até nos mostrou a sua casa aqui, o mais interessante é que seu nome estava escrito no vidro do carro, ele fez questão de mostrar, fiz a brincadeira que meu nome deveria estar no outro vidro.
Aqui somos chamados de “bule” em Timor Leste de “Malae” e no Brasil de “gringo”, quantos nomes para turista, após o check-in no hotel saimos na captura do almoço, aprendi em Dili que restaurantes indonesios com RM no logo servem carne de cachorro, mas aqui em flores a madre já tinha nos alertado sobre isso, mas todos os restaurantes tinham RM, sim, eu abandonei o pop mie e encarei o bakso. Pedi omelete, sai para comprar um isqueiro, voltei para o restaurante com um pote de sorvete e depois os estranhos são os nativos por comerem cachorro, devorei o sorvete enquanto esperava o omelete, o peixe da Rosiete estava muito bom e o do Umberto não encarei não, no omelete tinha um treco vermelho por cima, como um molho, não sei dizer o que era aquilo, mas foi o meu almoço e estava uma delicia, na sobremesa panqueca de banana.
Estamos de passagem nesta cidade, amanhã cedo vamos para Ende, a cidade dos vulcões “Kalimutu” e depois seguimos para Lambua bajo, para o grande momento ... os dragões de comodo. Em Labuam bajo temos hotel reservado e um guia contratado a nossa espera. Gladcya obrigada por ter passado o contato do Richard estou sendo muito bem tratada por ele.
Aqui em Maumere as casa tipicas são com palha trançada, isso deve ser trabalhoso...
Em Maumere compramos ticket`s, ops, tickets, tinha um carro que ia vir pra Ende, a nossa próxima cidade, pagamos 70.000,00rp cada um e viemos neste carro, a viagem estava tranquila até uma moça que estava no banco de tras começar a vomitar, vomitava e dava risada, não entendi muito bem o riso, mas se ela estava achando engraçado eu não estava!! Na parada para o almoço demos um plazil para tomar, nem isso resolveu, falei pro Umberto que tinha que ser dois, assim ela ia dormir e acordar só em Ende (teria ficado melhor e eu não ouviria o vomito dela).
Chegamos em Ende e para mudar um poquinho não tinhamos hotel, não consegui fazer a reserva. Pedimos para o motorista nos levar a um hotel bagus (hotel bom), ele nos levou para o hotel Safari, e era um Safari mesmo a caçada aos pernilongos havia começado, tinha tanto, mas tanto pernilongo que precisei sair do quarto, pois não cabia o meu corpo lá dentro, se ficasse no quarto ia desalojar os pernilongos. Fui a recepção pedir baygon, antes não tivesse feito isso, o veneno entrou e eu fiquei umas duas horas para fora devido ao cheiro do veneno.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
A chegada ... o trabalho ...
Dili, 10 de dezembro de 2009
Chegamos aqui no dia 19 de outubro, fizemos todas as recomendações passadas pela CAPES quando ainda estavamos no Brasil, fomos a embaixada preencher os formulários para obter a ID, até o momento ainda não esta pronta (recebemos em janeiro/2010).
Abrimos a conta bancária no Mandiri Bank, escolhemos este banco por não cobrar tantas taxas para a movimentação da conta. Este banco é indonesio, mas aqui há outros como o ANZ, a Caixa Geral de Depósitos e o Banco Central.
No terceiro dia em Timor Leste já estavamos de saco cheio de não fazer nada, já tinhamos saido do hotel na qual a embaixada havia feito a nossa reserva e tinhamos uma moradia fixa por um mês, o hotel de container.
Moradia resolvida, já sabiamos alguns lugares para comer, então fomos a procura o nosso lugar de trabalho, pobres mortais ingênuos de conhecimento timorense, digo isso porque nos apresentamos ao responsável pelo Instituto de Formação, pessoa muito atenciosa, que nos apresentou ao coordenador pedagogico e este nos mostrou o lugar de trabalho, laboratório, salas e a sala do programa na qual pertenciamos.
Após esta conversa e as apresentações e como já estavamos prontos para trabalhar perguntamos quando podiamos começar, pobres mortais despovidos de conhecimento, o Diretor respondeu que não podiamos começar, afinal o nosso coordenador ainda não estava em Timor. Informou também que estava precisando de professores de língua portuguesa, mas antes de conversar e conhecer o coordenador não podiamos mesmo ir para sala se aula, ahhh pobres mortais desprovidos de conhecimento timorense.
Voltamos para casa, tristes e sem nada para fazer ...
Descobrimos dias depois que seria feito um mês cultural do Brasil, surgiu a brilhante ideia de irmos a embaixada e oferecer ajuda, ao chegarmos na embaixada, ouvimos: Só falo com o coordenador de vocês, mas nem tinhamos dito nada ainda, poxa!! Enfim, conseguimos conversar e aceitaram a nossa ajuda, obaa, temos alguma coisa mais sólida a fazer.
Participamos da organização do mês cultural do Brasil em Timor Leste, três semanas de atividades (31 – 22/11), música, oficina, teatro, jantar, apresentações artisticas, entre outras coisas, como trabalhavamos o dia todo para esta organização quando voltavamos para casa para tomar banho e ver as apresentações já estavamos cansados e nem iamos, alias, eu fui em pouca apresentação e vi poucas oficinas, acabei nem tirando muitas fotos.
Finalmente o tão esperado coordenador chegou, a pessoa mais, mais solicitada em alguns encontros, em três dias organizou toda a nossa vida. Uma semana depois de sua chegada já estavamos organizando plano de curso, plano de aula, reuniões, reuniões, reuniões ... quase todos os dias reuniões, para quem já estava um mês sem fazer nada, alias, apenas conhecendo o lugar e aprendendo sobre a cultura local, finalmente trabalho.
Oficialmente começamos a trabalhar no dia 30 de novembro, olha que coisa boa, o primeiro dia letivo de aula foi um coquetel de abertura do Bacharelato no horário da aula, apresentações, discurso, fala um, fala outro, e assim foi até a nossa vez, pois é, era a terceira vez que me apresentava aos mesmos professores, mas tudo bem, estamos aqui para isso, - Bom dia a todos professores e diretores, meu nome é Juliana, sou professora de Língua Portuguesa, é um prazer estar em Timor Leste e será ótimo trabalhar com vocês, obrigada – e essa foi a minha apresentação.
A primeira semana de trabalho da Língua portuguesa foi para observar os colegas em sala e elaborar um relatório de observação, com metodologia utilizada, questões linguísticas e finalmente o que poderia ser melhorado em relação a comunicação com os professores timorenses. Feito isso, mais reunião, preparação de aula, planejamento de curso, e mais material.
Finalmente a sala de aula ... aluno é aluno em qualquer lugar ...
O espaço fisico para estes cursos de Bacharelato se localiza em Vila Verde, depois do Obrigado barak e próximo ao Matadouro, também pode ser conhecido por SEFOPE, mas chamamos de Instituto de Formação de Professores.
Este Instituto de Formação me lembra muito aquela música assim “era uma casa muito engraçada...”, lá sempre falta energia, as janelas estão podres, torneira com água eu nunca vi, e banheiro em condições de uso também não, alguns professores ficam alojados lá, se para nós não tem uma condição de trabalho imagine para estas pessoas que dormem lá durante a semana.
Meus alunos tem um bom nível de conhecimento em Língua portuguesa, no entanto, muita dificuldade de compreensão textual, mas vejo isso como uma má alfabetização e não como uma falha no aprendizado da língua oficial. Estamos caminhando bem ... e vejo que o nosso curso não esta fadado ao fracasso.
Estamos de férias agora, voltamos a trabalhar no dia 04 de janeiro ... Vou aproveitar este momento e viajar para Indonesia ...
Semanas depois ...
Já voltei da Indonesia e tive uma surpresa, fui removida da disciplina de quimica e mandada para a disciplina de Biologia, agora tenho 14 alunos, que são de vários Distritos.
As aulas são intrigantes, nunca sei até onde posso ir e nem que ponto posso puxar o conteúdo, até agora não ouvi nenhuma reclamação de que esta dificil ou coisas deste tipo, o que vejo e percebo é a vontade de aprender que estas pessoas tem. Os alunos que não são de Dili chegam na segunda feira e só voltam para suas casas na sexta ou sabado, ficam longe da familia, muitas vezes em casas de parentes ou alojados no Instituto.
Os que ficam no Instituto reclamam da estrutura, mas infelizmente não podemos fazer nada, apenas lamentar e ajudar a reclamar, principalmente pela falta de estrutura de trabalho.
Assim que o coordenador me mudou de turma percebi uma vantagem, na quimica tinha 1hora de aula todos os dias, já na biologia tenho 4horas em apenas um período, no mês de fevereiro vou trabalhar 8horas por semana, dividido em uma manhã e uma tarde.
No entanto deixando o trabalho da cooperação de lado, temos outro serviço pela embaixada, Eu, Aline, Fabio e Aurelio (a mesma equipe do mês cultural), fomos convidados e convocados a ajudar na organização do carnval em Timor Leste.
Desde o primeiro momento já tinhamos decido que não seria um carnaval brasileiro e nem para brasileiro em Timor, seria um carnaval timorense e este já existia antes da invasão da Indonesia, então teriamos que recuperar o carnaval.
Na semana passada fomos a uma reunião com o ministério do turismo, transporte, financeiro, empresarias, e demais, ver como estava esta organização, ficamos surpresos, já sabiamos que seria um carnaval nacional, ou seja, que os 13 distritos de Timor estariam reunidos, mas não imaginavamos que eles estavam levando a serio esta ideia, e realmente estão. São 13 distritos, vao trazer em torno de 2.000 pessoas, ta mas isso nem é muita gente, mas para o Timor é, pois precisam alojar e alimentar todo esse povo. Por enquanto só tem lugar para 80 pessoas dormirem, mas isso não é problema nosso, vamos cuidar apenas do baile e das apresentações no ginasio, as questões burocraticas eles resolvem.
O carnaval vai acontecer em 2 dias (19 e 20), haverá 1 baile de fantasias com mascaras e apresentações tipicas de cada local, no dia seguinte será o cortejo de 10km que sai do farol passa por quase toda a orla e vai para o ginasio, aonde ocorre o segundo baile com uma banda brasileira que mora na Australia (só quero ver), haverá concurso de rei momo.
Vejo que as coisas estão bem organizadas por eles e sinto que eles querem fazer com que este carnaval seja realmente para renovar e recuperar o carnaval neste pais lusofono.
Vou continuar trabalhando para que isso aconteça, mas há quase uma semana estou ausente das reuniões, estou com dengue e preciso fazer repouso.
A dengue ou Susuk será outro capitulo desta narrativa.
Chegamos aqui no dia 19 de outubro, fizemos todas as recomendações passadas pela CAPES quando ainda estavamos no Brasil, fomos a embaixada preencher os formulários para obter a ID, até o momento ainda não esta pronta (recebemos em janeiro/2010).
Abrimos a conta bancária no Mandiri Bank, escolhemos este banco por não cobrar tantas taxas para a movimentação da conta. Este banco é indonesio, mas aqui há outros como o ANZ, a Caixa Geral de Depósitos e o Banco Central.
No terceiro dia em Timor Leste já estavamos de saco cheio de não fazer nada, já tinhamos saido do hotel na qual a embaixada havia feito a nossa reserva e tinhamos uma moradia fixa por um mês, o hotel de container.
Moradia resolvida, já sabiamos alguns lugares para comer, então fomos a procura o nosso lugar de trabalho, pobres mortais ingênuos de conhecimento timorense, digo isso porque nos apresentamos ao responsável pelo Instituto de Formação, pessoa muito atenciosa, que nos apresentou ao coordenador pedagogico e este nos mostrou o lugar de trabalho, laboratório, salas e a sala do programa na qual pertenciamos.
Após esta conversa e as apresentações e como já estavamos prontos para trabalhar perguntamos quando podiamos começar, pobres mortais despovidos de conhecimento, o Diretor respondeu que não podiamos começar, afinal o nosso coordenador ainda não estava em Timor. Informou também que estava precisando de professores de língua portuguesa, mas antes de conversar e conhecer o coordenador não podiamos mesmo ir para sala se aula, ahhh pobres mortais desprovidos de conhecimento timorense.
Voltamos para casa, tristes e sem nada para fazer ...
Descobrimos dias depois que seria feito um mês cultural do Brasil, surgiu a brilhante ideia de irmos a embaixada e oferecer ajuda, ao chegarmos na embaixada, ouvimos: Só falo com o coordenador de vocês, mas nem tinhamos dito nada ainda, poxa!! Enfim, conseguimos conversar e aceitaram a nossa ajuda, obaa, temos alguma coisa mais sólida a fazer.
Participamos da organização do mês cultural do Brasil em Timor Leste, três semanas de atividades (31 – 22/11), música, oficina, teatro, jantar, apresentações artisticas, entre outras coisas, como trabalhavamos o dia todo para esta organização quando voltavamos para casa para tomar banho e ver as apresentações já estavamos cansados e nem iamos, alias, eu fui em pouca apresentação e vi poucas oficinas, acabei nem tirando muitas fotos.
Finalmente o tão esperado coordenador chegou, a pessoa mais, mais solicitada em alguns encontros, em três dias organizou toda a nossa vida. Uma semana depois de sua chegada já estavamos organizando plano de curso, plano de aula, reuniões, reuniões, reuniões ... quase todos os dias reuniões, para quem já estava um mês sem fazer nada, alias, apenas conhecendo o lugar e aprendendo sobre a cultura local, finalmente trabalho.
Oficialmente começamos a trabalhar no dia 30 de novembro, olha que coisa boa, o primeiro dia letivo de aula foi um coquetel de abertura do Bacharelato no horário da aula, apresentações, discurso, fala um, fala outro, e assim foi até a nossa vez, pois é, era a terceira vez que me apresentava aos mesmos professores, mas tudo bem, estamos aqui para isso, - Bom dia a todos professores e diretores, meu nome é Juliana, sou professora de Língua Portuguesa, é um prazer estar em Timor Leste e será ótimo trabalhar com vocês, obrigada – e essa foi a minha apresentação.
A primeira semana de trabalho da Língua portuguesa foi para observar os colegas em sala e elaborar um relatório de observação, com metodologia utilizada, questões linguísticas e finalmente o que poderia ser melhorado em relação a comunicação com os professores timorenses. Feito isso, mais reunião, preparação de aula, planejamento de curso, e mais material.
Finalmente a sala de aula ... aluno é aluno em qualquer lugar ...
O espaço fisico para estes cursos de Bacharelato se localiza em Vila Verde, depois do Obrigado barak e próximo ao Matadouro, também pode ser conhecido por SEFOPE, mas chamamos de Instituto de Formação de Professores.
Este Instituto de Formação me lembra muito aquela música assim “era uma casa muito engraçada...”, lá sempre falta energia, as janelas estão podres, torneira com água eu nunca vi, e banheiro em condições de uso também não, alguns professores ficam alojados lá, se para nós não tem uma condição de trabalho imagine para estas pessoas que dormem lá durante a semana.
Meus alunos tem um bom nível de conhecimento em Língua portuguesa, no entanto, muita dificuldade de compreensão textual, mas vejo isso como uma má alfabetização e não como uma falha no aprendizado da língua oficial. Estamos caminhando bem ... e vejo que o nosso curso não esta fadado ao fracasso.
Estamos de férias agora, voltamos a trabalhar no dia 04 de janeiro ... Vou aproveitar este momento e viajar para Indonesia ...
Semanas depois ...
Já voltei da Indonesia e tive uma surpresa, fui removida da disciplina de quimica e mandada para a disciplina de Biologia, agora tenho 14 alunos, que são de vários Distritos.
As aulas são intrigantes, nunca sei até onde posso ir e nem que ponto posso puxar o conteúdo, até agora não ouvi nenhuma reclamação de que esta dificil ou coisas deste tipo, o que vejo e percebo é a vontade de aprender que estas pessoas tem. Os alunos que não são de Dili chegam na segunda feira e só voltam para suas casas na sexta ou sabado, ficam longe da familia, muitas vezes em casas de parentes ou alojados no Instituto.
Os que ficam no Instituto reclamam da estrutura, mas infelizmente não podemos fazer nada, apenas lamentar e ajudar a reclamar, principalmente pela falta de estrutura de trabalho.
Assim que o coordenador me mudou de turma percebi uma vantagem, na quimica tinha 1hora de aula todos os dias, já na biologia tenho 4horas em apenas um período, no mês de fevereiro vou trabalhar 8horas por semana, dividido em uma manhã e uma tarde.
No entanto deixando o trabalho da cooperação de lado, temos outro serviço pela embaixada, Eu, Aline, Fabio e Aurelio (a mesma equipe do mês cultural), fomos convidados e convocados a ajudar na organização do carnval em Timor Leste.
Desde o primeiro momento já tinhamos decido que não seria um carnaval brasileiro e nem para brasileiro em Timor, seria um carnaval timorense e este já existia antes da invasão da Indonesia, então teriamos que recuperar o carnaval.
Na semana passada fomos a uma reunião com o ministério do turismo, transporte, financeiro, empresarias, e demais, ver como estava esta organização, ficamos surpresos, já sabiamos que seria um carnaval nacional, ou seja, que os 13 distritos de Timor estariam reunidos, mas não imaginavamos que eles estavam levando a serio esta ideia, e realmente estão. São 13 distritos, vao trazer em torno de 2.000 pessoas, ta mas isso nem é muita gente, mas para o Timor é, pois precisam alojar e alimentar todo esse povo. Por enquanto só tem lugar para 80 pessoas dormirem, mas isso não é problema nosso, vamos cuidar apenas do baile e das apresentações no ginasio, as questões burocraticas eles resolvem.
O carnaval vai acontecer em 2 dias (19 e 20), haverá 1 baile de fantasias com mascaras e apresentações tipicas de cada local, no dia seguinte será o cortejo de 10km que sai do farol passa por quase toda a orla e vai para o ginasio, aonde ocorre o segundo baile com uma banda brasileira que mora na Australia (só quero ver), haverá concurso de rei momo.
Vejo que as coisas estão bem organizadas por eles e sinto que eles querem fazer com que este carnaval seja realmente para renovar e recuperar o carnaval neste pais lusofono.
Vou continuar trabalhando para que isso aconteça, mas há quase uma semana estou ausente das reuniões, estou com dengue e preciso fazer repouso.
A dengue ou Susuk será outro capitulo desta narrativa.
Timor Lorosae
O dia 05 de janeiro consegui finalmente a minha independencia, comprei uma moto, não foi muito dificil fazer isso, fui na véspera olhei o preço, considerando que todas que tinham lá eram iguais, nem tive dúvida de qual cor eu queria, pois já tinha decido qual seria, neste dia passei no banco saquei o dinheiro, no dia seguinte, pela manhã fui a loja, entreguei o dinheiro e a moto já era minha, mas com um detalhe, um amigo (Anderson) foi comigo para trazer o veiculo para a minha casa, não ia sair da loja pilotando a minha moto neste transito caotico.
Dei as primeiras voltas aqui no espaço próximo a minha casa, passei parte do dia fazendo isso, durante a noite fui dar uma volta pela cidade, mas ainda não tinha a segurança de ir sozinha, o Alan (fiquei surpresa com sua atitude) me acompanhou com a moto dele, fiz isso por duas noites, e durante o dia continuava tentando fazer o 8 no mesmo espaço.
No terceiro dia de liberdade me aventurei a ir no posto abastecer, nossa que maravilha, com 3contos enchi o tanque, os dias continuaram com as minhas voltas no quintal e me aventurava indo à lugares próximos.
Uma semana depois fui me informar no departamento de transito sobre o que precisava para tirar a carta permissão (habilitação timorense), após esta informação, fui ao hospital fazer os exames médicos, otimo, já podia voltar para o departamento de transito.
Tudo aqui é preciso esperar, como já era umas 2 horas da tarde me mandaram voltar no outro dia as 8 da manhã, para que não me mandassem voltar outro dia cheguei exatamente as 8!! Engraçado, me mandaram voltar com a minha moto, e eu teria que fazer o teste com o meu veiculo.
O lugar da prova fica em torno de 20 km da cidade, montanha a dentro, meu Deus, não fazia ideia de como chegar neste lugar e no departamento não tinha ninguém para me acompanhar, por sorte um timorense que estava indo fazer o teste disse que eu poderia segui-lo, otimo, problema resolvido.
Neste dia estava uma manhã triste com cara de chuva as 09 horas da manhã, e o horário da chuva se confirmou. O timorense na frente de carro e eu o seguindo com a minha moto, chuva, chuva, chuva ... montanha, montanha, desfiladeiro, não sabia se olhava para frente e me focava no caminho ou se olhava pro desfiladeiro e sentia medo do que poderia acontecer comigo, mas tudo bem, finalmente cheguei, detalhe minha motinha subiu alguns trechos a 20km e por mais que eu tentasse acelerar não saia dos 20km, finalmente cheguei e entendi qual era o interesse do timorense comigo, ele precisava fazer o teste de moto tambem, mas não tinha a moto, por fim emprestei a minha.
Fiz o teste depois dele, pois precisava ver como era, não tinha entendido a explicação em tetum, finalmente a minha vez, fiz o contorno nos pneus, fiz uma vez o oito e quando estava quase colocando o pé no chão comecei a cantar “olha que coisa mais linda, não coloque o pé no chão, mais cheia de graça ...”, terminei o oito, precisava agora fazer o zero e foi a mesma história, continuei cantando, o timorense gritava “fica calma, precisa ter calma” e o instrutor louco para reprovar a ‘malae bulak’ (estrangeiro doido) que cantava na hora da prova, ufa, acabou, e fui aprovada, quando desci da moto tremia muito!!! Recebi os parabens da minha torcida de uma pessoa só.
Mas esqueci de dizer que perguntei ao instrutor se podia colocar o pé no chão, com toda paciencia ele respondeu “sim, se colocar reprova”. Teste terminado recebia a orientação que precisava ir ao departamento de transito no dia seguinte às 9h. Fiquei esperando meu guia terminar a prova de careta (carro) para poder voltar para Dili. A volta foi mais tranquila e já não chovia.
No dia seguinte as 9h estava eu no departamento de novo, causei uma imensa confusão. O instrutor veio me explicar que tinha o teste de percurso pela cidade, mas que era para eu esperar, já estou mesmo acostumada a esperar, estacionei a moto na sombra, sentei, esperei uns 40 minutos, quando o grupo do teste voltou, o instrutor novamente veio falar comigo, disse que eu precisava continuar esperando e pagar, continuei esperando, ate que um outro funcionario veio perguntar se eu já tinha feito o teste, disse que não e que estava esperando, a confusao comecou ai, vou organizar em dialogos para ficar mais facil.
(chefe do departamento) - senhora, já fez o teste?
(EU) - não, estou esperando, senhor instrutor disse para eu esperar que ia fazer depois.
(chefe do departamento) - ah, senhora, agora não tem mais teste, volta as 13h.
(EU) - não posso voltar as 13horas, tenho servico (justo o único dia da semana que trabalho), estou aqui desde as 8h 50min. Esperando e não vou fazer a prova, quero fazer agora!!!
(chefe do departamento) - Espera.
Continuei esperando ... outras pessoas falaram comigo ate que ... o instrutor me chamou em um canto ...
(instrutor) Senhora, não disse para senhora que era só esperar e pagar?
(EU) sim, disse.
(instrutor) – então porque foi falar ao meu chefe que não tinha feito a prova? Eu já aprovei a senhora, não vai precisar fazer o percurso em Dili, só precisa pagar agora.
Neste momento minha cara foi no chão e eu só conseguia perguntar se ele teve problemas e pedir desculpas.
Depois desta confusao toda o que me restou foi tentar conserta-la. O chefe do departamento veio dizer que eu ia fazer a prova com outro instrutor, mas foi falando e eu fui seguindo-o rumo a minha moto, quando ele parou e perguntou:
(chefe do departamento) – Todos aqui estão dizendo que a senhora já fez o teste, fez ou não fez?
(EU) – fiz, mas não tem outro? Pensei que teria que fazer mais um.
(chefe do departamento) – Não senhora, precisa apenas esperar e pagar, tirar cópias e por ultimo tirar foto.
Tirei quantas copias pediram, fiz tudo que falaram, mas agora com um pouco mais de atenção e no fim o ultimo processo é a foto e justo com o chefe de departamento.
(chefe do departamento) – Senta aqui.
Sentei, tirei a primeira foto, não gostei, pedi para que tirasse outra, fiz isso duas vezes, mas percebi que ele já estava ficando irritado comigo. Na terceira deixei que ficasse aquela mesmo, já que não estava mudando muita coisa.
As ultimas palavras do chefe de departamento foi “agora senhora já tem carta permissão, vai para casa e aparece aqui só no dia 26 de agosto para pegar o cartão, não precisa voltar antes e não quero mais te ver. Bom serviço para senhora”.
Será que eu causei tanta confusão assim?
Bom, sai de lá e passei no hotel Timor para tomar uma coca – cola, agora já tinha o papel que me autorizava a pilotar podia ir pra onde pretendesse.
Na parte do café tinha 2 policiais do transito e eu não podia perder a oportunidade de falar que eu TENHO carta permissão, e fiz isso, fui puxando assunto, perguntei sobre as multas, os valores ... ate que eles me perguntaram se eu tinha a carta, kkkk, tirei da carteira e mostrei, e ainda disse que tinha acabado de ir lá buscar, hehehehehhe, depois o policial me ligou a noite para tomar cerveja, eu não fui não!!!
Só fui a praia dois dias depois com a moto.
O dia 05 de janeiro consegui finalmente a minha independencia, comprei uma moto, não foi muito dificil fazer isso, fui na véspera olhei o preço, considerando que todas que tinham lá eram iguais, nem tive dúvida de qual cor eu queria, pois já tinha decido qual seria, neste dia passei no banco saquei o dinheiro, no dia seguinte, pela manhã fui a loja, entreguei o dinheiro e a moto já era minha, mas com um detalhe, um amigo (Anderson) foi comigo para trazer o veiculo para a minha casa, não ia sair da loja pilotando a minha moto neste transito caotico.
Dei as primeiras voltas aqui no espaço próximo a minha casa, passei parte do dia fazendo isso, durante a noite fui dar uma volta pela cidade, mas ainda não tinha a segurança de ir sozinha, o Alan (fiquei surpresa com sua atitude) me acompanhou com a moto dele, fiz isso por duas noites, e durante o dia continuava tentando fazer o 8 no mesmo espaço.
No terceiro dia de liberdade me aventurei a ir no posto abastecer, nossa que maravilha, com 3contos enchi o tanque, os dias continuaram com as minhas voltas no quintal e me aventurava indo à lugares próximos.
Uma semana depois fui me informar no departamento de transito sobre o que precisava para tirar a carta permissão (habilitação timorense), após esta informação, fui ao hospital fazer os exames médicos, otimo, já podia voltar para o departamento de transito.
Tudo aqui é preciso esperar, como já era umas 2 horas da tarde me mandaram voltar no outro dia as 8 da manhã, para que não me mandassem voltar outro dia cheguei exatamente as 8!! Engraçado, me mandaram voltar com a minha moto, e eu teria que fazer o teste com o meu veiculo.
O lugar da prova fica em torno de 20 km da cidade, montanha a dentro, meu Deus, não fazia ideia de como chegar neste lugar e no departamento não tinha ninguém para me acompanhar, por sorte um timorense que estava indo fazer o teste disse que eu poderia segui-lo, otimo, problema resolvido.
Neste dia estava uma manhã triste com cara de chuva as 09 horas da manhã, e o horário da chuva se confirmou. O timorense na frente de carro e eu o seguindo com a minha moto, chuva, chuva, chuva ... montanha, montanha, desfiladeiro, não sabia se olhava para frente e me focava no caminho ou se olhava pro desfiladeiro e sentia medo do que poderia acontecer comigo, mas tudo bem, finalmente cheguei, detalhe minha motinha subiu alguns trechos a 20km e por mais que eu tentasse acelerar não saia dos 20km, finalmente cheguei e entendi qual era o interesse do timorense comigo, ele precisava fazer o teste de moto tambem, mas não tinha a moto, por fim emprestei a minha.
Fiz o teste depois dele, pois precisava ver como era, não tinha entendido a explicação em tetum, finalmente a minha vez, fiz o contorno nos pneus, fiz uma vez o oito e quando estava quase colocando o pé no chão comecei a cantar “olha que coisa mais linda, não coloque o pé no chão, mais cheia de graça ...”, terminei o oito, precisava agora fazer o zero e foi a mesma história, continuei cantando, o timorense gritava “fica calma, precisa ter calma” e o instrutor louco para reprovar a ‘malae bulak’ (estrangeiro doido) que cantava na hora da prova, ufa, acabou, e fui aprovada, quando desci da moto tremia muito!!! Recebi os parabens da minha torcida de uma pessoa só.
Mas esqueci de dizer que perguntei ao instrutor se podia colocar o pé no chão, com toda paciencia ele respondeu “sim, se colocar reprova”. Teste terminado recebia a orientação que precisava ir ao departamento de transito no dia seguinte às 9h. Fiquei esperando meu guia terminar a prova de careta (carro) para poder voltar para Dili. A volta foi mais tranquila e já não chovia.
No dia seguinte as 9h estava eu no departamento de novo, causei uma imensa confusão. O instrutor veio me explicar que tinha o teste de percurso pela cidade, mas que era para eu esperar, já estou mesmo acostumada a esperar, estacionei a moto na sombra, sentei, esperei uns 40 minutos, quando o grupo do teste voltou, o instrutor novamente veio falar comigo, disse que eu precisava continuar esperando e pagar, continuei esperando, ate que um outro funcionario veio perguntar se eu já tinha feito o teste, disse que não e que estava esperando, a confusao comecou ai, vou organizar em dialogos para ficar mais facil.
(chefe do departamento) - senhora, já fez o teste?
(EU) - não, estou esperando, senhor instrutor disse para eu esperar que ia fazer depois.
(chefe do departamento) - ah, senhora, agora não tem mais teste, volta as 13h.
(EU) - não posso voltar as 13horas, tenho servico (justo o único dia da semana que trabalho), estou aqui desde as 8h 50min. Esperando e não vou fazer a prova, quero fazer agora!!!
(chefe do departamento) - Espera.
Continuei esperando ... outras pessoas falaram comigo ate que ... o instrutor me chamou em um canto ...
(instrutor) Senhora, não disse para senhora que era só esperar e pagar?
(EU) sim, disse.
(instrutor) – então porque foi falar ao meu chefe que não tinha feito a prova? Eu já aprovei a senhora, não vai precisar fazer o percurso em Dili, só precisa pagar agora.
Neste momento minha cara foi no chão e eu só conseguia perguntar se ele teve problemas e pedir desculpas.
Depois desta confusao toda o que me restou foi tentar conserta-la. O chefe do departamento veio dizer que eu ia fazer a prova com outro instrutor, mas foi falando e eu fui seguindo-o rumo a minha moto, quando ele parou e perguntou:
(chefe do departamento) – Todos aqui estão dizendo que a senhora já fez o teste, fez ou não fez?
(EU) – fiz, mas não tem outro? Pensei que teria que fazer mais um.
(chefe do departamento) – Não senhora, precisa apenas esperar e pagar, tirar cópias e por ultimo tirar foto.
Tirei quantas copias pediram, fiz tudo que falaram, mas agora com um pouco mais de atenção e no fim o ultimo processo é a foto e justo com o chefe de departamento.
(chefe do departamento) – Senta aqui.
Sentei, tirei a primeira foto, não gostei, pedi para que tirasse outra, fiz isso duas vezes, mas percebi que ele já estava ficando irritado comigo. Na terceira deixei que ficasse aquela mesmo, já que não estava mudando muita coisa.
As ultimas palavras do chefe de departamento foi “agora senhora já tem carta permissão, vai para casa e aparece aqui só no dia 26 de agosto para pegar o cartão, não precisa voltar antes e não quero mais te ver. Bom serviço para senhora”.
Será que eu causei tanta confusão assim?
Bom, sai de lá e passei no hotel Timor para tomar uma coca – cola, agora já tinha o papel que me autorizava a pilotar podia ir pra onde pretendesse.
Na parte do café tinha 2 policiais do transito e eu não podia perder a oportunidade de falar que eu TENHO carta permissão, e fiz isso, fui puxando assunto, perguntei sobre as multas, os valores ... ate que eles me perguntaram se eu tinha a carta, kkkk, tirei da carteira e mostrei, e ainda disse que tinha acabado de ir lá buscar, hehehehehhe, depois o policial me ligou a noite para tomar cerveja, eu não fui não!!!
Só fui a praia dois dias depois com a moto.
sábado, 9 de janeiro de 2010
O inicio do fim
O voo para Kupang também não veio no bilhete a observação “com emoção”, em torno de 1hora já estava em Kupang, cheguei no aeroporto e encontrei os donos da minha casa (já conheço todo mundo, rsrs), fui para o hotel, alias era o hotel (Kristal resort), o melhor e mais caro hotel de todos os trechos, mas não fiquei nem um pouco preocupada, afinal era a minha ultima noite na Indonesia e precisava dormir bem para aguentar a volta de 12 horas dentro da van. No banheiro tinha até box, tomei banho com água quente, coisa que há muito tempo não fazia, delicia.
No outro dia estava marcado da van nos pegar no hotel as 6horas da manhã, foram chegar em torno das 7horas, saimos de Kupang umas 7horas e 30minutos, estrada, estrada, estrada ..., mas com uma diferença, já conhecia a paisagem.
Enquanto a paisagem passava do lado de fora do vidro também passavam dois vomitos que grudavam na janela que eu estava sentada, este foi um dos momentos mais tensos da viagem, mas por falta de comida no estomago não passei mal. Também havia uma criança chorando.
Aproximandamente 7horas depois chegamos a fronteira, o momento mais tenso de toda a viagem, primeiro queriam cobrar Rp10.000,00 dos timorenses para que pudessem sair da Indonesia, meu passaporte estava neste bolo, ate que viram e devolveram, nos livrando do pagamento.
Na segunda janela o lugar dos carimbos de saida, eu não sabia aonde estava o meu cartão de entrada, me cobraram USD5,00 para preencher outro, se meu ingles fosse melhor não teria pagado e também não teria dependido de tradução neste momento, tradução esta muito mal feita por sinal, pois não disse o que eu não tinha entendido, apenas confirmou o pagamento (estava relacionado a ir ao departamento tal., não tenho certeza), preenchi o outro papel paguei os 5contos e fui embora esbravejando com a criatura.
Atravessei a ponte andando novamente, os carros não podem passar, arrastando a minha mala nova de rodinhas comprada em Jakarta, até que finalmente comecei a pisar em territorio amigo, passei por um médico que apontou um lazer na minha testa e disse que era exame contra susuk (mosquito), sabe Deus que mosquito era esse que o exame era feito com raio na testa, mas fui aprovada e pude continuar a jornada.
Anda mais um pouquinho chega na casinha timorense, passaporte de serviço? É U.N.? Cade o cartão de identificação? 30 dolares. Fiquei muito brava!! O dialogo:
- Passaporte de Serviço?
- Sim (eu)
- É U.N.?
- Não, cooperação brasileira. (eu)
- Brasil não tem mais cooperação aqui, só Portugal. Kd o cartão de identificação?
- Ainda não esta pronto, mas tenho no passaporte a descrição da minha missão (quer que desenhe?), - mostrei a página da descrição -.
O senhor pensou, pensou, pensou e carimbou!! Ufaaa, mas ainda não digeri esta historia.
Pegamos o carro de volta e mais 4 horas de estrada, com a mesma paisagem, cheguei em Dili em torno das 20 horas, cansada, com fome, e com dor de barriga, mas no caminho não precisei ir em nenhum banheiro ou moiteru (moita com banheiro).
À todos aqueles que tiverem o interesse e a vontade de realizar esta aventura, não perca a oportunidade, mesmo com todos os imprevistos para sair de Timor Leste vou continuar pegando o voo Paradise tour & travel na plataforma Comoro.
No outro dia estava marcado da van nos pegar no hotel as 6horas da manhã, foram chegar em torno das 7horas, saimos de Kupang umas 7horas e 30minutos, estrada, estrada, estrada ..., mas com uma diferença, já conhecia a paisagem.
Enquanto a paisagem passava do lado de fora do vidro também passavam dois vomitos que grudavam na janela que eu estava sentada, este foi um dos momentos mais tensos da viagem, mas por falta de comida no estomago não passei mal. Também havia uma criança chorando.
Aproximandamente 7horas depois chegamos a fronteira, o momento mais tenso de toda a viagem, primeiro queriam cobrar Rp10.000,00 dos timorenses para que pudessem sair da Indonesia, meu passaporte estava neste bolo, ate que viram e devolveram, nos livrando do pagamento.
Na segunda janela o lugar dos carimbos de saida, eu não sabia aonde estava o meu cartão de entrada, me cobraram USD5,00 para preencher outro, se meu ingles fosse melhor não teria pagado e também não teria dependido de tradução neste momento, tradução esta muito mal feita por sinal, pois não disse o que eu não tinha entendido, apenas confirmou o pagamento (estava relacionado a ir ao departamento tal., não tenho certeza), preenchi o outro papel paguei os 5contos e fui embora esbravejando com a criatura.
Atravessei a ponte andando novamente, os carros não podem passar, arrastando a minha mala nova de rodinhas comprada em Jakarta, até que finalmente comecei a pisar em territorio amigo, passei por um médico que apontou um lazer na minha testa e disse que era exame contra susuk (mosquito), sabe Deus que mosquito era esse que o exame era feito com raio na testa, mas fui aprovada e pude continuar a jornada.
Anda mais um pouquinho chega na casinha timorense, passaporte de serviço? É U.N.? Cade o cartão de identificação? 30 dolares. Fiquei muito brava!! O dialogo:
- Passaporte de Serviço?
- Sim (eu)
- É U.N.?
- Não, cooperação brasileira. (eu)
- Brasil não tem mais cooperação aqui, só Portugal. Kd o cartão de identificação?
- Ainda não esta pronto, mas tenho no passaporte a descrição da minha missão (quer que desenhe?), - mostrei a página da descrição -.
O senhor pensou, pensou, pensou e carimbou!! Ufaaa, mas ainda não digeri esta historia.
Pegamos o carro de volta e mais 4 horas de estrada, com a mesma paisagem, cheguei em Dili em torno das 20 horas, cansada, com fome, e com dor de barriga, mas no caminho não precisei ir em nenhum banheiro ou moiteru (moita com banheiro).
À todos aqueles que tiverem o interesse e a vontade de realizar esta aventura, não perca a oportunidade, mesmo com todos os imprevistos para sair de Timor Leste vou continuar pegando o voo Paradise tour & travel na plataforma Comoro.
De Surabaya rumo a Bali
Depois de passar 5 dias em Surabaya finalmente fui para Bali e definitivamente já podia arrumar e mala e voltar para casa, estava cansada de abre mala, fecha mala, mas ano novo é ano novo e em Bali é outra historia.
Bali é considerada a ilha que os indonesios ignoram como ilha, todos os costumes, tradições são ignoradas naquele lugar, lá a língua oficial é o inglês, afinal Bali é o quintal dos Australianos, tudo é diversão, as pessoas são bonitas, as lojas estão sempre cheias e as coisas ainda são baratas.
Conforme anda pelas vielas, os nativos vão oferecendo massagem, aluguel de motos, drogas em geral, tudo isso com um falar peculiar “yes, massaci; yes, transpot”. Etc. Mas tudo funciona na barganha.
Comprei o que faltava em Bali, mas poderia comprar muito mais coisas, quero voltar para lá só para fazer mais compras, me perdi para voltar ao hotel, rodei horas, o taxi me fez descer do carro com a seguinte afirmação: If you don`t know, I don`t know, please. Quase chorei!!! Mas entrei em uma loja e pedi ajuda, o dono muito simpatico ligou para meu hotel e pediu o endereço, desenhou um mapa e lá fui eu com o mapa na mão, mas não foi preciso, quando dava o segundo passo encontrei o pessoal que trabalha comigo que estavam no mesmo hotel e voltei com eles.
Depois deste fato tirei uma foto da entrada da viela que tinha que pegar para chegar no hotel, não me perdi mais. rsrsrs
Com o alerta do suposto atentado terrorista as autoridades policiais estavam em todos os lugares.
Sai do hotel em torno das 21horas, fui com o pessoal para m restaurante italiano, o dono um italiano nada grosso, naquele momento podemos falar todas as linguas, portugues, bahasa, ingles, espanhol e ate um pouco de italiano.
Depois deste momento caminhamos até a praia, era muita gente em um mesmo lugar, as pessoas com buzinas, lazer, apitos, chapeus de festa infantil, todo mundo muito feliz. Os fogos começaram em torno das 23horas e 15minutos, e não parou até à 1hora da madruga, mas eu não fiquei todo esse tempo por la não, depois que consegui ligar para todos no Brasil (menos a cabecinha da Carol), fui para o hotel tirar o restante de areia do pé e vamos para a festa, nossa, quanta balada, em uma das avenidas principais há um corredor de baladas.
Entramos em três e ficamos na terceira, pisei no pé de muito gringo abusado, dei muita cotuvelada, as pessoas pensam que ninguem é dono de ninguem, que inferno!!! Tomei muita bintang.
Depois que esta balada fechou fomos para outras 2, mas no fim nenhuma estava bacana e voltei para o hotel, pois já era cedo. No outro dia precisei concordar com o Vladimir que sempre dizia que bintang quente (todas as cervejas são quentes) da dor de cabeça.
Passei o dia mal, parecia que tinha um tornado no meu cerebro, com isso o segundo dia em Bali destinado a passeios foi apenas para curtir a minha ressaca.
No dia 03 de janeiro pela manhã embarquei rumo a Kupang, o inicio da volta.
Bali é considerada a ilha que os indonesios ignoram como ilha, todos os costumes, tradições são ignoradas naquele lugar, lá a língua oficial é o inglês, afinal Bali é o quintal dos Australianos, tudo é diversão, as pessoas são bonitas, as lojas estão sempre cheias e as coisas ainda são baratas.
Conforme anda pelas vielas, os nativos vão oferecendo massagem, aluguel de motos, drogas em geral, tudo isso com um falar peculiar “yes, massaci; yes, transpot”. Etc. Mas tudo funciona na barganha.
Comprei o que faltava em Bali, mas poderia comprar muito mais coisas, quero voltar para lá só para fazer mais compras, me perdi para voltar ao hotel, rodei horas, o taxi me fez descer do carro com a seguinte afirmação: If you don`t know, I don`t know, please. Quase chorei!!! Mas entrei em uma loja e pedi ajuda, o dono muito simpatico ligou para meu hotel e pediu o endereço, desenhou um mapa e lá fui eu com o mapa na mão, mas não foi preciso, quando dava o segundo passo encontrei o pessoal que trabalha comigo que estavam no mesmo hotel e voltei com eles.
Depois deste fato tirei uma foto da entrada da viela que tinha que pegar para chegar no hotel, não me perdi mais. rsrsrs
Com o alerta do suposto atentado terrorista as autoridades policiais estavam em todos os lugares.
Sai do hotel em torno das 21horas, fui com o pessoal para m restaurante italiano, o dono um italiano nada grosso, naquele momento podemos falar todas as linguas, portugues, bahasa, ingles, espanhol e ate um pouco de italiano.
Depois deste momento caminhamos até a praia, era muita gente em um mesmo lugar, as pessoas com buzinas, lazer, apitos, chapeus de festa infantil, todo mundo muito feliz. Os fogos começaram em torno das 23horas e 15minutos, e não parou até à 1hora da madruga, mas eu não fiquei todo esse tempo por la não, depois que consegui ligar para todos no Brasil (menos a cabecinha da Carol), fui para o hotel tirar o restante de areia do pé e vamos para a festa, nossa, quanta balada, em uma das avenidas principais há um corredor de baladas.
Entramos em três e ficamos na terceira, pisei no pé de muito gringo abusado, dei muita cotuvelada, as pessoas pensam que ninguem é dono de ninguem, que inferno!!! Tomei muita bintang.
Depois que esta balada fechou fomos para outras 2, mas no fim nenhuma estava bacana e voltei para o hotel, pois já era cedo. No outro dia precisei concordar com o Vladimir que sempre dizia que bintang quente (todas as cervejas são quentes) da dor de cabeça.
Passei o dia mal, parecia que tinha um tornado no meu cerebro, com isso o segundo dia em Bali destinado a passeios foi apenas para curtir a minha ressaca.
No dia 03 de janeiro pela manhã embarquei rumo a Kupang, o inicio da volta.
Ida a Surabaya: a terra do eletroeletronico
Fui para o aeroporto de Jakarta depois das 12horas, pois precisava sair do hotel, fiquei no aeroporto a tarde toda, um inferno, sentada no chão, no banco, no carrinho, até que descobri uma casa de massagem, neste momento faltava ainda uma hora para a abertura do check-in, fiz uma hora de massagem, que delicia, se soubesse que era tão bom antes teria passado a tarde toda lá, sai até um pouco tonta de tão bom que foi e rumo ao check-in que já estava aberto.
Este voo foi um pouco diferente, não teve emoção, para a minha alegria. Cheguei em Surabaya no começo da noite, conforme a indicação do guia fomos para o hotel, nem sempre a primeira impressão é a que fica, neste caso, antes não tivesse causado boa impressão, fui para o quarto, o cheiro de bolor era o mais agradavel os outros cheiros não quero nem lembrar, o banheiro era uma presente dos Deus para mim, a água tinha cheiro de aluminio, isso quando tinha água, pois durante a manhã fui tomar banho (penso que banho pela manhã é luxo para eles), a água acabou.
Fui a procura de outro hotel, acabei indo parar em outro denominado pelos taxista como “old traditional hotel in Surabaya: hotel Ganefo”. Um hotel muito antigo mesmo, com paredes altas, vidraças coloridas e muitos castiçais. O quarto já era melhor que o outro, pelo menos neste não faltou água e o banho continuava sendo de canequinha, bem como a descarga.
Em Surabaya as coisas aconteceram de certa forma diferente, não estava ali apenas com o propósito turistico, queria comprar alguns itens que precisava para meu laptop, como o HD, passei dois dias vagando por um shopping de eletro, considerado o maior na indonesia, olha hd, olha hd, e no fim comprei o que já tinha visto no primeiro dia, mas neste lugar realmente leptop é mais barato.
Os passeios turisticos foram um pouco perdidos, exceto no domingo que já tinha programado de ir ao zoologico, depois disso corri no google fiz a busca do que visitar em Surabaya tirei fotos da tela do computador e agora só precisava achar os lugares.
O primeiro lugar foi um templo maravilhoso, nos perdemos para chegar, pegamos microlet, taxi e informação na lingua local, acabei comprando pakutenders (não sei se é assim que se escreve) o mesmo que percevejo, e finalmente chegamos no tão esperado templo, começamos a entrar, quando apareceu um senhor com roupas tipicas dizendo que o templo não era aberto a visitas e que era só para rezar, pois é tive que sair.
Pegamos outra microlet para voltar a algum lugar conhecido e dentro desta uma moça muito simpatica que falava Ingles nos orientou a ir para House of Sampoerna, que por sinal eu já tinha foto na minha maquina e já estava no roteiro de algum dia.
A House of Sampoerna é um museu do cigarro e também funciona a fábrica, fantastico, para quem já assistiu o filme a maravilhosa fabrica de chocolates a house é igual, o cheiro de tabaco ronda todo o lugar e o cravo torna o ambiente gostoso e suave, na fábrica não podia tirar fotos.
Há também um city tour que sai do museu, e tive a sorte de conseguir fazê-lo, fomos a vários lugares, com paradas estratégicas para fotografias, e também em Surabaya todos os monumentos estão relacionados com heróis da guerra e a sexualidade.
Voltando um pouco a narrativa o zoologico é fantástico, tinha no primeiro roteiro de viagem passar pela Ilha de Comodo e conhecer os dragões, no entanto tive o primeiro contato com eles no zoologico, todos muito obesos, preguiçosos, mas o fato de estar frente a frente com eles não tem preço.
Em Surabaya também visitei um submarino, foi surpreendente!!!
Os shoppings em Surabaya são tão bons quanto os de Jakarta e o dunnut`s também é excelente, precisei fazer mais compras, no entanto em Surabaya começou a minha tortura de diarréia, afinal depois de comer tanta porcaria de fast food diferente meu organismo não aguentou.
Fui para o aeroporto de Jakarta depois das 12horas, pois precisava sair do hotel, fiquei no aeroporto a tarde toda, um inferno, sentada no chão, no banco, no carrinho, até que descobri uma casa de massagem, neste momento faltava ainda uma hora para a abertura do check-in, fiz uma hora de massagem, que delicia, se soubesse que era tão bom antes teria passado a tarde toda lá, sai até um pouco tonta de tão bom que foi e rumo ao check-in que já estava aberto.
Este voo foi um pouco diferente, não teve emoção, para a minha alegria. Cheguei em Surabaya no começo da noite, conforme a indicação do guia fomos para o hotel, nem sempre a primeira impressão é a que fica, neste caso, antes não tivesse causado boa impressão, fui para o quarto, o cheiro de bolor era o mais agradavel os outros cheiros não quero nem lembrar, o banheiro era uma presente dos Deus para mim, a água tinha cheiro de aluminio, isso quando tinha água, pois durante a manhã fui tomar banho (penso que banho pela manhã é luxo para eles), a água acabou.
Fui a procura de outro hotel, acabei indo parar em outro denominado pelos taxista como “old traditional hotel in Surabaya: hotel Ganefo”. Um hotel muito antigo mesmo, com paredes altas, vidraças coloridas e muitos castiçais. O quarto já era melhor que o outro, pelo menos neste não faltou água e o banho continuava sendo de canequinha, bem como a descarga.
Em Surabaya as coisas aconteceram de certa forma diferente, não estava ali apenas com o propósito turistico, queria comprar alguns itens que precisava para meu laptop, como o HD, passei dois dias vagando por um shopping de eletro, considerado o maior na indonesia, olha hd, olha hd, e no fim comprei o que já tinha visto no primeiro dia, mas neste lugar realmente leptop é mais barato.
Os passeios turisticos foram um pouco perdidos, exceto no domingo que já tinha programado de ir ao zoologico, depois disso corri no google fiz a busca do que visitar em Surabaya tirei fotos da tela do computador e agora só precisava achar os lugares.
O primeiro lugar foi um templo maravilhoso, nos perdemos para chegar, pegamos microlet, taxi e informação na lingua local, acabei comprando pakutenders (não sei se é assim que se escreve) o mesmo que percevejo, e finalmente chegamos no tão esperado templo, começamos a entrar, quando apareceu um senhor com roupas tipicas dizendo que o templo não era aberto a visitas e que era só para rezar, pois é tive que sair.
Pegamos outra microlet para voltar a algum lugar conhecido e dentro desta uma moça muito simpatica que falava Ingles nos orientou a ir para House of Sampoerna, que por sinal eu já tinha foto na minha maquina e já estava no roteiro de algum dia.
A House of Sampoerna é um museu do cigarro e também funciona a fábrica, fantastico, para quem já assistiu o filme a maravilhosa fabrica de chocolates a house é igual, o cheiro de tabaco ronda todo o lugar e o cravo torna o ambiente gostoso e suave, na fábrica não podia tirar fotos.
Há também um city tour que sai do museu, e tive a sorte de conseguir fazê-lo, fomos a vários lugares, com paradas estratégicas para fotografias, e também em Surabaya todos os monumentos estão relacionados com heróis da guerra e a sexualidade.
Voltando um pouco a narrativa o zoologico é fantástico, tinha no primeiro roteiro de viagem passar pela Ilha de Comodo e conhecer os dragões, no entanto tive o primeiro contato com eles no zoologico, todos muito obesos, preguiçosos, mas o fato de estar frente a frente com eles não tem preço.
Em Surabaya também visitei um submarino, foi surpreendente!!!
Os shoppings em Surabaya são tão bons quanto os de Jakarta e o dunnut`s também é excelente, precisei fazer mais compras, no entanto em Surabaya começou a minha tortura de diarréia, afinal depois de comer tanta porcaria de fast food diferente meu organismo não aguentou.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
As minhas aventuras em Jakarta: a capital (Férias parte II)
Cheguei em Jakarta na hora do almoço, procuramos no guia a melhor área da cidade para se hospedar, sem saber acabamos ficando na rua dos turistas Jalan Jaksa, peguei um taxi até o hotel que o guia fazia referencia, quando for a Jakarta use a empresa de taxi blue bird, aparentemente eles não te roubam e são os que melhor dirigem.
Hotel muito simples, mas com um detalhe, com direito a ducha e não banho de caneca, Hotel tator, custo da diária Rp120.000,00, e a recepcão sempre com um sorriso no rosto para atendê-lo, problema de hotel resolvido, vamos andar pela cidade a procura de um mapa turistico, considerando que estavamos na rua dos turistas não foi dificil conseguir vários mapas, comprei o da Indonesia e o de Jakarta, mas não tinhamos o mapa para turistas, de qualquer forma, não precisava mesmo, afinal estava de férias, no primeiro dia andei a toa pela cidade e misteriosamente fomos parar em frente a um restaurante que chamava muito a atenção, ate que veio um funcionário e convidou a entrar.
Cada parte do restaurante tinha um tema, um cheiro, um ambiente diferente do anterior, sensacional, fabuloso, os objetos que decoravam as mesas, as cadeiras, as paredes eram formidaveis, havia neste restaurante cadeiras ou poltronas com formato de camelos, leoes, gatos, nas paredes havia adagas, cortinas, fotos, retratos, o cheiro peculiar de cada ambiente, por fim não tirei nenhuma foto.
Neste dia fiquei fascinada com o valor dos produtos, devido a conversão do dinheiro eu estava com aproximadamente Um bilhão de Rupias, estou rica!!! Entrei em uma loja de roupa, e os preços eram fantasticos, tudo barato!! Comprei, comprei, comprei...
Fui jantar em um restaurante indonesio que dizia que era fast food, com a ajuda do gerente comi um negocio que era até bom, neste prato vinha uns bolinhos de alguma coisa não identificada, umas massas fritas com camarão dentro, o nuddles (macarrão de miojo) e um liquido, o prato parecia um sopa com coisas boiando (eu recomendo).
Não basta apenas estar na Indonesia é preciso tomar a cerveja da Indonesia, Bintang, bem melhor na Indonesia do que em Timor Leste. O bar que frequentei todas as noites tinham pessoas de todos os cantos e todos os lugares. As funcionarias com uma disposição surpreendente, com essas pessoas não tem nem como ser mau educado.
Os passeios turisticos em Jakarta começaram no dia seguinte, visita aos monumentos, aos museus, a cidade, andar na baratinha (tuc tuc), aprender a atravessar a rua, atravessar a rua é um negocio muito estranho, raramente tem sinal para pedestre, mas há muitas faixas para pedestre que de qualquer forma ninguem respeita, vai passando toma cuidado e fica tranquilo que não será atropelado é assim que se atravessa a rua, eu morria de medo.
Muitas coisas me chamaram a atenção, como o habito de jogar xadrez no meio da rua, as barraquinhas de suco nas ruas, os restaurantes de vitrines semelhantes aos carrinhos de pipoca, a leitura no banco ou no chão, ou seja, um lugar estupidamente cultural.
Fui a uma feira de antiguidades e comprei uma bussola.
As visitas aos museus me deixaram um pouco irritada, nossa, quanta guerra!!! Quanta invasão, quanto sangue, mas tudo bem... visitamos vários monumentos, e sempre eram com referencia aos heróis de guerra ou a questão do falo nas esculturas. Vi até uma estátua mostrando o dedo.
Durante a noite sempre ia no mesmo bar tomar bintang e ouvir um pouco de música indonesia ou qualquer coisa que tocassem lá.
Passei o Natal em Jakarta, só faltou o panetone, pois o resto tinha quase tudo, árvore de Natal, enfeites nas ruas, gorro do papai noel, e até feriado é no dia 25.
Foi em Jakarta também que resolvemos todos os problemas de passagens, compramos trechos para Surabaya no dia 26, depois Surabaya – Bali no dia 31 e Bali Kupang no dia 02/01, no entanto ainda não tinhamos conseguido hotel em Bali. Resolvemos de ir de avião pois os trens estavam lotados e não podiamos correr mais riscos.
Fiquei em Jakarta até o dia 26, e foi o primeiro natal que não comi panetone.
No dia 26 no final da tarde a viagem para Surabaya.
Hotel muito simples, mas com um detalhe, com direito a ducha e não banho de caneca, Hotel tator, custo da diária Rp120.000,00, e a recepcão sempre com um sorriso no rosto para atendê-lo, problema de hotel resolvido, vamos andar pela cidade a procura de um mapa turistico, considerando que estavamos na rua dos turistas não foi dificil conseguir vários mapas, comprei o da Indonesia e o de Jakarta, mas não tinhamos o mapa para turistas, de qualquer forma, não precisava mesmo, afinal estava de férias, no primeiro dia andei a toa pela cidade e misteriosamente fomos parar em frente a um restaurante que chamava muito a atenção, ate que veio um funcionário e convidou a entrar.
Cada parte do restaurante tinha um tema, um cheiro, um ambiente diferente do anterior, sensacional, fabuloso, os objetos que decoravam as mesas, as cadeiras, as paredes eram formidaveis, havia neste restaurante cadeiras ou poltronas com formato de camelos, leoes, gatos, nas paredes havia adagas, cortinas, fotos, retratos, o cheiro peculiar de cada ambiente, por fim não tirei nenhuma foto.
Neste dia fiquei fascinada com o valor dos produtos, devido a conversão do dinheiro eu estava com aproximadamente Um bilhão de Rupias, estou rica!!! Entrei em uma loja de roupa, e os preços eram fantasticos, tudo barato!! Comprei, comprei, comprei...
Fui jantar em um restaurante indonesio que dizia que era fast food, com a ajuda do gerente comi um negocio que era até bom, neste prato vinha uns bolinhos de alguma coisa não identificada, umas massas fritas com camarão dentro, o nuddles (macarrão de miojo) e um liquido, o prato parecia um sopa com coisas boiando (eu recomendo).
Não basta apenas estar na Indonesia é preciso tomar a cerveja da Indonesia, Bintang, bem melhor na Indonesia do que em Timor Leste. O bar que frequentei todas as noites tinham pessoas de todos os cantos e todos os lugares. As funcionarias com uma disposição surpreendente, com essas pessoas não tem nem como ser mau educado.
Os passeios turisticos em Jakarta começaram no dia seguinte, visita aos monumentos, aos museus, a cidade, andar na baratinha (tuc tuc), aprender a atravessar a rua, atravessar a rua é um negocio muito estranho, raramente tem sinal para pedestre, mas há muitas faixas para pedestre que de qualquer forma ninguem respeita, vai passando toma cuidado e fica tranquilo que não será atropelado é assim que se atravessa a rua, eu morria de medo.
Muitas coisas me chamaram a atenção, como o habito de jogar xadrez no meio da rua, as barraquinhas de suco nas ruas, os restaurantes de vitrines semelhantes aos carrinhos de pipoca, a leitura no banco ou no chão, ou seja, um lugar estupidamente cultural.
Fui a uma feira de antiguidades e comprei uma bussola.
As visitas aos museus me deixaram um pouco irritada, nossa, quanta guerra!!! Quanta invasão, quanto sangue, mas tudo bem... visitamos vários monumentos, e sempre eram com referencia aos heróis de guerra ou a questão do falo nas esculturas. Vi até uma estátua mostrando o dedo.
Durante a noite sempre ia no mesmo bar tomar bintang e ouvir um pouco de música indonesia ou qualquer coisa que tocassem lá.
Passei o Natal em Jakarta, só faltou o panetone, pois o resto tinha quase tudo, árvore de Natal, enfeites nas ruas, gorro do papai noel, e até feriado é no dia 25.
Foi em Jakarta também que resolvemos todos os problemas de passagens, compramos trechos para Surabaya no dia 26, depois Surabaya – Bali no dia 31 e Bali Kupang no dia 02/01, no entanto ainda não tinhamos conseguido hotel em Bali. Resolvemos de ir de avião pois os trens estavam lotados e não podiamos correr mais riscos.
Fiquei em Jakarta até o dia 26, e foi o primeiro natal que não comi panetone.
No dia 26 no final da tarde a viagem para Surabaya.
De Dili/TL rumo a Kupang/TO (Férias - parte I)
Hoje, 04 de janeiro de 2010, decidi escrever as lembranças de férias.
Saimos de Dili no dia 21 de dezembro, segunda feira, tive várias complicações antes desta saida, a falta de passagem e com quem viajar foi algumas das ditas preocupações. Depois de finalmente as passagens compradas tive a certeza de que ia sair de Timor Leste, rumo a Timor Oeste.
Novamente digo que saimos de Dili no dia 21 de dezembro em torno das 9horas da manhã, um pouco atrasado, já que o bilhete marcava a saida às 8horas. O transporte, algo parecido com uma VAN no Brasil ou uma BESTA, com 12 lugares incluindo o motorista.
Eu estava sentada na ultima poltrona ao lado esquerdo, a poltrona do centro estava o Alan e ao lado direito um Timorense, que foi a viagem toda fumando LA (definitivamente detesto este cigarro), sim dentro de todos os lugares pode-se fumar, afinal estamos falando de Ásia.
Passei por vários distritos do lado oeste da ilha, lado que ainda não conhecia, e a paisagem exuberante de verde, mar, montanhas, flores, plantações de arroz, fazendas com búfalos, cabras no meio da estrada, casas com telhado de folhas de palmeiras e todos com uma peculiariedade conforme o distrito de localização, a peculiariedade que estou tratando é a questão da amarração no encontro das palhas, algumas trançadas, outras amarradas, outras com desenhos. Impressionante!! (não tirei nenhuma foto, alias, as que tirei ficaram horriveis e apaguei).
Depois de mais ou menos 5 horas de estrada e paisagem cheguei finalmente a fronteira terrestre entre Timor Leste e Timor Oeste, desci, retirei as malas, fui aos devidos departamentos, fui também reconhecida pelo vizinho da minha casa em Dili, que veio comprimentar todo saudoso e o dono da loja na qual comprei meu leptop também estava lá.
Atravessar a fronteira é algo emocionante, pegue suas malas, passe por uma ponte, nessa ponte tem uma linha exatamente da mesma cor que passa em filmes, amarela, continue andando, não deixe de sentir medo, afinal todos olham para você, e continue andando, sorria, diga “bom dia” em língua materna.
Finalmente cheguei em uma mesa cheia de homens maus sentados, “ohh, Brasil, Ronaldinho, Kaka, abre a mala” bem isso mesmo, todo mundo sorrindo de repente fecham a expressão e voltam a assumir o papel. Mas tudo bem afinal estava de férias e já tinha o visto. Depois desta fase, continei andando até finalmente encontrar ou ser encontrada pelo novo motorista, uma vez que os carros não cruzam a fronteira, entrei no carro e a viagem continua.
Por mais que tenha saido de Timor Leste e naquele momento estivesse em Timor Oeste, não percebi muita mudança na paisagem, a não ser pelo clima que era mais ameno. Matas, montanhas, vales, flores, cabras, casas tipicas, até que finalmente Atambua, mas antes de dissertar sobre a cidade deixei de comentar sobre os banheiros.
A cada 2horas e 30 minutos mais ou menos o motorista parava para ir ao banheiro, engraçado isso, lembro que quando estava no Brasil e viajava ou com meu irmão para Mirandópolis ou em congressos, sempre procuravamos parar no mais plausivel posto de combustivel, aqui não é muito diferente não, apesar do fato de não ter posto nas estradas os banheiros são os melhores, é só escolher a melhor árvore, a vantagem disso é que se tem uma ampla variedade de banheiros.
Em Atambua foi feita a pausa para o almoço e para a compra de dinheiro, no almoço me senti a pessoa mais estranha e diferente do mundo, todos me olhavam, alguns sorriam, outros nem atenção davam, o restaurante era tipico indonesio, acabei não comendo nada e tomando uma coca-cola, afinal coca é coca em qualquer lugar, depois deste momento tenso da chegada, percebi um certo grau de hospitalidade das pessoas que estavam viajando e dos funcionários do restaurante em relação ao meu almoço, mesmo assim não podia correr o risco. Uma pessoa qualquer pode se passar por um brasileiro, mas um brasileiro...
Dinheiro trocado, USD 1.00 é aproximandamente Rp 9.500, continuamos a viagem e esse seria o trecho mais longo, em torno de 7horas, não vou repetir o caminho novamente, mas é a mesma história.
Falta comentar que dentro daquele veículo falava-se pelo menos 4 línguas, tetum, ingles, bahasa e portugues. Espaço tão pequeno mas com uma diversidade linguistica abrangente.
Chegamos em Kupang perto das 20 horas, o transporte nos deixou no hotel, hotel meia boca o valor era de Rp 120.000 ,00. O banheiro do hotel era indonesio, aiaiaiai, vai tomar banho de canequinha, descarga na canequinha, e esse era apenas o primeiro hotel, banho tomado, precisava comer.
A recepção do hotel nos indicou um restaurante na rua pararela ao hotel, pobres mortais, cheguei lá era estes restaurantes de rua, como uma feira, já que estou aqui e com fome vamos comer!!! Pedi um peixe na brasa e estava delicioso, mas comi apenas isso, não me atrevi a comer arroz e a salada. Barriga cheia ... pé na areia, apesar de estar próxima a praia só vi no dia seguinte.
Acordar cedo, ir para o aeroporto, caminhava na avenida a procura de um taxi, quando 2 indonesios de moto pararam oferecendo a corrida, 50.000,00 rupias até o aeroporto, tudo bem!! Ai vou eu, e o aeroporto era longe pra caramba, deu tempo de pensar que estava sendo sequestrada, que ia ser assaltada e todas estas outras merdas que passam em mentes assustadas que só se dão conta depois do fato.
Aeroporto de Kupang, e na captura de bilhetes rumo a Jakarta, como era férias e em Dili as coisas não são tão fáceis assim e nem tão barato, não tinha nenhuma passagem comprada, apenas um roteiro traçado e um guia do viajante ora em baixo do braço ora dentro da mala.
Embarque efetuado com sucesso!! Uhuuu ... mas não foi bem isso que aconteceu, o ar do avião não estava funcionando, uma turbina não estava ligada e várias técnicos tentavam o reparo, precisei descer do avião, voltar à sala de espera depois de algum tempo novamente o embarque, reparei que estava acontecendo um negócio estranho, como se estivessem fazendo uma dita chupeta no avião, mas eu não tinha pedido o bilhete de passagem com emoção, bom, ao pousar em Jakarta todos aplaudiram, afinal estavamos vivos!!!
Dia 22 de dezembro embarcamos para Jakarta ainda pela manhã.
Próximo capítulo: As minhas aventuras em Jakarta: a capital.
Saimos de Dili no dia 21 de dezembro, segunda feira, tive várias complicações antes desta saida, a falta de passagem e com quem viajar foi algumas das ditas preocupações. Depois de finalmente as passagens compradas tive a certeza de que ia sair de Timor Leste, rumo a Timor Oeste.
Novamente digo que saimos de Dili no dia 21 de dezembro em torno das 9horas da manhã, um pouco atrasado, já que o bilhete marcava a saida às 8horas. O transporte, algo parecido com uma VAN no Brasil ou uma BESTA, com 12 lugares incluindo o motorista.
Eu estava sentada na ultima poltrona ao lado esquerdo, a poltrona do centro estava o Alan e ao lado direito um Timorense, que foi a viagem toda fumando LA (definitivamente detesto este cigarro), sim dentro de todos os lugares pode-se fumar, afinal estamos falando de Ásia.
Passei por vários distritos do lado oeste da ilha, lado que ainda não conhecia, e a paisagem exuberante de verde, mar, montanhas, flores, plantações de arroz, fazendas com búfalos, cabras no meio da estrada, casas com telhado de folhas de palmeiras e todos com uma peculiariedade conforme o distrito de localização, a peculiariedade que estou tratando é a questão da amarração no encontro das palhas, algumas trançadas, outras amarradas, outras com desenhos. Impressionante!! (não tirei nenhuma foto, alias, as que tirei ficaram horriveis e apaguei).
Depois de mais ou menos 5 horas de estrada e paisagem cheguei finalmente a fronteira terrestre entre Timor Leste e Timor Oeste, desci, retirei as malas, fui aos devidos departamentos, fui também reconhecida pelo vizinho da minha casa em Dili, que veio comprimentar todo saudoso e o dono da loja na qual comprei meu leptop também estava lá.
Atravessar a fronteira é algo emocionante, pegue suas malas, passe por uma ponte, nessa ponte tem uma linha exatamente da mesma cor que passa em filmes, amarela, continue andando, não deixe de sentir medo, afinal todos olham para você, e continue andando, sorria, diga “bom dia” em língua materna.
Finalmente cheguei em uma mesa cheia de homens maus sentados, “ohh, Brasil, Ronaldinho, Kaka, abre a mala” bem isso mesmo, todo mundo sorrindo de repente fecham a expressão e voltam a assumir o papel. Mas tudo bem afinal estava de férias e já tinha o visto. Depois desta fase, continei andando até finalmente encontrar ou ser encontrada pelo novo motorista, uma vez que os carros não cruzam a fronteira, entrei no carro e a viagem continua.
Por mais que tenha saido de Timor Leste e naquele momento estivesse em Timor Oeste, não percebi muita mudança na paisagem, a não ser pelo clima que era mais ameno. Matas, montanhas, vales, flores, cabras, casas tipicas, até que finalmente Atambua, mas antes de dissertar sobre a cidade deixei de comentar sobre os banheiros.
A cada 2horas e 30 minutos mais ou menos o motorista parava para ir ao banheiro, engraçado isso, lembro que quando estava no Brasil e viajava ou com meu irmão para Mirandópolis ou em congressos, sempre procuravamos parar no mais plausivel posto de combustivel, aqui não é muito diferente não, apesar do fato de não ter posto nas estradas os banheiros são os melhores, é só escolher a melhor árvore, a vantagem disso é que se tem uma ampla variedade de banheiros.
Em Atambua foi feita a pausa para o almoço e para a compra de dinheiro, no almoço me senti a pessoa mais estranha e diferente do mundo, todos me olhavam, alguns sorriam, outros nem atenção davam, o restaurante era tipico indonesio, acabei não comendo nada e tomando uma coca-cola, afinal coca é coca em qualquer lugar, depois deste momento tenso da chegada, percebi um certo grau de hospitalidade das pessoas que estavam viajando e dos funcionários do restaurante em relação ao meu almoço, mesmo assim não podia correr o risco. Uma pessoa qualquer pode se passar por um brasileiro, mas um brasileiro...
Dinheiro trocado, USD 1.00 é aproximandamente Rp 9.500, continuamos a viagem e esse seria o trecho mais longo, em torno de 7horas, não vou repetir o caminho novamente, mas é a mesma história.
Falta comentar que dentro daquele veículo falava-se pelo menos 4 línguas, tetum, ingles, bahasa e portugues. Espaço tão pequeno mas com uma diversidade linguistica abrangente.
Chegamos em Kupang perto das 20 horas, o transporte nos deixou no hotel, hotel meia boca o valor era de Rp 120.000 ,00. O banheiro do hotel era indonesio, aiaiaiai, vai tomar banho de canequinha, descarga na canequinha, e esse era apenas o primeiro hotel, banho tomado, precisava comer.
A recepção do hotel nos indicou um restaurante na rua pararela ao hotel, pobres mortais, cheguei lá era estes restaurantes de rua, como uma feira, já que estou aqui e com fome vamos comer!!! Pedi um peixe na brasa e estava delicioso, mas comi apenas isso, não me atrevi a comer arroz e a salada. Barriga cheia ... pé na areia, apesar de estar próxima a praia só vi no dia seguinte.
Acordar cedo, ir para o aeroporto, caminhava na avenida a procura de um taxi, quando 2 indonesios de moto pararam oferecendo a corrida, 50.000,00 rupias até o aeroporto, tudo bem!! Ai vou eu, e o aeroporto era longe pra caramba, deu tempo de pensar que estava sendo sequestrada, que ia ser assaltada e todas estas outras merdas que passam em mentes assustadas que só se dão conta depois do fato.
Aeroporto de Kupang, e na captura de bilhetes rumo a Jakarta, como era férias e em Dili as coisas não são tão fáceis assim e nem tão barato, não tinha nenhuma passagem comprada, apenas um roteiro traçado e um guia do viajante ora em baixo do braço ora dentro da mala.
Embarque efetuado com sucesso!! Uhuuu ... mas não foi bem isso que aconteceu, o ar do avião não estava funcionando, uma turbina não estava ligada e várias técnicos tentavam o reparo, precisei descer do avião, voltar à sala de espera depois de algum tempo novamente o embarque, reparei que estava acontecendo um negócio estranho, como se estivessem fazendo uma dita chupeta no avião, mas eu não tinha pedido o bilhete de passagem com emoção, bom, ao pousar em Jakarta todos aplaudiram, afinal estavamos vivos!!!
Dia 22 de dezembro embarcamos para Jakarta ainda pela manhã.
Próximo capítulo: As minhas aventuras em Jakarta: a capital.
Assinar:
Postagens (Atom)





