Dili, 10 de dezembro de 2009
Chegamos aqui no dia 19 de outubro, fizemos todas as recomendações passadas pela CAPES quando ainda estavamos no Brasil, fomos a embaixada preencher os formulários para obter a ID, até o momento ainda não esta pronta (recebemos em janeiro/2010).
Abrimos a conta bancária no Mandiri Bank, escolhemos este banco por não cobrar tantas taxas para a movimentação da conta. Este banco é indonesio, mas aqui há outros como o ANZ, a Caixa Geral de Depósitos e o Banco Central.
No terceiro dia em Timor Leste já estavamos de saco cheio de não fazer nada, já tinhamos saido do hotel na qual a embaixada havia feito a nossa reserva e tinhamos uma moradia fixa por um mês, o hotel de container.
Moradia resolvida, já sabiamos alguns lugares para comer, então fomos a procura o nosso lugar de trabalho, pobres mortais ingênuos de conhecimento timorense, digo isso porque nos apresentamos ao responsável pelo Instituto de Formação, pessoa muito atenciosa, que nos apresentou ao coordenador pedagogico e este nos mostrou o lugar de trabalho, laboratório, salas e a sala do programa na qual pertenciamos.
Após esta conversa e as apresentações e como já estavamos prontos para trabalhar perguntamos quando podiamos começar, pobres mortais despovidos de conhecimento, o Diretor respondeu que não podiamos começar, afinal o nosso coordenador ainda não estava em Timor. Informou também que estava precisando de professores de língua portuguesa, mas antes de conversar e conhecer o coordenador não podiamos mesmo ir para sala se aula, ahhh pobres mortais desprovidos de conhecimento timorense.
Voltamos para casa, tristes e sem nada para fazer ...
Descobrimos dias depois que seria feito um mês cultural do Brasil, surgiu a brilhante ideia de irmos a embaixada e oferecer ajuda, ao chegarmos na embaixada, ouvimos: Só falo com o coordenador de vocês, mas nem tinhamos dito nada ainda, poxa!! Enfim, conseguimos conversar e aceitaram a nossa ajuda, obaa, temos alguma coisa mais sólida a fazer.
Participamos da organização do mês cultural do Brasil em Timor Leste, três semanas de atividades (31 – 22/11), música, oficina, teatro, jantar, apresentações artisticas, entre outras coisas, como trabalhavamos o dia todo para esta organização quando voltavamos para casa para tomar banho e ver as apresentações já estavamos cansados e nem iamos, alias, eu fui em pouca apresentação e vi poucas oficinas, acabei nem tirando muitas fotos.
Finalmente o tão esperado coordenador chegou, a pessoa mais, mais solicitada em alguns encontros, em três dias organizou toda a nossa vida. Uma semana depois de sua chegada já estavamos organizando plano de curso, plano de aula, reuniões, reuniões, reuniões ... quase todos os dias reuniões, para quem já estava um mês sem fazer nada, alias, apenas conhecendo o lugar e aprendendo sobre a cultura local, finalmente trabalho.
Oficialmente começamos a trabalhar no dia 30 de novembro, olha que coisa boa, o primeiro dia letivo de aula foi um coquetel de abertura do Bacharelato no horário da aula, apresentações, discurso, fala um, fala outro, e assim foi até a nossa vez, pois é, era a terceira vez que me apresentava aos mesmos professores, mas tudo bem, estamos aqui para isso, - Bom dia a todos professores e diretores, meu nome é Juliana, sou professora de Língua Portuguesa, é um prazer estar em Timor Leste e será ótimo trabalhar com vocês, obrigada – e essa foi a minha apresentação.
A primeira semana de trabalho da Língua portuguesa foi para observar os colegas em sala e elaborar um relatório de observação, com metodologia utilizada, questões linguísticas e finalmente o que poderia ser melhorado em relação a comunicação com os professores timorenses. Feito isso, mais reunião, preparação de aula, planejamento de curso, e mais material.
Finalmente a sala de aula ... aluno é aluno em qualquer lugar ...
O espaço fisico para estes cursos de Bacharelato se localiza em Vila Verde, depois do Obrigado barak e próximo ao Matadouro, também pode ser conhecido por SEFOPE, mas chamamos de Instituto de Formação de Professores.
Este Instituto de Formação me lembra muito aquela música assim “era uma casa muito engraçada...”, lá sempre falta energia, as janelas estão podres, torneira com água eu nunca vi, e banheiro em condições de uso também não, alguns professores ficam alojados lá, se para nós não tem uma condição de trabalho imagine para estas pessoas que dormem lá durante a semana.
Meus alunos tem um bom nível de conhecimento em Língua portuguesa, no entanto, muita dificuldade de compreensão textual, mas vejo isso como uma má alfabetização e não como uma falha no aprendizado da língua oficial. Estamos caminhando bem ... e vejo que o nosso curso não esta fadado ao fracasso.
Estamos de férias agora, voltamos a trabalhar no dia 04 de janeiro ... Vou aproveitar este momento e viajar para Indonesia ...
Semanas depois ...
Já voltei da Indonesia e tive uma surpresa, fui removida da disciplina de quimica e mandada para a disciplina de Biologia, agora tenho 14 alunos, que são de vários Distritos.
As aulas são intrigantes, nunca sei até onde posso ir e nem que ponto posso puxar o conteúdo, até agora não ouvi nenhuma reclamação de que esta dificil ou coisas deste tipo, o que vejo e percebo é a vontade de aprender que estas pessoas tem. Os alunos que não são de Dili chegam na segunda feira e só voltam para suas casas na sexta ou sabado, ficam longe da familia, muitas vezes em casas de parentes ou alojados no Instituto.
Os que ficam no Instituto reclamam da estrutura, mas infelizmente não podemos fazer nada, apenas lamentar e ajudar a reclamar, principalmente pela falta de estrutura de trabalho.
Assim que o coordenador me mudou de turma percebi uma vantagem, na quimica tinha 1hora de aula todos os dias, já na biologia tenho 4horas em apenas um período, no mês de fevereiro vou trabalhar 8horas por semana, dividido em uma manhã e uma tarde.
No entanto deixando o trabalho da cooperação de lado, temos outro serviço pela embaixada, Eu, Aline, Fabio e Aurelio (a mesma equipe do mês cultural), fomos convidados e convocados a ajudar na organização do carnval em Timor Leste.
Desde o primeiro momento já tinhamos decido que não seria um carnaval brasileiro e nem para brasileiro em Timor, seria um carnaval timorense e este já existia antes da invasão da Indonesia, então teriamos que recuperar o carnaval.
Na semana passada fomos a uma reunião com o ministério do turismo, transporte, financeiro, empresarias, e demais, ver como estava esta organização, ficamos surpresos, já sabiamos que seria um carnaval nacional, ou seja, que os 13 distritos de Timor estariam reunidos, mas não imaginavamos que eles estavam levando a serio esta ideia, e realmente estão. São 13 distritos, vao trazer em torno de 2.000 pessoas, ta mas isso nem é muita gente, mas para o Timor é, pois precisam alojar e alimentar todo esse povo. Por enquanto só tem lugar para 80 pessoas dormirem, mas isso não é problema nosso, vamos cuidar apenas do baile e das apresentações no ginasio, as questões burocraticas eles resolvem.
O carnaval vai acontecer em 2 dias (19 e 20), haverá 1 baile de fantasias com mascaras e apresentações tipicas de cada local, no dia seguinte será o cortejo de 10km que sai do farol passa por quase toda a orla e vai para o ginasio, aonde ocorre o segundo baile com uma banda brasileira que mora na Australia (só quero ver), haverá concurso de rei momo.
Vejo que as coisas estão bem organizadas por eles e sinto que eles querem fazer com que este carnaval seja realmente para renovar e recuperar o carnaval neste pais lusofono.
Vou continuar trabalhando para que isso aconteça, mas há quase uma semana estou ausente das reuniões, estou com dengue e preciso fazer repouso.
A dengue ou Susuk será outro capitulo desta narrativa.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Timor Lorosae
O dia 05 de janeiro consegui finalmente a minha independencia, comprei uma moto, não foi muito dificil fazer isso, fui na véspera olhei o preço, considerando que todas que tinham lá eram iguais, nem tive dúvida de qual cor eu queria, pois já tinha decido qual seria, neste dia passei no banco saquei o dinheiro, no dia seguinte, pela manhã fui a loja, entreguei o dinheiro e a moto já era minha, mas com um detalhe, um amigo (Anderson) foi comigo para trazer o veiculo para a minha casa, não ia sair da loja pilotando a minha moto neste transito caotico.
Dei as primeiras voltas aqui no espaço próximo a minha casa, passei parte do dia fazendo isso, durante a noite fui dar uma volta pela cidade, mas ainda não tinha a segurança de ir sozinha, o Alan (fiquei surpresa com sua atitude) me acompanhou com a moto dele, fiz isso por duas noites, e durante o dia continuava tentando fazer o 8 no mesmo espaço.
No terceiro dia de liberdade me aventurei a ir no posto abastecer, nossa que maravilha, com 3contos enchi o tanque, os dias continuaram com as minhas voltas no quintal e me aventurava indo à lugares próximos.
Uma semana depois fui me informar no departamento de transito sobre o que precisava para tirar a carta permissão (habilitação timorense), após esta informação, fui ao hospital fazer os exames médicos, otimo, já podia voltar para o departamento de transito.
Tudo aqui é preciso esperar, como já era umas 2 horas da tarde me mandaram voltar no outro dia as 8 da manhã, para que não me mandassem voltar outro dia cheguei exatamente as 8!! Engraçado, me mandaram voltar com a minha moto, e eu teria que fazer o teste com o meu veiculo.
O lugar da prova fica em torno de 20 km da cidade, montanha a dentro, meu Deus, não fazia ideia de como chegar neste lugar e no departamento não tinha ninguém para me acompanhar, por sorte um timorense que estava indo fazer o teste disse que eu poderia segui-lo, otimo, problema resolvido.
Neste dia estava uma manhã triste com cara de chuva as 09 horas da manhã, e o horário da chuva se confirmou. O timorense na frente de carro e eu o seguindo com a minha moto, chuva, chuva, chuva ... montanha, montanha, desfiladeiro, não sabia se olhava para frente e me focava no caminho ou se olhava pro desfiladeiro e sentia medo do que poderia acontecer comigo, mas tudo bem, finalmente cheguei, detalhe minha motinha subiu alguns trechos a 20km e por mais que eu tentasse acelerar não saia dos 20km, finalmente cheguei e entendi qual era o interesse do timorense comigo, ele precisava fazer o teste de moto tambem, mas não tinha a moto, por fim emprestei a minha.
Fiz o teste depois dele, pois precisava ver como era, não tinha entendido a explicação em tetum, finalmente a minha vez, fiz o contorno nos pneus, fiz uma vez o oito e quando estava quase colocando o pé no chão comecei a cantar “olha que coisa mais linda, não coloque o pé no chão, mais cheia de graça ...”, terminei o oito, precisava agora fazer o zero e foi a mesma história, continuei cantando, o timorense gritava “fica calma, precisa ter calma” e o instrutor louco para reprovar a ‘malae bulak’ (estrangeiro doido) que cantava na hora da prova, ufa, acabou, e fui aprovada, quando desci da moto tremia muito!!! Recebi os parabens da minha torcida de uma pessoa só.
Mas esqueci de dizer que perguntei ao instrutor se podia colocar o pé no chão, com toda paciencia ele respondeu “sim, se colocar reprova”. Teste terminado recebia a orientação que precisava ir ao departamento de transito no dia seguinte às 9h. Fiquei esperando meu guia terminar a prova de careta (carro) para poder voltar para Dili. A volta foi mais tranquila e já não chovia.
No dia seguinte as 9h estava eu no departamento de novo, causei uma imensa confusão. O instrutor veio me explicar que tinha o teste de percurso pela cidade, mas que era para eu esperar, já estou mesmo acostumada a esperar, estacionei a moto na sombra, sentei, esperei uns 40 minutos, quando o grupo do teste voltou, o instrutor novamente veio falar comigo, disse que eu precisava continuar esperando e pagar, continuei esperando, ate que um outro funcionario veio perguntar se eu já tinha feito o teste, disse que não e que estava esperando, a confusao comecou ai, vou organizar em dialogos para ficar mais facil.
(chefe do departamento) - senhora, já fez o teste?
(EU) - não, estou esperando, senhor instrutor disse para eu esperar que ia fazer depois.
(chefe do departamento) - ah, senhora, agora não tem mais teste, volta as 13h.
(EU) - não posso voltar as 13horas, tenho servico (justo o único dia da semana que trabalho), estou aqui desde as 8h 50min. Esperando e não vou fazer a prova, quero fazer agora!!!
(chefe do departamento) - Espera.
Continuei esperando ... outras pessoas falaram comigo ate que ... o instrutor me chamou em um canto ...
(instrutor) Senhora, não disse para senhora que era só esperar e pagar?
(EU) sim, disse.
(instrutor) – então porque foi falar ao meu chefe que não tinha feito a prova? Eu já aprovei a senhora, não vai precisar fazer o percurso em Dili, só precisa pagar agora.
Neste momento minha cara foi no chão e eu só conseguia perguntar se ele teve problemas e pedir desculpas.
Depois desta confusao toda o que me restou foi tentar conserta-la. O chefe do departamento veio dizer que eu ia fazer a prova com outro instrutor, mas foi falando e eu fui seguindo-o rumo a minha moto, quando ele parou e perguntou:
(chefe do departamento) – Todos aqui estão dizendo que a senhora já fez o teste, fez ou não fez?
(EU) – fiz, mas não tem outro? Pensei que teria que fazer mais um.
(chefe do departamento) – Não senhora, precisa apenas esperar e pagar, tirar cópias e por ultimo tirar foto.
Tirei quantas copias pediram, fiz tudo que falaram, mas agora com um pouco mais de atenção e no fim o ultimo processo é a foto e justo com o chefe de departamento.
(chefe do departamento) – Senta aqui.
Sentei, tirei a primeira foto, não gostei, pedi para que tirasse outra, fiz isso duas vezes, mas percebi que ele já estava ficando irritado comigo. Na terceira deixei que ficasse aquela mesmo, já que não estava mudando muita coisa.
As ultimas palavras do chefe de departamento foi “agora senhora já tem carta permissão, vai para casa e aparece aqui só no dia 26 de agosto para pegar o cartão, não precisa voltar antes e não quero mais te ver. Bom serviço para senhora”.
Será que eu causei tanta confusão assim?
Bom, sai de lá e passei no hotel Timor para tomar uma coca – cola, agora já tinha o papel que me autorizava a pilotar podia ir pra onde pretendesse.
Na parte do café tinha 2 policiais do transito e eu não podia perder a oportunidade de falar que eu TENHO carta permissão, e fiz isso, fui puxando assunto, perguntei sobre as multas, os valores ... ate que eles me perguntaram se eu tinha a carta, kkkk, tirei da carteira e mostrei, e ainda disse que tinha acabado de ir lá buscar, hehehehehhe, depois o policial me ligou a noite para tomar cerveja, eu não fui não!!!
Só fui a praia dois dias depois com a moto.
O dia 05 de janeiro consegui finalmente a minha independencia, comprei uma moto, não foi muito dificil fazer isso, fui na véspera olhei o preço, considerando que todas que tinham lá eram iguais, nem tive dúvida de qual cor eu queria, pois já tinha decido qual seria, neste dia passei no banco saquei o dinheiro, no dia seguinte, pela manhã fui a loja, entreguei o dinheiro e a moto já era minha, mas com um detalhe, um amigo (Anderson) foi comigo para trazer o veiculo para a minha casa, não ia sair da loja pilotando a minha moto neste transito caotico.
Dei as primeiras voltas aqui no espaço próximo a minha casa, passei parte do dia fazendo isso, durante a noite fui dar uma volta pela cidade, mas ainda não tinha a segurança de ir sozinha, o Alan (fiquei surpresa com sua atitude) me acompanhou com a moto dele, fiz isso por duas noites, e durante o dia continuava tentando fazer o 8 no mesmo espaço.
No terceiro dia de liberdade me aventurei a ir no posto abastecer, nossa que maravilha, com 3contos enchi o tanque, os dias continuaram com as minhas voltas no quintal e me aventurava indo à lugares próximos.
Uma semana depois fui me informar no departamento de transito sobre o que precisava para tirar a carta permissão (habilitação timorense), após esta informação, fui ao hospital fazer os exames médicos, otimo, já podia voltar para o departamento de transito.
Tudo aqui é preciso esperar, como já era umas 2 horas da tarde me mandaram voltar no outro dia as 8 da manhã, para que não me mandassem voltar outro dia cheguei exatamente as 8!! Engraçado, me mandaram voltar com a minha moto, e eu teria que fazer o teste com o meu veiculo.
O lugar da prova fica em torno de 20 km da cidade, montanha a dentro, meu Deus, não fazia ideia de como chegar neste lugar e no departamento não tinha ninguém para me acompanhar, por sorte um timorense que estava indo fazer o teste disse que eu poderia segui-lo, otimo, problema resolvido.
Neste dia estava uma manhã triste com cara de chuva as 09 horas da manhã, e o horário da chuva se confirmou. O timorense na frente de carro e eu o seguindo com a minha moto, chuva, chuva, chuva ... montanha, montanha, desfiladeiro, não sabia se olhava para frente e me focava no caminho ou se olhava pro desfiladeiro e sentia medo do que poderia acontecer comigo, mas tudo bem, finalmente cheguei, detalhe minha motinha subiu alguns trechos a 20km e por mais que eu tentasse acelerar não saia dos 20km, finalmente cheguei e entendi qual era o interesse do timorense comigo, ele precisava fazer o teste de moto tambem, mas não tinha a moto, por fim emprestei a minha.
Fiz o teste depois dele, pois precisava ver como era, não tinha entendido a explicação em tetum, finalmente a minha vez, fiz o contorno nos pneus, fiz uma vez o oito e quando estava quase colocando o pé no chão comecei a cantar “olha que coisa mais linda, não coloque o pé no chão, mais cheia de graça ...”, terminei o oito, precisava agora fazer o zero e foi a mesma história, continuei cantando, o timorense gritava “fica calma, precisa ter calma” e o instrutor louco para reprovar a ‘malae bulak’ (estrangeiro doido) que cantava na hora da prova, ufa, acabou, e fui aprovada, quando desci da moto tremia muito!!! Recebi os parabens da minha torcida de uma pessoa só.
Mas esqueci de dizer que perguntei ao instrutor se podia colocar o pé no chão, com toda paciencia ele respondeu “sim, se colocar reprova”. Teste terminado recebia a orientação que precisava ir ao departamento de transito no dia seguinte às 9h. Fiquei esperando meu guia terminar a prova de careta (carro) para poder voltar para Dili. A volta foi mais tranquila e já não chovia.
No dia seguinte as 9h estava eu no departamento de novo, causei uma imensa confusão. O instrutor veio me explicar que tinha o teste de percurso pela cidade, mas que era para eu esperar, já estou mesmo acostumada a esperar, estacionei a moto na sombra, sentei, esperei uns 40 minutos, quando o grupo do teste voltou, o instrutor novamente veio falar comigo, disse que eu precisava continuar esperando e pagar, continuei esperando, ate que um outro funcionario veio perguntar se eu já tinha feito o teste, disse que não e que estava esperando, a confusao comecou ai, vou organizar em dialogos para ficar mais facil.
(chefe do departamento) - senhora, já fez o teste?
(EU) - não, estou esperando, senhor instrutor disse para eu esperar que ia fazer depois.
(chefe do departamento) - ah, senhora, agora não tem mais teste, volta as 13h.
(EU) - não posso voltar as 13horas, tenho servico (justo o único dia da semana que trabalho), estou aqui desde as 8h 50min. Esperando e não vou fazer a prova, quero fazer agora!!!
(chefe do departamento) - Espera.
Continuei esperando ... outras pessoas falaram comigo ate que ... o instrutor me chamou em um canto ...
(instrutor) Senhora, não disse para senhora que era só esperar e pagar?
(EU) sim, disse.
(instrutor) – então porque foi falar ao meu chefe que não tinha feito a prova? Eu já aprovei a senhora, não vai precisar fazer o percurso em Dili, só precisa pagar agora.
Neste momento minha cara foi no chão e eu só conseguia perguntar se ele teve problemas e pedir desculpas.
Depois desta confusao toda o que me restou foi tentar conserta-la. O chefe do departamento veio dizer que eu ia fazer a prova com outro instrutor, mas foi falando e eu fui seguindo-o rumo a minha moto, quando ele parou e perguntou:
(chefe do departamento) – Todos aqui estão dizendo que a senhora já fez o teste, fez ou não fez?
(EU) – fiz, mas não tem outro? Pensei que teria que fazer mais um.
(chefe do departamento) – Não senhora, precisa apenas esperar e pagar, tirar cópias e por ultimo tirar foto.
Tirei quantas copias pediram, fiz tudo que falaram, mas agora com um pouco mais de atenção e no fim o ultimo processo é a foto e justo com o chefe de departamento.
(chefe do departamento) – Senta aqui.
Sentei, tirei a primeira foto, não gostei, pedi para que tirasse outra, fiz isso duas vezes, mas percebi que ele já estava ficando irritado comigo. Na terceira deixei que ficasse aquela mesmo, já que não estava mudando muita coisa.
As ultimas palavras do chefe de departamento foi “agora senhora já tem carta permissão, vai para casa e aparece aqui só no dia 26 de agosto para pegar o cartão, não precisa voltar antes e não quero mais te ver. Bom serviço para senhora”.
Será que eu causei tanta confusão assim?
Bom, sai de lá e passei no hotel Timor para tomar uma coca – cola, agora já tinha o papel que me autorizava a pilotar podia ir pra onde pretendesse.
Na parte do café tinha 2 policiais do transito e eu não podia perder a oportunidade de falar que eu TENHO carta permissão, e fiz isso, fui puxando assunto, perguntei sobre as multas, os valores ... ate que eles me perguntaram se eu tinha a carta, kkkk, tirei da carteira e mostrei, e ainda disse que tinha acabado de ir lá buscar, hehehehehhe, depois o policial me ligou a noite para tomar cerveja, eu não fui não!!!
Só fui a praia dois dias depois com a moto.
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