Dili, 06 de dezembro de 2009.
Neste domingo quente, acordei as 7horas da madrugada, para ir a Ilha de Jaco, minha primeira viagem em Timor Leste, iamos em 6 pessoas, sendo que 5 iam de kareta e 1 ia de motorizada, mas na hora de alugar o carro na agencia timorense, meu Deus, os alugueis de carro no Brasil até onde sei tem seguro, estranho seria se fosse desta forma aqui em Timor Leste, a concessionária aluga o carro, mas qualquer dano que ocorra o problema é totalmente seu!! Enfim, não alugamos o carro e acabei indo de moto com o Alan. Tenho certeza que se estivesse no Brasil jamais passaria por uma aventura desta.
Veiculo abastecido, mala pronta, café tomado e rumo a estrada,saimos de casa em torno de 8horas da manhã, estrada, estrada, estrada, ..., as rodovias timorenses contornam as montanhas, logo são cheias de curvas, mas quanto mais me afastava de Dili mais tinha a nitida impressão de que realmente estava em Timor Lorosa`e, o Timor que encontramos no google, com casas tipicas, plantações de arroz, ovelhas nas estradas, fazendas de bufalos, coqueiros e mais estrada.
Fiquei muito satisfeita quando passamos pelas vilas ou sub-distritos e, as crianças gritavam enlouquecidas “malae, malae” e corriam para acenar ou esticavam as mãos para tocar nas nossas, sensação esta de filme, inexplicavel com palavras. Com os senhores e senhoras sentados em frente as suas residencias simples, com a expressão no olhar de que estou apenas esperando o tempo passar, sem a preocupação do próximo dia, apenas esperar ... E com um gesto simples com as mãos avisam que estavam nos vendo passar e que desejavam uma boa viagem.
Fizemos várias paradas, a primeira antes de Baucau, em Malatuto, o dono da venda (dificil explicar como são estas vendas, imagine a venda mais simples que já viu em nossas rodovias, estas ainda são de luxo comparado as que tem aqui. Conversamos com o senhor proprietário e algumas crianças que vieram nos tocar, quando partimos o senhor nos disse – boa viagem e ate amanhã-.
Chegamos em Baucau na hora do almoço, fiquei mais uma vez impressionada e ainda era apenas o começo da viagem, a cidade é ótima e não é tão quente quanto Dili, fiquei levemente arrependida de ter reclamado a possibilidade de ir trabalhar lá. Almoçamos, e estrada novamente ... Criação de ovelhas, fazendas de bufalo, terra a espera da época para o inicio da plantação de arroz.
A segunda parada foi antes de Lautem, não sei dizer o nome do lugar, nesta vila os moradores falavam fatuala, mas a funcionária da venda ou a proprietária sabia um pouco de tetum e portugues, com isso pude pedir be = água, novamente as crianças vieram nos cumprimentar.
Nos organizamos para passar a noite em Com, ou melhor, .com, no mapa quando você olha vizualiza um ponto marcando o lugar da cidade, então ficou popularmente conhecida por mim como .com, no entanto quando chegamos neste distrito o dono da unica pousada disse apenas FULL, também tinha um resort (Com international resort) após muitos questionamentos e conversa, conseguimos abrigo na casa de um timorense, mas eu não encarei não, com isso Los Palos era o nosso próximo destino, já estava bem cansada.
Seguindo para Los Palos, a mesma história, as casas, as fazendas, os bufalos ... mais uma parada não muito diferente das anteriores já comentadas, chegamos em Los Palos em torno das 18horas, o único hotel da cidade recebe o nome de Roberto Carlos, a referencia é feita ao jogador. Adorei a água deste hotel, desde de quando sai do Brasil meu cabelo não ficava tão bom, a água de Dili é horrível para os cabelos. Poderia ir sempre para Los Palos só para lavar os cabelos, mas tirando esta parte boa, ainda não tinha terminado o banho, quando acabou a água, em Timor as coisas são assim, quando tem usa logo e rápido, quando não tem melhor sentar e esperar.
No outro dia saimos novamente as 8horas da manhã, pois o mata bicho (café da manhã) só começava a ser servido as 7 horas, de mata bicho comido, seguimos para Tutuala, no meio do caminho mais uma parada e toda aquela narrativa que não vou fazer novamente, chegamos em Tutuala em torno das 11horas, procuramos a pessoa para reservar o almoço e marcar o horário da refeição, o Alan sabe tetum e estava conversando com a dona do restaurante na língua local e comigo em língua portuguesa, praticamente fazendo uma tradução simultanea, eu ainda não tenho dominio na língua, passou um tempo da conversa, a senhora disse que podiamos falar em portugues com ela (a senhora aprendeu portugues na época da invasão indonesia, foi para Portugal refugiada), almoço marcado.
Fomos a procura do barco para nos levar a Ilha de Jaco o lugar esquecido por Deus ou preservado por ele, o barquinho parecia com os de papel que fazia quando era criança, a travessia dura em torno de 10 minutos, finalmente chegamos a tão falada ilha e realmente tenho que concordar, é linda mesmo, tive a oportunidade de usar aqueles snorkle e ver o nemo, bem como outras muitas espécies de peixes, fantastico, não posso deixar de comentar que todas as conchas tinha um hospede, impressionante. Ficamos aproximadamente 3 horas neste lugar, e foi mais que suficiente para cansar os meus olhos de tanta beleza.
Quando se contrata o serviço do barqueiro já deve combinar o horário de volta, marcamos nossa volta para as 2horas e 30 minutos (acabou a bateria da minha máquina, não filmei a volta), voltamos para Tutuala e esperamos pela nossa comida, almoçamos e saimos rumo a Baucau as 16horas, a viagem de volta foi menos cansativa, mas tivemos uma complicação no percurso de volta, já havia escurecido antes de chegarmos em Baucau e não podiamos parar nas vilas para ver se tinha hotel, perderiamos mais tempo e possivelmente uma tentativa inutil de hospedagem, finalmente Baucau às 19 horas.
Em Baucau procuramos o hotel Vitoria para ficar, conseguimos os quartos, mas com uma condição precisavamos sair antes das 8horas da manhã, segundo a proprietaria o hotel estava reservado para uma cooperação portuguesa que chegaria naquele horário. Neste mesmo hotel em Baucau fomos informados pelo proprietário que o hotel serviu como ponto de reunião da cidade para as decisões políticas. Tomei banho de caneca, não tinha água encanada.
Saimos neste horário do hotel e rumo a Dili, com direito a 3 paradas no meio do caminho algumas nos mesmos lugares que paramos na ida, chegamos em Dili perto das 12horas, cansada, com fome, e com dor no joelho esquerdo, deixei as coisas em casa, descansei um pouquinho e fui para praia contar como foi a viagem para os brasileiros que ficaram.
Custo da viagem: $80,00 p/p
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Comunicação ...
Se comunicar com as pessoas nunca é fácil e aqui ainda é pior, a internet custa caro, para ter uma banda larga em casa são $200, 00 por uma conexão de 512k, pois é, com isso aprendi a nunca mais reclamar do valor pago no Brasil. Energia é outro fator complicado, em algumas residencias como já disse anteriormente tem gerador ou contador, outras usam a energia pública, engraçado isso, pois quando acaba a energia acaba até para quem normalmente paga.
Se escrever uma carta, levará muito tempo para chegar, se ligar, pagará quase $1,00 por minuto para falar, a questão da internet é uma lesma net, mas eai? O que eu faço para me comunicar com as pessoas que preciso??
Se escrever uma carta, levará muito tempo para chegar, se ligar, pagará quase $1,00 por minuto para falar, a questão da internet é uma lesma net, mas eai? O que eu faço para me comunicar com as pessoas que preciso??
Correr e gritar ...
Muitas vezes sinto uma imensa vontade de sair gritando rumo as montanhas e tenho a nitida impressão que se eu fizer isso elas vão se abrir e me libertar desta prisão.
Coisas ...
As coisas aqui estão començando a se acertarem, hoje tenho a nitida percepção do que vim fazer aqui, não digo em relação ao meu trabalho pela cooperação da capes, digo como pessoa detentora de um suposto conhecimento e uma visão cultural diferente. Tenho também a nitida percepção de que o meu aprendizado será execelente e voltarei com outras perspectivas e propósitos.
Coisas...
Organização economica ...
As questões economicas no comércio de rua se organizam da seguinte forma: as crianças/adolescentes vendem frutas (manga, banana e abacaxi), pois estes produtos tem um menor valor financeiro, os adultos já lidam com um tipo de produto mais importante como o pulsa (crédito para celular), bem como aparelhos de telemovel ching-ling vendido nas esquinas, as mulheres, com grande participação comercial é quem recolhe pedras na praia para a construção civil, são elas também que carregam a mercadoria comprada, por exemplo a água em grandes galões. Cambada de homem folgado.
As questões economicas no comércio de rua se organizam da seguinte forma: as crianças/adolescentes vendem frutas (manga, banana e abacaxi), pois estes produtos tem um menor valor financeiro, os adultos já lidam com um tipo de produto mais importante como o pulsa (crédito para celular), bem como aparelhos de telemovel ching-ling vendido nas esquinas, as mulheres, com grande participação comercial é quem recolhe pedras na praia para a construção civil, são elas também que carregam a mercadoria comprada, por exemplo a água em grandes galões. Cambada de homem folgado.
domingo, 22 de novembro de 2009
Casa nova
Hoje é o meu primeiro dia na casa nova …
Depois de um mês morando no hotel de cointainer (Ventura hotel), sim, morava em um hotel de lata, você já fechou a geladeira por dentro? … (tempo para pensar) Eu fazia isso todos os dias, pois a temperatura sterna ficava em torno de 40 graus e a interna 18/20 graus, este hotel de certa forma era até razoável, tirando o banheiro que era coletivo, odeioooo. O café da manhã era bom, mas depois de uma semana comendo a mesma coisa todos os dias, já não era mais, o hospede tem duas opções de café, o fried egg ou scrambled egg e fried rice (esse nunca comi, é próximo de uma arroz temperado com ervilha, ovo, milho), arroz no café ninguém merece, tudo isso com suco de laranja e frutas cortadas (banana, mamão, abacaxi), sempre comia o fried egg (ovo frito, pão, manteiga, geléia, suco e frutas). A única vantagem em morar neste hotel era o fato de ter gerador, logo a energia nunca acabava.
Há dois dias que mudei deste hotel e finalmente estou morando em uma casa com quarto, banheiro, cozinha, sala, casa de verdade, mas não temos muita energia elétrica, e isso que causa raiva, considerando que alguns estados brasileiros ficaram certo tempo sem energia imagine você ficar todos os dias meia hora ou mais por dia sem.
Mudamos para cá na sexta feira de manhã, quando cheguei não havia eletricidade e assim foi o resto do dia a oscilação. Ontem foi o maior tempo sem a tal eletricidade acabou em torno das 5 horas da tarde e voltou em torno das 8 horas. Complicado. O vizinho australiano tem gerador e morro de raiva disso, uns com nada, outros com energia, vou sequestrar aquele gerador de madrugada e escondê-lo dentro do meu quarto e não pedirei resgate.
Estava reavaliando tudo que li em relação a energia elétrica produzida aqui em Timor Lorosae e cheguei a seguinte conclusão – a energia aqui produzida aqui não é pela queima de combustível e sim pela queima de madeira -, tudo isso devido as chuvas e até secar a lenha para colocar fogo novamente leva-se muito tempo, por isso a demora no retorno da energia. Devido a isso internet não é tão importante, o primordial é eletricidade.
Na minha casa tem uma bomba d’água, ficamos intrigados, pois a bomba não ligava para abastecer a água do reservatório, apenas hoje dois dias depois que fomos descobrir que não havia água justamente à dois dias, acabou o mistério da bomba e o reservatório, neste período não ficamos sem água, pois no nosso quintal tem um poço (que não abastece a nossa casa) deste poço tem uma torneira e nesta torneira ligamos uma mangueira e fizemos uma `mangueira-gato` , estupidamente util para abastecermos o nosso reservatório. Também temos um pé de carambola.
Ir ao supermercado é algo muito interessante, me senti uma analfabeta, a nossa mesa é chamada de mesa das decisões, e decidimos que eu ia comprar os utensílios domésticos, o Alan o gás e o Aurélio o fogão. Mercado ai vou eu ... com a lista de compras na mão fui ao mercado Jacinto, que sufoco!!! Os produtos a maioria importados e estão em línguas e marcas que desconheço, tanto é que comprei dois produtos de limpeza iguais, o que diferenciava era o tamanho da embalagem, comprei também um jogo de talheres, jurava que naquela embalagem tinha faca de mesa, merda, tinha apenas, colheres de 3 tamanhos e garfos de 3 tamanhos, só fui perceber esse erro gravissimo na hora do jantar que procurei as facas. Acabei não comprando nenhuma panela.
Por enquanto estou apenas lavando a louça e picando as coisas, o Aurelio (não o dicionário) cozinha muito bem e o Alan colabora com as instruções de como manusear o fogão, os fogões aqui tem apenas duas bocas, não tem forno, e diversos tipos de chama, não veio com o manual de instrução, se tivesse o manual o Aurélio com certeza teria lido. O fato de ter uma casa esta me deixando mais tranquila, principalmente por não ter mais que comer em restaurante.
O arroz aqui é engraçado, se cozinhar normalmente (para os padrões brasileiros) fica parecido com uma caca, unidos venceremos perdeu feio para a união deste arroz, o termo mais apropriado seria grudados venceremos, mas conversando com uma colega de cooperação descobrimos que há alguns tipos de arroz que devem ser cozidos no vapor, pois é, esta ai o nosso erro, mas não temos uma panela de vapor ainda, então continuaremos no grudados venceremos.
Fomos ao mercado hoje (fiquei em casa dormindo), comprar carne e legumes em geral, digo, ao mercado e a feira, compramos frango da marca frangosul e também tinha frango perdigão, fiquei tentando calcular quanto tempo esses franguinhos levam para chegar aqui.
Os legumes e verduras foram comprados na feira e como é caro essas coisas, um montinho de batatas, penso que umas 5 batatinhas custa $1.00, mas aprendi que quem converte não se diverte, então não quero nem pensar no quilo da batata em reais, 3 cenouras custou $2.00, o franguinho dito anteriormente $5.50.
A localização da residência também é intrigante o suco chama kuluhun, que vem de kulu = jaca, hum=onde nasce, podemos deduzir como o lugar das jaqueiras, jacas daqui para o mundo. Acredito que se a energia fosse normal aqui, na entrada para a minha casa teria um portão elétrico, mas com tantas complicações melhor que não tenha mesmo, aqui parece um condomínio fechado (caso tivesse portão) e a saida é em frente ao canal ou arroio, estou anciosa com a chegada das chuvas, pois este canal vai encher e vai ficar muito parecido com a marginal, principalmente por causa do lixo que tem dentro dele, e novamente vou morar proximo da marginal, só não terei aquela maravilhosa vista de S ão Paulo.
Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada, ninguém podia entrar nela não, porque na casa não tinha chão ... e assim é a minha casa.
Depois de um mês morando no hotel de cointainer (Ventura hotel), sim, morava em um hotel de lata, você já fechou a geladeira por dentro? … (tempo para pensar) Eu fazia isso todos os dias, pois a temperatura sterna ficava em torno de 40 graus e a interna 18/20 graus, este hotel de certa forma era até razoável, tirando o banheiro que era coletivo, odeioooo. O café da manhã era bom, mas depois de uma semana comendo a mesma coisa todos os dias, já não era mais, o hospede tem duas opções de café, o fried egg ou scrambled egg e fried rice (esse nunca comi, é próximo de uma arroz temperado com ervilha, ovo, milho), arroz no café ninguém merece, tudo isso com suco de laranja e frutas cortadas (banana, mamão, abacaxi), sempre comia o fried egg (ovo frito, pão, manteiga, geléia, suco e frutas). A única vantagem em morar neste hotel era o fato de ter gerador, logo a energia nunca acabava.
Há dois dias que mudei deste hotel e finalmente estou morando em uma casa com quarto, banheiro, cozinha, sala, casa de verdade, mas não temos muita energia elétrica, e isso que causa raiva, considerando que alguns estados brasileiros ficaram certo tempo sem energia imagine você ficar todos os dias meia hora ou mais por dia sem.
Mudamos para cá na sexta feira de manhã, quando cheguei não havia eletricidade e assim foi o resto do dia a oscilação. Ontem foi o maior tempo sem a tal eletricidade acabou em torno das 5 horas da tarde e voltou em torno das 8 horas. Complicado. O vizinho australiano tem gerador e morro de raiva disso, uns com nada, outros com energia, vou sequestrar aquele gerador de madrugada e escondê-lo dentro do meu quarto e não pedirei resgate.
Estava reavaliando tudo que li em relação a energia elétrica produzida aqui em Timor Lorosae e cheguei a seguinte conclusão – a energia aqui produzida aqui não é pela queima de combustível e sim pela queima de madeira -, tudo isso devido as chuvas e até secar a lenha para colocar fogo novamente leva-se muito tempo, por isso a demora no retorno da energia. Devido a isso internet não é tão importante, o primordial é eletricidade.
Na minha casa tem uma bomba d’água, ficamos intrigados, pois a bomba não ligava para abastecer a água do reservatório, apenas hoje dois dias depois que fomos descobrir que não havia água justamente à dois dias, acabou o mistério da bomba e o reservatório, neste período não ficamos sem água, pois no nosso quintal tem um poço (que não abastece a nossa casa) deste poço tem uma torneira e nesta torneira ligamos uma mangueira e fizemos uma `mangueira-gato` , estupidamente util para abastecermos o nosso reservatório. Também temos um pé de carambola.
Ir ao supermercado é algo muito interessante, me senti uma analfabeta, a nossa mesa é chamada de mesa das decisões, e decidimos que eu ia comprar os utensílios domésticos, o Alan o gás e o Aurélio o fogão. Mercado ai vou eu ... com a lista de compras na mão fui ao mercado Jacinto, que sufoco!!! Os produtos a maioria importados e estão em línguas e marcas que desconheço, tanto é que comprei dois produtos de limpeza iguais, o que diferenciava era o tamanho da embalagem, comprei também um jogo de talheres, jurava que naquela embalagem tinha faca de mesa, merda, tinha apenas, colheres de 3 tamanhos e garfos de 3 tamanhos, só fui perceber esse erro gravissimo na hora do jantar que procurei as facas. Acabei não comprando nenhuma panela.
Por enquanto estou apenas lavando a louça e picando as coisas, o Aurelio (não o dicionário) cozinha muito bem e o Alan colabora com as instruções de como manusear o fogão, os fogões aqui tem apenas duas bocas, não tem forno, e diversos tipos de chama, não veio com o manual de instrução, se tivesse o manual o Aurélio com certeza teria lido. O fato de ter uma casa esta me deixando mais tranquila, principalmente por não ter mais que comer em restaurante.
O arroz aqui é engraçado, se cozinhar normalmente (para os padrões brasileiros) fica parecido com uma caca, unidos venceremos perdeu feio para a união deste arroz, o termo mais apropriado seria grudados venceremos, mas conversando com uma colega de cooperação descobrimos que há alguns tipos de arroz que devem ser cozidos no vapor, pois é, esta ai o nosso erro, mas não temos uma panela de vapor ainda, então continuaremos no grudados venceremos.
Fomos ao mercado hoje (fiquei em casa dormindo), comprar carne e legumes em geral, digo, ao mercado e a feira, compramos frango da marca frangosul e também tinha frango perdigão, fiquei tentando calcular quanto tempo esses franguinhos levam para chegar aqui.
Os legumes e verduras foram comprados na feira e como é caro essas coisas, um montinho de batatas, penso que umas 5 batatinhas custa $1.00, mas aprendi que quem converte não se diverte, então não quero nem pensar no quilo da batata em reais, 3 cenouras custou $2.00, o franguinho dito anteriormente $5.50.
A localização da residência também é intrigante o suco chama kuluhun, que vem de kulu = jaca, hum=onde nasce, podemos deduzir como o lugar das jaqueiras, jacas daqui para o mundo. Acredito que se a energia fosse normal aqui, na entrada para a minha casa teria um portão elétrico, mas com tantas complicações melhor que não tenha mesmo, aqui parece um condomínio fechado (caso tivesse portão) e a saida é em frente ao canal ou arroio, estou anciosa com a chegada das chuvas, pois este canal vai encher e vai ficar muito parecido com a marginal, principalmente por causa do lixo que tem dentro dele, e novamente vou morar proximo da marginal, só não terei aquela maravilhosa vista de S ão Paulo.
Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada, ninguém podia entrar nela não, porque na casa não tinha chão ... e assim é a minha casa.
sábado, 14 de novembro de 2009
Um pouco mais ... emocionante
Aqui também tem palmeiras, mas esqueceram de importar o sabiá, as unicas aves que gorgeiam são os galos quando no sol a raiar (o resto do dia também, penso que eles são levemente desregulados), tudo bem, tem mais pássaros por aqui (estranho seria se não tivesse), mas o que mais me impressiona é o tamanho dos pássaros, pois são bem pequenos comparados aos nossos, acredito já ter visto um pardal, mas devido ao tamanho não tenho certeza.
Nesta terra tem bananas, muito estranha elas são, tem umas que são com a cor rosa e outras amarelas, todas são parecidas com bananas maçã, mas o doce da fruta não é tão doce assim, da mesma forma que o açúcar não é doce e o sal não é salgado, estranho isso, é como se não colocasse ‘nada’ para salgar a comida. Os alimentos mais consumidos pelos timorenses são arroz ou batatas e vegetais, os vegetais normalmente são cozidos e o arroz tem um cheiro estanho, tem também um bolinho frito, não sei como chama, e tem um gosto estranho e horrível.
Já pude perceber que feriados tem de sobra aqui, finados são dois dias (1 e 2), mas tem mais 2 dias (3 e 4) que são pontos facultativos, dia 12 de novembro é feriado do massacre de santa cruz, 27 de novembro e 08 de dezembro são feriados também, mas não sei do que.
Sobre o massacre, ficaram dois dias falando que não era pra ir, porque era perigoso, porque eles não gostavam de malaes (= a gringo), e que iam jogar pedras, ignoramos todos estes comentários coloquei meu boné da seleção brasileira e formos ao cemitério ver as homenagens, os discursos politicos (Xanana e Ramos Horta), as manifestações, e não tivemos problema algum, muito pelo contrario, conforme passavamos ouviamos "malae brasileiro" e sorrisos, mas o que me deixou impressionada foi a noite, os timorenses enfeitam as ruas com velas, formando frases, desenhos, caminhos, enfim, mas fiquei muito apavorada neste dias, estavamos caminhando rumo ao motion (lugar da balada na quinta feira), quando nos deparamos com um grupo que bebia e festejava em volta de um latão de metal com fogo, quando de repente, atiram uma lata de aluminio, 5 segundos depois arremessaram uma pedra no portão ao nosso lado, que susto, vi aquela pedra passando no meu nariz, não podiamos correr, pois se correr demonstriamos medo, o que fazer? Continuar andando. Ufa acabou o sufoco … finalmente saimos daquela rua, ninguem nos seguiu, mas isso foi o suficiente para acabar com a noite.
Na sexta fui jantar na praia, em um restaurante tailandes, muito bom por sinal, depois da janta fomos a praia areia branca, pois a mare estava alta, praticamente tocando os nossos pés que relaxavam na areia fina e branca daquele maravilhoso lugar. Sentados a quase 5 minutos e discutindo sobre mares, chegam uns policiais com as lanternas nos nossos rostos, engraçado foi meu comentário – estou sem o passaporte, fudeu!! – Os policiais, muito simpáticos, sem pedir documento algum, perguntou há quanto tempo estavamos ali, e se não tinhamos visto nenhum crocodilo. Caralho!!!! Estava tirando foto e imagine se na minha foto sai um croco ao meu lado! Eu chapo!!!! Mas voltando, os policiais pediram para que nos retirassemos do lugar, fui embora, triste, sem ver o crocodilo!!!
Nesta terra tem bananas, muito estranha elas são, tem umas que são com a cor rosa e outras amarelas, todas são parecidas com bananas maçã, mas o doce da fruta não é tão doce assim, da mesma forma que o açúcar não é doce e o sal não é salgado, estranho isso, é como se não colocasse ‘nada’ para salgar a comida. Os alimentos mais consumidos pelos timorenses são arroz ou batatas e vegetais, os vegetais normalmente são cozidos e o arroz tem um cheiro estanho, tem também um bolinho frito, não sei como chama, e tem um gosto estranho e horrível.
Já pude perceber que feriados tem de sobra aqui, finados são dois dias (1 e 2), mas tem mais 2 dias (3 e 4) que são pontos facultativos, dia 12 de novembro é feriado do massacre de santa cruz, 27 de novembro e 08 de dezembro são feriados também, mas não sei do que.
Sobre o massacre, ficaram dois dias falando que não era pra ir, porque era perigoso, porque eles não gostavam de malaes (= a gringo), e que iam jogar pedras, ignoramos todos estes comentários coloquei meu boné da seleção brasileira e formos ao cemitério ver as homenagens, os discursos politicos (Xanana e Ramos Horta), as manifestações, e não tivemos problema algum, muito pelo contrario, conforme passavamos ouviamos "malae brasileiro" e sorrisos, mas o que me deixou impressionada foi a noite, os timorenses enfeitam as ruas com velas, formando frases, desenhos, caminhos, enfim, mas fiquei muito apavorada neste dias, estavamos caminhando rumo ao motion (lugar da balada na quinta feira), quando nos deparamos com um grupo que bebia e festejava em volta de um latão de metal com fogo, quando de repente, atiram uma lata de aluminio, 5 segundos depois arremessaram uma pedra no portão ao nosso lado, que susto, vi aquela pedra passando no meu nariz, não podiamos correr, pois se correr demonstriamos medo, o que fazer? Continuar andando. Ufa acabou o sufoco … finalmente saimos daquela rua, ninguem nos seguiu, mas isso foi o suficiente para acabar com a noite.
Na sexta fui jantar na praia, em um restaurante tailandes, muito bom por sinal, depois da janta fomos a praia areia branca, pois a mare estava alta, praticamente tocando os nossos pés que relaxavam na areia fina e branca daquele maravilhoso lugar. Sentados a quase 5 minutos e discutindo sobre mares, chegam uns policiais com as lanternas nos nossos rostos, engraçado foi meu comentário – estou sem o passaporte, fudeu!! – Os policiais, muito simpáticos, sem pedir documento algum, perguntou há quanto tempo estavamos ali, e se não tinhamos visto nenhum crocodilo. Caralho!!!! Estava tirando foto e imagine se na minha foto sai um croco ao meu lado! Eu chapo!!!! Mas voltando, os policiais pediram para que nos retirassemos do lugar, fui embora, triste, sem ver o crocodilo!!!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Timor Leste – primeiras impressões
Como é estar do outro lado do mundo? Em mares nunca dantes navegados? Ainda podemos usar esta frase para esboçar exemplos de navegação? Acredito que não, pois nem por aguas eu vim, fiquei me questionando um bom tempo a cerca de quanto tempo levaria para chegar neste fim de mundo por aguas, já que pelos ares a viagem já é bem cansativa e longa. Quantas noites os portugueses perderam para descobrir a ilha que serviu como porto em suas expedições?
Há algum destino mais longe do que Timor Leste? Considerando que a base ou o ponto de referência é o Brasil? Acredito que não também.
Ah Timor Leste, povo muito amistoso, com características peculiares de uma nação em transformações politicas e resistências culturais, por meio da linguagem é que temos a real noção de quanta diversidade há nesse povo, falam portugues – lingual official –; tétun – língua de maior abrangência em Dili - com base portuguesa -; há 15 línguas locais – normalmente usada em vilarejos e há línguas malaias em sua variedade Indonésia, muitas vezes chamada de bahasa que significa língua ou bahasa indonésia, também há o inglês – língua de contato no comércio, mas oficialmente as negociações importantes acontecem em bahasa, não posso deixar de citar que muitas vezes não falam língua nenhuma, devido a mistura de todas, no ambiente de comunicação, para que o ato de compreensão se realize entre os falantes.
Em relação as cidades, entendi até o momento que são dividas em distritos, sub-distritos e sucos, todos estes com representantes políticos, os chefes de sucos são como os representantes de bairros e é a ele que o povo deve se reportar, caso aconteça alguma desavença com o vizinho o que o chefe de suco decide é praticamente lei. Aqui também tem a ideia de que os mais velhos tem sempre razão, mas com uma diferença, eles têm sempre razão e ponto.
Tomar banho de canal quando a maré encher, engraçado isso, mas o esgoto da cidade se organiza em valas e corre céu aberto, quando há uma grande concentração de material orgânico em um determinado local, este logo vira área de cultivo de “kanko” (não tenho certeza de como se escreve), sei que é uma planta verde, parecida com o nosso espinafre, que normalmente aparece nos pratos discretamente de maneira refogada, no primeiro dia que estava aqui, não sabiamos aonde almoçar e acabamos comendo em um restaurante bakso – restaurante indonésio – acabei comendo essa plantinha, fiquei sabendo a origem dela dois dias depois, quando os conhecidos brasileiros nos apresentou a plantação da criatura, mas não fez mal. ufa!!!
De dezembro a janeiro é a época das chuvas aqui, quero ver como vai ficar esse esgoto, já sei que é complicado para sair de casa, pois enche, alaga e as ruas não recebem muito asfalto, logo, cria-se uma intensa lama ou uma lama esgoto, vamos aguardar...
Quando estava no Brasil, comprei uma lanterna, mas pensando na necessidade de nunca ter que usá-la, mas este acessório foi muito util e valeu o investimento, pois queda de energia é constante, alguns lugares desligam a energia na hora do almoço, para economizar. A energia produzida aqui até onde sei é feita com a queima de petróleo. Nas instituições públicas, privadas, hoteis e algumas casas, há geradores, a iluminação pública é pouca, apenas nas vias principais, afinal precisam economizar energia para as luzes de natal.
A principal região de comércio na cidade é chamada de Colmera, semelhante a Santa, lá encontra-se tudo ou quase tudo que precisa, como adaptadores de tomada, há também dois grandes mercados, mercados de rua, como a 25 de março, um próximo ao Mercado Lama – Antigo Mercado Municipal-, outro próximo a igreja de Balide, no suco de Balide. Lá podemos encontrar roupas novas e usadas por $0,50.
Vale a pena mencionar que todo timorense quer ser taxista e que a corrida para qualquer lugar não muito distante custa $1.00, a velocidade não passa de 20km, mas tudo depende de como foi combinado antes, pois somos estrangeiros e a impressão que passamos é que temos dinheiro. Dentro das caretas –carros- tem sempre algum acessório (espanador, desodorizador, puta que pariu nas laterais em formato de coração, etc.), os para-brisas são como um tipo de adesivo, para proteger do sol, e sempre personalizados “stalone”;”che-guevara”; “bob-marley”, enfim, para todos os tipos e gosto, particularmente prefiro pegar o “stalone”. Aqui você pode comprar um Honda por $2.500 contos, um pagero Jr. por $4.000,00 e uma bicicleta por $100,00.
Há também o meio de transporte mais usado por eles, é chamado de mikrolet, custa em torno de $0.25, a corrida, mas tem timorense até grudado no pneu de tão cheio que fica, a mão aqui é britânica, ainda tenho a impressão de que vai bater, e as rotatórias são ora chamadas de rótulas, ora de rotunda, ora de rotatória mesmo. Os motoristas por algum motivo ainda não compreendido adoram buzinas, para dirigir aqui você precisa somente ter buzina, carro e não sair dos 20km.
O calor é insuportável, ar condicionado aqui não é artigo de luxo, é real, no entanto quando cai a tempertura para uns 30graus os nativos usam moleton, e pela manhã sempre com roupa de inverno, particularmente eles adoram o verão e na casa de um timorense nunca tem ar condicionado, carro com ar condionado pode até ter, mas tenho certeza de que nunca foi utilizado. Outro dia coloquei meu termometro no sol, marcou 50 graus, será isso calor? Acredito que até no inferno é mais agradável.
Outra região comercial em Dili é uma parte da praia, onde localiza-se os vendedores de peixes, e consequentemente o Mercado de peixe e a feira de frutos, mas a praia raramente é usada como lazer e quando é o trage de banho é a roupa do corpo mesmo, biquini? Esqueci de trazer e não encontrei para comprar, estamos com planos (Eu e Aline) de abrir uma loja de biquini e caipirinha, a garrafa de cachaça custa $28,00, mais caro do que o Red label no Mercado, com isso conquistaremos as praias timorense. Tirando o peixe o resto dos alimentos são todos importados, Singapura, Indonesia, Australia e China, mas ainda não encontrei nenhuma seda chinesa para comprar.
Já cansei de escrever, …
Há algum destino mais longe do que Timor Leste? Considerando que a base ou o ponto de referência é o Brasil? Acredito que não também.
Ah Timor Leste, povo muito amistoso, com características peculiares de uma nação em transformações politicas e resistências culturais, por meio da linguagem é que temos a real noção de quanta diversidade há nesse povo, falam portugues – lingual official –; tétun – língua de maior abrangência em Dili - com base portuguesa -; há 15 línguas locais – normalmente usada em vilarejos e há línguas malaias em sua variedade Indonésia, muitas vezes chamada de bahasa que significa língua ou bahasa indonésia, também há o inglês – língua de contato no comércio, mas oficialmente as negociações importantes acontecem em bahasa, não posso deixar de citar que muitas vezes não falam língua nenhuma, devido a mistura de todas, no ambiente de comunicação, para que o ato de compreensão se realize entre os falantes.
Em relação as cidades, entendi até o momento que são dividas em distritos, sub-distritos e sucos, todos estes com representantes políticos, os chefes de sucos são como os representantes de bairros e é a ele que o povo deve se reportar, caso aconteça alguma desavença com o vizinho o que o chefe de suco decide é praticamente lei. Aqui também tem a ideia de que os mais velhos tem sempre razão, mas com uma diferença, eles têm sempre razão e ponto.
Tomar banho de canal quando a maré encher, engraçado isso, mas o esgoto da cidade se organiza em valas e corre céu aberto, quando há uma grande concentração de material orgânico em um determinado local, este logo vira área de cultivo de “kanko” (não tenho certeza de como se escreve), sei que é uma planta verde, parecida com o nosso espinafre, que normalmente aparece nos pratos discretamente de maneira refogada, no primeiro dia que estava aqui, não sabiamos aonde almoçar e acabamos comendo em um restaurante bakso – restaurante indonésio – acabei comendo essa plantinha, fiquei sabendo a origem dela dois dias depois, quando os conhecidos brasileiros nos apresentou a plantação da criatura, mas não fez mal. ufa!!!
De dezembro a janeiro é a época das chuvas aqui, quero ver como vai ficar esse esgoto, já sei que é complicado para sair de casa, pois enche, alaga e as ruas não recebem muito asfalto, logo, cria-se uma intensa lama ou uma lama esgoto, vamos aguardar...
Quando estava no Brasil, comprei uma lanterna, mas pensando na necessidade de nunca ter que usá-la, mas este acessório foi muito util e valeu o investimento, pois queda de energia é constante, alguns lugares desligam a energia na hora do almoço, para economizar. A energia produzida aqui até onde sei é feita com a queima de petróleo. Nas instituições públicas, privadas, hoteis e algumas casas, há geradores, a iluminação pública é pouca, apenas nas vias principais, afinal precisam economizar energia para as luzes de natal.
A principal região de comércio na cidade é chamada de Colmera, semelhante a Santa, lá encontra-se tudo ou quase tudo que precisa, como adaptadores de tomada, há também dois grandes mercados, mercados de rua, como a 25 de março, um próximo ao Mercado Lama – Antigo Mercado Municipal-, outro próximo a igreja de Balide, no suco de Balide. Lá podemos encontrar roupas novas e usadas por $0,50.
Vale a pena mencionar que todo timorense quer ser taxista e que a corrida para qualquer lugar não muito distante custa $1.00, a velocidade não passa de 20km, mas tudo depende de como foi combinado antes, pois somos estrangeiros e a impressão que passamos é que temos dinheiro. Dentro das caretas –carros- tem sempre algum acessório (espanador, desodorizador, puta que pariu nas laterais em formato de coração, etc.), os para-brisas são como um tipo de adesivo, para proteger do sol, e sempre personalizados “stalone”;”che-guevara”; “bob-marley”, enfim, para todos os tipos e gosto, particularmente prefiro pegar o “stalone”. Aqui você pode comprar um Honda por $2.500 contos, um pagero Jr. por $4.000,00 e uma bicicleta por $100,00.
Há também o meio de transporte mais usado por eles, é chamado de mikrolet, custa em torno de $0.25, a corrida, mas tem timorense até grudado no pneu de tão cheio que fica, a mão aqui é britânica, ainda tenho a impressão de que vai bater, e as rotatórias são ora chamadas de rótulas, ora de rotunda, ora de rotatória mesmo. Os motoristas por algum motivo ainda não compreendido adoram buzinas, para dirigir aqui você precisa somente ter buzina, carro e não sair dos 20km.
O calor é insuportável, ar condicionado aqui não é artigo de luxo, é real, no entanto quando cai a tempertura para uns 30graus os nativos usam moleton, e pela manhã sempre com roupa de inverno, particularmente eles adoram o verão e na casa de um timorense nunca tem ar condicionado, carro com ar condionado pode até ter, mas tenho certeza de que nunca foi utilizado. Outro dia coloquei meu termometro no sol, marcou 50 graus, será isso calor? Acredito que até no inferno é mais agradável.
Outra região comercial em Dili é uma parte da praia, onde localiza-se os vendedores de peixes, e consequentemente o Mercado de peixe e a feira de frutos, mas a praia raramente é usada como lazer e quando é o trage de banho é a roupa do corpo mesmo, biquini? Esqueci de trazer e não encontrei para comprar, estamos com planos (Eu e Aline) de abrir uma loja de biquini e caipirinha, a garrafa de cachaça custa $28,00, mais caro do que o Red label no Mercado, com isso conquistaremos as praias timorense. Tirando o peixe o resto dos alimentos são todos importados, Singapura, Indonesia, Australia e China, mas ainda não encontrei nenhuma seda chinesa para comprar.
Já cansei de escrever, …
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