Como é estar do outro lado do mundo? Em mares nunca dantes navegados? Ainda podemos usar esta frase para esboçar exemplos de navegação? Acredito que não, pois nem por aguas eu vim, fiquei me questionando um bom tempo a cerca de quanto tempo levaria para chegar neste fim de mundo por aguas, já que pelos ares a viagem já é bem cansativa e longa. Quantas noites os portugueses perderam para descobrir a ilha que serviu como porto em suas expedições?
Há algum destino mais longe do que Timor Leste? Considerando que a base ou o ponto de referência é o Brasil? Acredito que não também.
Ah Timor Leste, povo muito amistoso, com características peculiares de uma nação em transformações politicas e resistências culturais, por meio da linguagem é que temos a real noção de quanta diversidade há nesse povo, falam portugues – lingual official –; tétun – língua de maior abrangência em Dili - com base portuguesa -; há 15 línguas locais – normalmente usada em vilarejos e há línguas malaias em sua variedade Indonésia, muitas vezes chamada de bahasa que significa língua ou bahasa indonésia, também há o inglês – língua de contato no comércio, mas oficialmente as negociações importantes acontecem em bahasa, não posso deixar de citar que muitas vezes não falam língua nenhuma, devido a mistura de todas, no ambiente de comunicação, para que o ato de compreensão se realize entre os falantes.
Em relação as cidades, entendi até o momento que são dividas em distritos, sub-distritos e sucos, todos estes com representantes políticos, os chefes de sucos são como os representantes de bairros e é a ele que o povo deve se reportar, caso aconteça alguma desavença com o vizinho o que o chefe de suco decide é praticamente lei. Aqui também tem a ideia de que os mais velhos tem sempre razão, mas com uma diferença, eles têm sempre razão e ponto.
Tomar banho de canal quando a maré encher, engraçado isso, mas o esgoto da cidade se organiza em valas e corre céu aberto, quando há uma grande concentração de material orgânico em um determinado local, este logo vira área de cultivo de “kanko” (não tenho certeza de como se escreve), sei que é uma planta verde, parecida com o nosso espinafre, que normalmente aparece nos pratos discretamente de maneira refogada, no primeiro dia que estava aqui, não sabiamos aonde almoçar e acabamos comendo em um restaurante bakso – restaurante indonésio – acabei comendo essa plantinha, fiquei sabendo a origem dela dois dias depois, quando os conhecidos brasileiros nos apresentou a plantação da criatura, mas não fez mal. ufa!!!
De dezembro a janeiro é a época das chuvas aqui, quero ver como vai ficar esse esgoto, já sei que é complicado para sair de casa, pois enche, alaga e as ruas não recebem muito asfalto, logo, cria-se uma intensa lama ou uma lama esgoto, vamos aguardar...
Quando estava no Brasil, comprei uma lanterna, mas pensando na necessidade de nunca ter que usá-la, mas este acessório foi muito util e valeu o investimento, pois queda de energia é constante, alguns lugares desligam a energia na hora do almoço, para economizar. A energia produzida aqui até onde sei é feita com a queima de petróleo. Nas instituições públicas, privadas, hoteis e algumas casas, há geradores, a iluminação pública é pouca, apenas nas vias principais, afinal precisam economizar energia para as luzes de natal.
A principal região de comércio na cidade é chamada de Colmera, semelhante a Santa, lá encontra-se tudo ou quase tudo que precisa, como adaptadores de tomada, há também dois grandes mercados, mercados de rua, como a 25 de março, um próximo ao Mercado Lama – Antigo Mercado Municipal-, outro próximo a igreja de Balide, no suco de Balide. Lá podemos encontrar roupas novas e usadas por $0,50.
Vale a pena mencionar que todo timorense quer ser taxista e que a corrida para qualquer lugar não muito distante custa $1.00, a velocidade não passa de 20km, mas tudo depende de como foi combinado antes, pois somos estrangeiros e a impressão que passamos é que temos dinheiro. Dentro das caretas –carros- tem sempre algum acessório (espanador, desodorizador, puta que pariu nas laterais em formato de coração, etc.), os para-brisas são como um tipo de adesivo, para proteger do sol, e sempre personalizados “stalone”;”che-guevara”; “bob-marley”, enfim, para todos os tipos e gosto, particularmente prefiro pegar o “stalone”. Aqui você pode comprar um Honda por $2.500 contos, um pagero Jr. por $4.000,00 e uma bicicleta por $100,00.
Há também o meio de transporte mais usado por eles, é chamado de mikrolet, custa em torno de $0.25, a corrida, mas tem timorense até grudado no pneu de tão cheio que fica, a mão aqui é britânica, ainda tenho a impressão de que vai bater, e as rotatórias são ora chamadas de rótulas, ora de rotunda, ora de rotatória mesmo. Os motoristas por algum motivo ainda não compreendido adoram buzinas, para dirigir aqui você precisa somente ter buzina, carro e não sair dos 20km.
O calor é insuportável, ar condicionado aqui não é artigo de luxo, é real, no entanto quando cai a tempertura para uns 30graus os nativos usam moleton, e pela manhã sempre com roupa de inverno, particularmente eles adoram o verão e na casa de um timorense nunca tem ar condicionado, carro com ar condionado pode até ter, mas tenho certeza de que nunca foi utilizado. Outro dia coloquei meu termometro no sol, marcou 50 graus, será isso calor? Acredito que até no inferno é mais agradável.
Outra região comercial em Dili é uma parte da praia, onde localiza-se os vendedores de peixes, e consequentemente o Mercado de peixe e a feira de frutos, mas a praia raramente é usada como lazer e quando é o trage de banho é a roupa do corpo mesmo, biquini? Esqueci de trazer e não encontrei para comprar, estamos com planos (Eu e Aline) de abrir uma loja de biquini e caipirinha, a garrafa de cachaça custa $28,00, mais caro do que o Red label no Mercado, com isso conquistaremos as praias timorense. Tirando o peixe o resto dos alimentos são todos importados, Singapura, Indonesia, Australia e China, mas ainda não encontrei nenhuma seda chinesa para comprar.
Já cansei de escrever, …
Há algum destino mais longe do que Timor Leste? Considerando que a base ou o ponto de referência é o Brasil? Acredito que não também.
Ah Timor Leste, povo muito amistoso, com características peculiares de uma nação em transformações politicas e resistências culturais, por meio da linguagem é que temos a real noção de quanta diversidade há nesse povo, falam portugues – lingual official –; tétun – língua de maior abrangência em Dili - com base portuguesa -; há 15 línguas locais – normalmente usada em vilarejos e há línguas malaias em sua variedade Indonésia, muitas vezes chamada de bahasa que significa língua ou bahasa indonésia, também há o inglês – língua de contato no comércio, mas oficialmente as negociações importantes acontecem em bahasa, não posso deixar de citar que muitas vezes não falam língua nenhuma, devido a mistura de todas, no ambiente de comunicação, para que o ato de compreensão se realize entre os falantes.
Em relação as cidades, entendi até o momento que são dividas em distritos, sub-distritos e sucos, todos estes com representantes políticos, os chefes de sucos são como os representantes de bairros e é a ele que o povo deve se reportar, caso aconteça alguma desavença com o vizinho o que o chefe de suco decide é praticamente lei. Aqui também tem a ideia de que os mais velhos tem sempre razão, mas com uma diferença, eles têm sempre razão e ponto.
Tomar banho de canal quando a maré encher, engraçado isso, mas o esgoto da cidade se organiza em valas e corre céu aberto, quando há uma grande concentração de material orgânico em um determinado local, este logo vira área de cultivo de “kanko” (não tenho certeza de como se escreve), sei que é uma planta verde, parecida com o nosso espinafre, que normalmente aparece nos pratos discretamente de maneira refogada, no primeiro dia que estava aqui, não sabiamos aonde almoçar e acabamos comendo em um restaurante bakso – restaurante indonésio – acabei comendo essa plantinha, fiquei sabendo a origem dela dois dias depois, quando os conhecidos brasileiros nos apresentou a plantação da criatura, mas não fez mal. ufa!!!
De dezembro a janeiro é a época das chuvas aqui, quero ver como vai ficar esse esgoto, já sei que é complicado para sair de casa, pois enche, alaga e as ruas não recebem muito asfalto, logo, cria-se uma intensa lama ou uma lama esgoto, vamos aguardar...
Quando estava no Brasil, comprei uma lanterna, mas pensando na necessidade de nunca ter que usá-la, mas este acessório foi muito util e valeu o investimento, pois queda de energia é constante, alguns lugares desligam a energia na hora do almoço, para economizar. A energia produzida aqui até onde sei é feita com a queima de petróleo. Nas instituições públicas, privadas, hoteis e algumas casas, há geradores, a iluminação pública é pouca, apenas nas vias principais, afinal precisam economizar energia para as luzes de natal.
A principal região de comércio na cidade é chamada de Colmera, semelhante a Santa, lá encontra-se tudo ou quase tudo que precisa, como adaptadores de tomada, há também dois grandes mercados, mercados de rua, como a 25 de março, um próximo ao Mercado Lama – Antigo Mercado Municipal-, outro próximo a igreja de Balide, no suco de Balide. Lá podemos encontrar roupas novas e usadas por $0,50.
Vale a pena mencionar que todo timorense quer ser taxista e que a corrida para qualquer lugar não muito distante custa $1.00, a velocidade não passa de 20km, mas tudo depende de como foi combinado antes, pois somos estrangeiros e a impressão que passamos é que temos dinheiro. Dentro das caretas –carros- tem sempre algum acessório (espanador, desodorizador, puta que pariu nas laterais em formato de coração, etc.), os para-brisas são como um tipo de adesivo, para proteger do sol, e sempre personalizados “stalone”;”che-guevara”; “bob-marley”, enfim, para todos os tipos e gosto, particularmente prefiro pegar o “stalone”. Aqui você pode comprar um Honda por $2.500 contos, um pagero Jr. por $4.000,00 e uma bicicleta por $100,00.
Há também o meio de transporte mais usado por eles, é chamado de mikrolet, custa em torno de $0.25, a corrida, mas tem timorense até grudado no pneu de tão cheio que fica, a mão aqui é britânica, ainda tenho a impressão de que vai bater, e as rotatórias são ora chamadas de rótulas, ora de rotunda, ora de rotatória mesmo. Os motoristas por algum motivo ainda não compreendido adoram buzinas, para dirigir aqui você precisa somente ter buzina, carro e não sair dos 20km.
O calor é insuportável, ar condicionado aqui não é artigo de luxo, é real, no entanto quando cai a tempertura para uns 30graus os nativos usam moleton, e pela manhã sempre com roupa de inverno, particularmente eles adoram o verão e na casa de um timorense nunca tem ar condicionado, carro com ar condionado pode até ter, mas tenho certeza de que nunca foi utilizado. Outro dia coloquei meu termometro no sol, marcou 50 graus, será isso calor? Acredito que até no inferno é mais agradável.
Outra região comercial em Dili é uma parte da praia, onde localiza-se os vendedores de peixes, e consequentemente o Mercado de peixe e a feira de frutos, mas a praia raramente é usada como lazer e quando é o trage de banho é a roupa do corpo mesmo, biquini? Esqueci de trazer e não encontrei para comprar, estamos com planos (Eu e Aline) de abrir uma loja de biquini e caipirinha, a garrafa de cachaça custa $28,00, mais caro do que o Red label no Mercado, com isso conquistaremos as praias timorense. Tirando o peixe o resto dos alimentos são todos importados, Singapura, Indonesia, Australia e China, mas ainda não encontrei nenhuma seda chinesa para comprar.
Já cansei de escrever, …
muito bem cabecinha ate q enfim comecou a escrever
ResponderExcluirE aí Ju...não sabia q estava em Timor Lorossae...
ResponderExcluirAmooo esse país e serei um leitor assíduo...
Parabéns por estar aí? Mas o q vc anda a fazer?
Beijos!!!
Jú!!!!!
ResponderExcluirÉ sempre bom ter notícias suas... Adorei essa novidade... E por isso agora estarei na tua cola... Te adoro!!!
Bjs.