terça-feira, 6 de abril de 2010

Labuan bajo – Os dragões de Comodo

Na narrativa anterior, agradeci a Gladcya pelo número do Richard, pois é, retiro os agradecimentos!!!!

O Richard foi só conversa, nas trocas de mensagens que tive com ele, afirmava que estava tudo certo, que o hotel já estava reservado e que já tinha alugado um carro para ir nos pegar no aeroporto, estavamos até preocupados com o quanto que iamos ter que pagar por tanta atenção, essa preocupação durou até o momento que desembarcamos em Labuan, nada de Richard, nada de carro, nada de nada e até a lanchonete estava fechando, já que este era o último voo do dia.

Sentamos, esperamos, liguei, liguei, liguei e finalmente atendeu, disse que já estavamos lá e esperando por ele, finalmente a criatura chegou, de moto, nada de carro, e pedindo mil desculpas pelo atraso e dizendo também que o hotel que ele tinha feito a reserva para nós estava FULL (como assim? Se foi feita a reserva não tinha motivo para não termos os quartos!!), resumindo ele não fez porra nenhuma. Mas arrumou uma mikrolet para nos levar até um hotel que tinha quarto, otimo, nos instalamos e fomos conversar com ele sobre o grande passeio, a Ilha de Comodo, pedi para ele falar mais devagar, pois não estava entendendo toda a conversa devido a velocidade da fala, nos também não estavamos com pressa, afinal estavamos de férias.

Em um determinado ponto da conversa o senhor funcionário ou dono do hotel interferiu (em ingles), falando que estava muito caro este passeio, o Richard para que nós não entendessemos a discussão começou a “brigar”com o senhor em língua indonesia, esse foi o fim para o Richard, nada de passeio, nada de nada e nem pagamento pela atenção dada, já que não tinha feito muita coisa ou nada.

O dono ou funcionário do hotel ligou para um colega que veio conversar conosco e oferecer o barco, alugamos o barco por USD 50,00 p/p = 150,00, sim, pagamos em dólar, não tinhamos rupias e a casa de cambio estava fechada devido ao feriado católico. Neste valor estava incluso, água, café da manhã e almoço. Marcamos para sair de Labuan as 6h da madruga, e lá estava senhor Peter a nossa espera as 6h da madruga.

Embarcamos (meu vocabulário maritimo é pouco) e lá fomos nós ... uhuuu, Ilha de Comodo!!!, mais paisagem, mais ilha, mais água, água, água ... 3 ou 4 horas depois chegamos na Ilha dos Dragões, formidávelll, nosssaaaa, estou em Comodoooo ... um desejo realizado, os dragões podem medir até 4metros, pesar até 150kl, correr até 18km/h, mergulhar até 4metros, seu hálito deve ser medonho devido a quantidade de bactérias em sua saliva, três noites antes deste momento importante na minha vida, sonhei que um dragão mordia o meu dedinho e eu achava o máximooo a mordida.

Continuando ...

Entrada ao parque de Comodo, USD 15,00 p/p, mas como assim? Estou na Indonesia e a moeda é Rupias, como devo pagar em dólar? Pois é, o valor é em dólar, isso mais um valor de 40.000,00rp que não entendi para que era. Tudo bem estava na Ilha dos dragões, vamo que vamo ...

Escolhemos o tamanho da nossa caminhada pela mata e óbvio que eu escolhi a menor com duração de 60 minutos, os primeiros 20 minutos o guia só falava das plantas, das árvores e nada de dragão, estava frustada já e só perguntava aonde estavam os dragões e reclamava em português (para ele não entender) que morava num país que tinha tudo aquilo e muito mais e que estava lá apenas para ver os dragões, que não queria andar e queria apenas sentar e ficar apreciando um dragão, finalmente apareceu o primeiro, nosssaaaa, mas ele nem mexeu, nem correu atras de ninguém, ficou lá panguando, fala sério!!!

O guia mostrando o yellow bird foi demais para mim. Na minha terra tem palmeira, tem sabiá, arara, tucano, periquito, papagaio, e mais uma infinidade de passaros, só não tem dragão, eu lá ia querer saber de um pássaro amarelo.

Continuamos a caminhada, vimos um filhote de dragão subindo na árvore, quando são filhotes ainda possuem esta capacidade, e continuamos a caminhada, quase no final avistamos outro e este estava bem na trilha que tinhamos que passar, era eu ou ele naquela trilha, sim ele continuou lá e eu desviei o meu percurso depois de tirar muitas fotos.

Antes de voltar para o barco vimos outro embaixo da escada, nossaaa, subi a escada para ficar mais pertinho dele, queria ter colocado meu pé para ele morder, mas o guia só sabia chamar a minha atenção, droga.

Fim do passeio, de volta para o barco, hora do almoço, fizeram nosso almoço no barco, nem quero saber como foi feita a comida, estava boa e nem deu dor de barriga. Próximo a cidade já o barco parou em uma outra ilha para que eu pudesse usar o snorkle, foi bom, mas a água em Timor Leste é mais cristalina, no entanto, havia muita variedade de peixe, adorei. Agora tenho um pé de pato.

A nossa espera estava uma mikrolet, o rapaz que dirigia era mais novo que os meus alunos no Brasil, quando viu a policia, fez uma exclamação e mudou de rua, perguntei a ele se tinha habilitação, respondeu que não, isso é muito comum, crianças pilotando motos, dirigindo carros como adultos.

Enfim, nos deixou no hotel e descansei o resto do dia ... não tinha mais nada naquela cidade para fazer.

No outro dia pela manhã fomos até a empresa área comprar os tickets para Bali, afinal já estava cansada de ver tanta natureza, conseguimos os tickets para o mesmo o dia, no período da tarde. Voltamos para o hotel, descansamos mais um pouco e fomos para o aeroporto. Espera, espera, espera.

No aeroporto passamos por mais um episódio inédito, todas as pessoas eram pesadas e os quilos anotados em um papel para o cálculo final.

Chegamos em Bali no final da tarde, obaaa, mc donald`s, pizza hut, shopping, compras, compras, compras.

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