quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

De Dili/TL rumo a Kupang/TO (Férias - parte I)

Hoje, 04 de janeiro de 2010, decidi escrever as lembranças de férias.

Saimos de Dili no dia 21 de dezembro, segunda feira, tive várias complicações antes desta saida, a falta de passagem e com quem viajar foi algumas das ditas preocupações. Depois de finalmente as passagens compradas tive a certeza de que ia sair de Timor Leste, rumo a Timor Oeste.
Novamente digo que saimos de Dili no dia 21 de dezembro em torno das 9horas da manhã, um pouco atrasado, já que o bilhete marcava a saida às 8horas. O transporte, algo parecido com uma VAN no Brasil ou uma BESTA, com 12 lugares incluindo o motorista.

Eu estava sentada na ultima poltrona ao lado esquerdo, a poltrona do centro estava o Alan e ao lado direito um Timorense, que foi a viagem toda fumando LA (definitivamente detesto este cigarro), sim dentro de todos os lugares pode-se fumar, afinal estamos falando de Ásia.
Passei por vários distritos do lado oeste da ilha, lado que ainda não conhecia, e a paisagem exuberante de verde, mar, montanhas, flores, plantações de arroz, fazendas com búfalos, cabras no meio da estrada, casas com telhado de folhas de palmeiras e todos com uma peculiariedade conforme o distrito de localização, a peculiariedade que estou tratando é a questão da amarração no encontro das palhas, algumas trançadas, outras amarradas, outras com desenhos. Impressionante!! (não tirei nenhuma foto, alias, as que tirei ficaram horriveis e apaguei).

Depois de mais ou menos 5 horas de estrada e paisagem cheguei finalmente a fronteira terrestre entre Timor Leste e Timor Oeste, desci, retirei as malas, fui aos devidos departamentos, fui também reconhecida pelo vizinho da minha casa em Dili, que veio comprimentar todo saudoso e o dono da loja na qual comprei meu leptop também estava lá.

Atravessar a fronteira é algo emocionante, pegue suas malas, passe por uma ponte, nessa ponte tem uma linha exatamente da mesma cor que passa em filmes, amarela, continue andando, não deixe de sentir medo, afinal todos olham para você, e continue andando, sorria, diga “bom dia” em língua materna.

Finalmente cheguei em uma mesa cheia de homens maus sentados, “ohh, Brasil, Ronaldinho, Kaka, abre a mala” bem isso mesmo, todo mundo sorrindo de repente fecham a expressão e voltam a assumir o papel. Mas tudo bem afinal estava de férias e já tinha o visto. Depois desta fase, continei andando até finalmente encontrar ou ser encontrada pelo novo motorista, uma vez que os carros não cruzam a fronteira, entrei no carro e a viagem continua.

Por mais que tenha saido de Timor Leste e naquele momento estivesse em Timor Oeste, não percebi muita mudança na paisagem, a não ser pelo clima que era mais ameno. Matas, montanhas, vales, flores, cabras, casas tipicas, até que finalmente Atambua, mas antes de dissertar sobre a cidade deixei de comentar sobre os banheiros.

A cada 2horas e 30 minutos mais ou menos o motorista parava para ir ao banheiro, engraçado isso, lembro que quando estava no Brasil e viajava ou com meu irmão para Mirandópolis ou em congressos, sempre procuravamos parar no mais plausivel posto de combustivel, aqui não é muito diferente não, apesar do fato de não ter posto nas estradas os banheiros são os melhores, é só escolher a melhor árvore, a vantagem disso é que se tem uma ampla variedade de banheiros.

Em Atambua foi feita a pausa para o almoço e para a compra de dinheiro, no almoço me senti a pessoa mais estranha e diferente do mundo, todos me olhavam, alguns sorriam, outros nem atenção davam, o restaurante era tipico indonesio, acabei não comendo nada e tomando uma coca-cola, afinal coca é coca em qualquer lugar, depois deste momento tenso da chegada, percebi um certo grau de hospitalidade das pessoas que estavam viajando e dos funcionários do restaurante em relação ao meu almoço, mesmo assim não podia correr o risco. Uma pessoa qualquer pode se passar por um brasileiro, mas um brasileiro...

Dinheiro trocado, USD 1.00 é aproximandamente Rp 9.500, continuamos a viagem e esse seria o trecho mais longo, em torno de 7horas, não vou repetir o caminho novamente, mas é a mesma história.
Falta comentar que dentro daquele veículo falava-se pelo menos 4 línguas, tetum, ingles, bahasa e portugues. Espaço tão pequeno mas com uma diversidade linguistica abrangente.

Chegamos em Kupang perto das 20 horas, o transporte nos deixou no hotel, hotel meia boca o valor era de Rp 120.000 ,00. O banheiro do hotel era indonesio, aiaiaiai, vai tomar banho de canequinha, descarga na canequinha, e esse era apenas o primeiro hotel, banho tomado, precisava comer.

A recepção do hotel nos indicou um restaurante na rua pararela ao hotel, pobres mortais, cheguei lá era estes restaurantes de rua, como uma feira, já que estou aqui e com fome vamos comer!!! Pedi um peixe na brasa e estava delicioso, mas comi apenas isso, não me atrevi a comer arroz e a salada. Barriga cheia ... pé na areia, apesar de estar próxima a praia só vi no dia seguinte.

Acordar cedo, ir para o aeroporto, caminhava na avenida a procura de um taxi, quando 2 indonesios de moto pararam oferecendo a corrida, 50.000,00 rupias até o aeroporto, tudo bem!! Ai vou eu, e o aeroporto era longe pra caramba, deu tempo de pensar que estava sendo sequestrada, que ia ser assaltada e todas estas outras merdas que passam em mentes assustadas que só se dão conta depois do fato.

Aeroporto de Kupang, e na captura de bilhetes rumo a Jakarta, como era férias e em Dili as coisas não são tão fáceis assim e nem tão barato, não tinha nenhuma passagem comprada, apenas um roteiro traçado e um guia do viajante ora em baixo do braço ora dentro da mala.

Embarque efetuado com sucesso!! Uhuuu ... mas não foi bem isso que aconteceu, o ar do avião não estava funcionando, uma turbina não estava ligada e várias técnicos tentavam o reparo, precisei descer do avião, voltar à sala de espera depois de algum tempo novamente o embarque, reparei que estava acontecendo um negócio estranho, como se estivessem fazendo uma dita chupeta no avião, mas eu não tinha pedido o bilhete de passagem com emoção, bom, ao pousar em Jakarta todos aplaudiram, afinal estavamos vivos!!!

Dia 22 de dezembro embarcamos para Jakarta ainda pela manhã.
Próximo capítulo: As minhas aventuras em Jakarta: a capital.

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