sábado, 9 de janeiro de 2010

O inicio do fim

O voo para Kupang também não veio no bilhete a observação “com emoção”, em torno de 1hora já estava em Kupang, cheguei no aeroporto e encontrei os donos da minha casa (já conheço todo mundo, rsrs), fui para o hotel, alias era o hotel (Kristal resort), o melhor e mais caro hotel de todos os trechos, mas não fiquei nem um pouco preocupada, afinal era a minha ultima noite na Indonesia e precisava dormir bem para aguentar a volta de 12 horas dentro da van. No banheiro tinha até box, tomei banho com água quente, coisa que há muito tempo não fazia, delicia.
No outro dia estava marcado da van nos pegar no hotel as 6horas da manhã, foram chegar em torno das 7horas, saimos de Kupang umas 7horas e 30minutos, estrada, estrada, estrada ..., mas com uma diferença, já conhecia a paisagem.
Enquanto a paisagem passava do lado de fora do vidro também passavam dois vomitos que grudavam na janela que eu estava sentada, este foi um dos momentos mais tensos da viagem, mas por falta de comida no estomago não passei mal. Também havia uma criança chorando.
Aproximandamente 7horas depois chegamos a fronteira, o momento mais tenso de toda a viagem, primeiro queriam cobrar Rp10.000,00 dos timorenses para que pudessem sair da Indonesia, meu passaporte estava neste bolo, ate que viram e devolveram, nos livrando do pagamento.
Na segunda janela o lugar dos carimbos de saida, eu não sabia aonde estava o meu cartão de entrada, me cobraram USD5,00 para preencher outro, se meu ingles fosse melhor não teria pagado e também não teria dependido de tradução neste momento, tradução esta muito mal feita por sinal, pois não disse o que eu não tinha entendido, apenas confirmou o pagamento (estava relacionado a ir ao departamento tal., não tenho certeza), preenchi o outro papel paguei os 5contos e fui embora esbravejando com a criatura.
Atravessei a ponte andando novamente, os carros não podem passar, arrastando a minha mala nova de rodinhas comprada em Jakarta, até que finalmente comecei a pisar em territorio amigo, passei por um médico que apontou um lazer na minha testa e disse que era exame contra susuk (mosquito), sabe Deus que mosquito era esse que o exame era feito com raio na testa, mas fui aprovada e pude continuar a jornada.
Anda mais um pouquinho chega na casinha timorense, passaporte de serviço? É U.N.? Cade o cartão de identificação? 30 dolares. Fiquei muito brava!! O dialogo:
- Passaporte de Serviço?
- Sim (eu)
- É U.N.?
- Não, cooperação brasileira. (eu)
- Brasil não tem mais cooperação aqui, só Portugal. Kd o cartão de identificação?
- Ainda não esta pronto, mas tenho no passaporte a descrição da minha missão (quer que desenhe?), - mostrei a página da descrição -.
O senhor pensou, pensou, pensou e carimbou!! Ufaaa, mas ainda não digeri esta historia.
Pegamos o carro de volta e mais 4 horas de estrada, com a mesma paisagem, cheguei em Dili em torno das 20 horas, cansada, com fome, e com dor de barriga, mas no caminho não precisei ir em nenhum banheiro ou moiteru (moita com banheiro).

À todos aqueles que tiverem o interesse e a vontade de realizar esta aventura, não perca a oportunidade, mesmo com todos os imprevistos para sair de Timor Leste vou continuar pegando o voo Paradise tour & travel na plataforma Comoro.

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